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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Doces, açúcar e enxaqueca

Para Célia Barcellos

As grandes variações na taxa de glicose do sangue são causadas primariamente pela ingestão de açúcares, assim como de álcool, drogas e cafeína. Os açúcares, como mel, dextrose, xaropes; são convertidos em glicose quase que imediatamente - daí a rápida e exacerbada reação por parte do pâncreas, produzindo muita insulina.

A melhor maneira de se evitar reações hipoglicêmicas é evitando ao máximo os açúcares industrializados, bem como os alimentos que os contêm. Por exemplo, bolos, biscoitos, sorvetes, doces e balas contêm quantidades gigantescas de açúcar industrializado!

Muitos alimentos em conserva, congelados ou preservados, também contêm açúcar, xarope de milho ou dextrose; mesmo em se tratando de vegetais congelados, sopa em conserva, e outros alimentos não doces. O ideal é que você evite esses alimentos.

Acima de tudo, evite comer doces com o estômago vazio.

Massas e doces são transformados em glicose pelo organismo; enquanto as proteínas, quando ingeridas, são convertidas em aminoácidos. Portanto, ao comer um pouco de proteína antes ou juntamente dos carboidratos (açúcares), o seu organismo passa a ter pela frente duas tarefas ao invés de uma só; isso resulta numa maior lentidão na taxa pela qual os alimentos doces são convertidos em glicose. Quanto mais lenta essa conversão, mais improvável a ocorrência de uma reação hipoglicêmica.

A recomendação é que você evite todos os alimentos contendo açúcar industrializado, incluindo xarope de milho, dextrose e mel. Ao mesmo tempo que se pode argumentar ser o mel um alimento natural e não industrializado, é importante observar que a maior parte das abelhas são alimentadas com xarope de milho ou outro produto açucarado, o que acaba tornando o mel tão prejudicial quanto o açúcar, do ponto de vista do hipoglicêmico.

Evite ao máximo o açúcar, refrigerantes, sucos adoçados, frutas em conserva ou enlatadas; assim como verduras às quais tenha sido acrescentado açúcar; produtos assados; batatinhas do tipo "chips", sorvetes, uvas passas, frutas secas, e bebidas alcóolicas.

A melhor sugestão é que você suspenda completamente esses itens da sua dieta pelo período de mais ou menos um mês (no mínimo), observando a reação e os resultados sobre seu problema. Em seguida, você pode ir, gradualmente, adicionando produto a produto, um de cada vez; sempre de olho nas reações. Desta forma, você mesmo pode verificar de que forma as substancias contidas nesses produtos afetam seu organismo, e decidir se todo esse esforço está sendo válido para o seu caso.

Você também poderá observar se esses produtos afetam seu organismo de maneiras diferentes dependendo das circunstancias; dependendo do restante de sua dieta; seu nível de stress; sua forma física; e, para mulheres, a época do mês. De outra sorte, recomenda-se comer bastantes vegetais frescos, carnes magras, peixe, frango, feijão, soja, frutas frescas (de pouco teor cítrico); batatas, arroz integral e pão integral. Mesmo produtos feitos a partir de farinha branca (como as massas) possuem quantidades suficientes de outros nutrientes, de modo a não provocar a mesma reação hipoglicêmica que um produto açucarado. Em outras palavras, uma bela macarronada é bem melhor que um belo pudim de leite em calda!

Outra dica: você deve tentar se alimentar o mais regularmente possível; de preferência, com alimentos contendo proteínas e carboidratos; bem como alimentos contendo trigo/centeio/grãos integrais. Se você possui tendência à hipoglicemia, seu pâncreas trabalha exageradamente, produzindo mais insulina, mesmo na ausência de açúcares e doces na sua dieta. De modo que sua taxa de açúcar no sangue tende a cair mais rapidamente que em outras pessoas. E você precisa regularizar essa situação comendo, regularmente, proteínas e alguns carboidratos.

