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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Ecologicamente correto é um transtorno!


Imagem:Arquivo pessoal de Aparelho Móvel - Márcia Cerqueira -
"O cidadão tem que dar o melhor de si no trabalho, depois de enfrentar essa maratona!"


Esta imagem foi enviada por Márcia Cerqueira da estação Santo Amaro do Metrô de São Paulo, linha lilás! A primeira vista me veio a mente a semelhança com cargas de gado. Os ônibus coletivos de São Paulo em horários de pico lembram muito aqueles caminhões repletos de engradados que transportam aves para o abatedouro. O cidadão paulistano além de enfrentar a disputa de lugar em ônibus, em seguida enfrenta outra brigas nos Metrôs.

As vias públicas de São Paulo estão tão lotadas de carros que mais parece um estacionamento a céu aberto: ninguém trafega e o trânsito não flui! Já fiquei parada observando avenida das principais vias de acesso e o que se vê com frequência é uma quantidade incontável de carros passando e cada um com apenas uma pessoa: o próprio motorista. Vez ou outra surge um veículo com apenas UM carona! Poderia pensar que hoje em dia, com o aumento de violência, ninguém quer confiar em dar carona pra qualquer um. Mas numa época em que a moda é a vida social e ter amigos, nem amigos tem direito? Não! Porque quem trabalha precisa se locomover para muito longe de sua residência e a maioria que depende de transporte público sai dos bairros de subúrbio onde o transporte público é um verdadeiro caos! As pessoas 'moram' muito longe das outras e trabalham muito longe de onde moram.

Marcar um compromisso e ser pontual dependendo do transporte público? Nem pensar! Estamos longe da pontualidade britânica e a desculpa sempre será o trânsito porque é FATO!

É ecologicamente correto o uso de transporte público para a diminuição de veículos em vias públicas o que diminuiria também a emissão de gases tóxicos poluentes no ar. Mas como ser ecologicamente correto nessa precariedade?

Não apenas São Paulo como também todo resto do país não é desenvolvido o suficiente para a preservação ambiental em todos os sentidos! Por um lado as pessoas são tratadas como verdadeiros animais levados para o abatedouro. Por outro, não há em nenhum recurso público em condições adequadas para seres humanos viverem suas rotinas diárias.

Diria que a solução é dos órgãos públicos, mas estes não parecem ouvir os apelos da população que só quer poder ir e vir com dignidade e liberdade para fazer algo que desenvolve um cidadão de bem: TRABALHAR!

Mais surpreendente é ver em intervalos comerciais, prefeitura e governo, discursando grandes feitos nos transportes públicos quando a realidade é outra. Talvez, em vez de usarem carros oficiais e helicópteros, deveriam seguir para Câmaras e Assembleias de ônibus e Metrô para refrescar a memória de como é penoso chegar em qualquer lugar nesse país!

Nossos governantes não se lembram mais como é para um cidadão locomover-se de um lugar ao outro, por isso não estão aptos e administrar uma cidade que cada vez mais se transforma em um completo caos estafante!



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Manual de etiqueta do servidor


Categoria: Geral

CRISTIANE BOMFIM

Ouvir o usuário com paciência e cortesia. Responder às solicitações no menor tempo possível com clareza e objetividade. Apesar de parecerem óbvias, regras como essas fazem parte de uma lei sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido), que institui boas práticas no atendimento dos moradores da capital.

Com 27 artigos que estabelecem normas que vão desde a forma de atendimento, prazos para respostas e avaliação da qualidade dos serviços prestados, o ‘manual de etiqueta’ dos servidores municipais deve ser regulamentado em três meses.

Em uma cidade em que o item qualidade no atendimento é o segundo mais reclamado na Ouvidoria da Prefeitura – no primeiro trimestre foram 451 queixas –, a nova lei agrada a população. “De zero a dez, eu dou nota quatro para o atendimento da Prefeitura”, reclama o zelador José Aparecido Rocha, de 35 anos.

Ele conta que há mais de um mês ligou para a Prefeitura pedindo a manutenção da iluminação pública da rua em que mora, na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte. “Depois de muito tempo ouvindo aquela musiquinha insuportável, um atendente me deu o prazo de cinco dias para fazer o conserto, que ocorreu no prazo. Só que dois dias depois, apagou tudo de novo”, diz Rocha.

A reclamação do zelador é que, além de o serviço não ter sido bem feito, a administração municipal não ligou para saber se o morador estava satisfeito. O condomínio em que ele mora possui oito torres e 394 apartamentos. “É um perigo andar aqui na escuridão”, diz. Iluminação pública foi o item com mais reclamações na Ouvidoria da Prefeitura entre janeiro e março deste ano: 656 queixas.

Entre as determinações da nova lei – nº 15.410 – está a “satisfação dos usuários em suas demandas”, citado no artigo 3º. O cumprimento dos prazos e o controle da qualidade deverão ser feitos em cada órgão municipal, a partir de pesquisas de satisfação.

No número 1.000 da Rua Guaicurus, na Lapa, zona oeste, não há nenhuma indicação de que lá funciona o atendimento ao público da Subprefeitura da Lapa. E as queixas não param por aí.

“Os atendentes são muito mal preparados. Não posso dizer que são grossos, mas também não são gentis. Parece que eles querem que a gente vá embora logo”, conta a dona de casa, Terezinha de Fátima Silva, de 71 anos.

Ela diz que a Prefeitura demorou dois anos para atender um pedido de poda de árvores feito por ela na Rua Albion, na Lapa. “E quando chegaram lá, cortaram dois galhinhos. Já está tudo em cima dos fios.”

Para o presidente da comissão de direito administrativo da OAB, Adib Kassouf Sad, a lei é positiva. “Apesar de conter alguns itens que não deveriam ser objeto de lei, como cordialidade e bom atendimento”, diz. “Pelo menos começa a apontar um norte em termos de conduta no modo de atendimento da população. Infelizmente, chegamos a um ponto em que precisamos reconstruir de baixo a prestação do serviço público.”

O especialista afirma que os itens mais importantes são os que tratam de prazos. “Fica mais fácil fiscalizar. E o primeiro fiscal é o povo.”

“Espero que, com a lei, o atendimento melhore. Há mais de um mês fiz um pedido para colocar um ponto de ônibus na minha rua e ninguém da Prefeitura deu satisfação”, diz a moradora de Pirituba, zona norte, Tereza Augusta da Silva, de 81 anos. Procurada, a Prefeitura não respondeu como irá avaliar a qualidade do atendimento e por que só agora uma lei como esta foi sancionada.

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