Se você balancear sua dieta, cortando os açúcares industrializados e fazendo refeições freq¸entes de alto teor de proteína com alguns carboidratos, você pode experimentar uma melhora geral, bem como um aumento em sua própria capacidade de tolerar um atraso nas refeições.

Fonte: Enxaqueca.Com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

+ sobre Cefaléia em Salvas

A Cefaléia em Salvas ou "Cluster Headache" é o tipo de dor de cabeça mais intensa descrita pela medicina, normalmente descrita pelos pacientes como sendo em "facadas". Não é tão comum como outras dores de cabeça primárias , como a enxaqueca e as cefaléias do tipo tensional. As causas desta dor ainda são desconhecidas, mas parece haver uma disfunção em um núcleo de uma importante estrutura cerebral chamada de hipotálamo, ligada à regulação dos ciclos de sono-vigília.

Salva é o período de tempo ( 2 a 4 meses) durante o qual ocorrem as crises de dor.


Como Reconhecer a Cefaléia em Salvas?

Esta dor se apresenta típica, mas não obrigatoriamente de um só lado e sempre do mesmo lado da cabeça, em volta do olho podendo também ser na fronte, têmpora e até face, de intensidade muito elevada e caráter excruciante ou lancinante, durando de 15 minutos a 3 horas e aparecendo em dias seguidos ou alternados, entre 1 a 8 vezes por dia. Freqüentemente se manifesta em horas semelhantes e comumente acorda os seus portadores no meio da noite fazendo-os pular fora da cama antes de totalmente acordados, tal a intensidade com que se inicia. Geralmente é associada com vermelhidão ocular, lacremejamento e entupimento nasal (as vezes com corrimento nasal) do mesmo lado da dor. A dor em geral dura de 2 a 4 meses por ano, desaparecendo sozinha para retornar após períodos variados de tempo que podem chegar a anos, comumente nas mesmas épocas. Por vezes, a dor evolui para ausência de remissões ou períodos sem dor ou já começa sendo permanente, o que se constitui na modalidade Crônica de cefaléia em salvas. Os pacientes que sofrem de cefaléia em salvas adotam medidas desesperadas como "bater com a cabeça na parede" e até tentarem o suicídio.

Há estudos recentes sugerindo a relação entre a cefaléia em salvas e distúrbios do sono como apnéia e ronco. Os mecanismos que deflagram as crises são desconhecidos mas durante as crises ocorrem alterações do tipo edema (inchação) e tortuosidade na parede da artéria carótida interna em determinados trechos de seu trajeto dentro do crânio. Já se sabe que a cefaléia em salvas não é causada por alergias, fumo, álcool e herança genética (apesar de trabalhos recentes sugerindo ligação genética entre o cluster e pacientes com enxaqueca). É comum estes pacientes serem erradamente diagnosticados como portadores de enxaqueca, neuralgia do trigêmeo e dor facial atípica, sendo muitas vezes submetidos a terapias erradas e esdrúxulas como laser, prescrição de antiepiléticos, cirurgias e outras.


Abaixo podemos observar a face típica de um sofredor de cefaléia em salvas.
"ilustração de Frank Netter extraída do livro Headaches- Clinical Symposia"


Quem sofre de Cefaléia em Salvas?
Compromete de 0,1 a 0,4% da população sendo que os homens são mais acometidos que as mulheres em uma proporção de 9 para 1.


Tratamento
O tratamento para a cefaléia em salvas é dividido em tratamento das crises e tratamento preventivo.


O ideal é que se trate preventivamente a dor para que ela não chegue a se manifestar. Para isto, usam-se medicamentos em caráter diário como por exemplo o Verapamil e a Metisergida que são tomados em doses variadas e por um período de tempo de 2 a 4 meses (ou enquanto durar o surto), a partir do momento em que o ciclo de dor se reinicia.
Se ainda assim as crises de dor se manifestam, o tratamento também é feito com medicamentos, que excluem analgésicos comuns muitas vezes prescritos incorretamente. O mais eficaz destes medicamentos é o Sumatriptano injetável subcutâneo que pode fazer a crise desaparecer em 10 a 15 minutos. Também pode-se usar a inalação de oxigênio a 100%, 7 a 8 litros por minuto por 10 a 15 minutos com o paciente sentado com os cotovelos sobre as coxas e tronco inclinado para frente.

É muito importante ressaltar que o tratamento correto consegue aliviar e reduzir significativamente esta dor na grande maioria dos pacientes.

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico. Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.


Cefaleia em Salvas


Se voce tem cefaleia em salvas e gostaria de marcar uma consulta com o Dr Mario Peres ligue para 11 32855726 (Centro de Cefaleia São Paulo) ou no 11 2151-0110 (Hospital Albert Einstein), para saber mais sobre a clínica acessehttp://cefaleias.com.br/clinica

para conhecer as publicações do Dr Mario Peres sobre cefaleia em salvas clique emhttp://cefaleias.com.br/dr-mario-peres/cv-lattes/




O que é cefaleia em salvas

Cefaléia em salvas (CS) é um tipo de dor de cabeça diferente da enxaqueca e da cefaléia tipo tensional. É definida como uma doença neurológica e é conhecida como uma das piores dores de cabeça que o ser humano pode experienciar. Ao contrário da enxaqueca, afeta mais homens que mulheres, acomete apenas um lado da cabeça, mais na região da fronte e olho, acompanhada de lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, entupimento nasal, coriza, suor no rosto e queda da pálpebra. Um aspecto marcante é a ritmicidade das crises, tanto com um período preferencial de ocorrer ao longo do ano, como na sua predileção para atacar à noite.



Histórico da cefaleia em salvas

Admite-se que possa existir a cefaléia em salvas desde que o ser humano existe, mas a primeira descrição conhecida foi feita por um anatomista holandês, Nicolaas Tulp, em 1641.

A cefaléia em salvas já foi conhecida por vários nomes. A partir da descrição mais detalhada de Horton, em 1939, este tipo de cefaléia ficou mais conhecida como cefaléia de Horton, e foi chamada assim por muito tempo. Karl Ekbom, médico Sueco ainda vivo, Lee Kudrow e Robert Kunkle nos EUA foram figuras importantes e, no Brasil, a cefaléia em salvas foi assim batizada pelo dr. Edgar Raffaelli.

Em outros países e línguas a cefaléia em salvas tem outros nomes: cluster headache, em inglês; céphalée en grappe, em francês; cefalee a grappolo, em italiano; Cefalea em Racimos, em espanhol, e, em alguns países de língua portuguesa, cefaléia em cachos. Todos nomes são alusivos ao cacho de uva.



Diagnóstico da cefaleia em salvas

Como o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvas? Infelizmente os sofredores de cefaléia em salvasperegrinam anos e até décadas sem ter um diagnóstico correto. São diagnosticados como enxaqueca, neuralgia do trigêmeo, quando não são taxados de loucos…

A cefaléia em salvas é tão característica e distinta das outras dores de cabeça que o diagnóstico pode ser feito a partir das primeiras palavras do paciente. Em alguns casos, já se pode suspeitar só pelas características faciais, pois alguns deles apresentam o rosto marcado, cheio de rugas; é a chamada fácies “leonina”, e a pele tem aspecto de casca de laranja.

Apesar das características aparentes, o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvas baseado nos seguintes critérios diagnósticos:

a) pelo menos cinco crises preenchendo critérios B a D ;

b) dor forte ou muito forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 minutos a 3 horas, se não tratada;

c) a cefaléia é acompanhada de pelo menos um dos seguintes itens:

1. hiperemia) conjuntival (olho vemelho) e/ou lacrimejamento ipsilaterais (do mesmo lado da dor);
2. congestão nasal e/ou rinorréia (coriza nasal) ipsilaterais;
3. edema palpebral (inchaço nos olhos) ipsilateral;
4. sudorese frontal e facial ipsilateral;
5. miose e/ou ptose (queda da pálpebra) ipsilateral;
6. sensação de inquietude ou agitação.

As crises têm freqüência variante de uma a cada dois dias a oito por dia, se não for atribuída a outro transtorno, ou seja, no caso de um tumor, aneurisma ou outra doença.



Cefaleia em salvas na população

A cefaléia em salvas pode acometer de 0,07 a 0,27% da população geral. Em 9.800 recrutas suecos de 18 anos, aCefaleia em Salvas foi encontrada em 0,09%. Em 21.792 habitantes de San Marino, observou-se 0,09%. Na Dinamarca, os números são ainda maiores: 0,14%. Recentemente, na Itáli,a observou-se uma taxa maior, 279 para 100.000 habitantes, ou seja, 0,27%. Ainda faltam dados para sabermos no Brasil qual a prevalência daCefaleia em Salvas.



Faixa etária e sexo

A Cefaleia em salvas é uma cefaléia que afeta principalmente o homem adulto. Um fenômeno recente vem acontecendo na cefaleia em salvas: a mulher ganha espaço não só no mercado de trabalho mas também na quantidade de casos de Cefaleia em salvas. Os primeiros dados sobre a doença apontavam para uma taxa de oito homens para uma mulher com esse tipo de cefaléia, quer dizer que havia 8 vezes mais homens que mulheres comCefaleia em Salvas. Esses números baixaram. Ainda os homens tem mais Cefaleia em Salvas, mas em uma relação menor, de dois a três homens para um mulher.

A idade média de início mais comum é 28 anos, mas a faixa de 20 a 40 anos é geralmente respeitada. Pode ocorrer na infância (raramente) e freqüentemente os pacientes se mantém com crises até as décadas mais adiantadas.

Fatores de risco e desencadeantes dacefaleia em salvas

Alguns fatores são precipitantes de crises e outros fatores são de risco para o aparecimento da cefaléia em salvas.

Tabagismo e etilismo são muito associados a salvas. Geralmente são pacientes que fumam ou já fumaram ou até mesmo são tabagistas passivos. O álcool é um potente deflagrador de crises; em geral o paciente bebe com exageros fora dos surtos e sabe que não pode pôr uma gota de álcool na boca quando em fase de crises.

Altitude, baixa saturação de oxigênio, exposição a solventes, altas temperaturas, muita ansiedade, alterações do ritmo biológico, do ciclo sono-vigília e oscilações do humor são também associadas à Cefaleia em Salvas.



CAUSAS DA CEFALEIA EM SALVAS

Por que ocorre a cefaleia em salvas?

Os mecanismos da cefaléia em salvas são diversos, mas podemos dividir em três grupos ou aspectos: cronobiológico, vascular e oxigenação.

O cronobiológico se dá porque na Cefaleia em Salvasocorre a disfunção de um núcleo (núcleo supraquiasmático) numa região pequena e central do cérebro, o hipotálamo. O núcleo supraquiasmático é nosso relógio biológico. É através dele que ocorre o estímulo para a produção e secreção de melatonina na glândula pineal, substância que é alterada no sofredor de cefaléia em salvas.

O aspecto vascular se dá pelas alterações circulatórias das artérias cerebrais. A oxigenação interfere na cefaléia, pois muitos pacientes apresentam apnéia do sono, uma doença que reduz as taxas de oxigênio no cérebro. Também são fatores de risco o tabagismo e a altitude, ambos pela alteração nos níveis de O2.



Tratamento da cefaleia em salvas

O tratamento da cefaléia em salvas deve ser iniciado unicamente depois de um diagnóstico correto. Deve-se tratar preventivamente, ou seja, evitar que as crises apareçam, e também tratar a crise na hora que ela vem. Como a doença se manifesta por surtos, é interessante fazer um tratamento de transição, com medicamentos ou procedimentos que fazem efeito nas crises, enquanto o tratamento preventivo inicia gradualmente o seu efeito.


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