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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Sete bilhões de carnívoros. E agora?


Não é um discurso para convertê-lo ao vegetarianismo... É uma constatação grave!
A população mundial cresce, há previsões de que daqui há 10 anos o mundo sofrerá com a fome, e nenhuma medida preventiva é tomada!
Vale refletir sobre!

Compartilhado da amiga Denise Figueiredo


Pergunte-se: Quantos animais devem ser abatidos para alimentar 7 bilhões de pessoas? Quantos animais devem ser criados para suprir esta demanda? Quais os efeitos no meio ambiente e consequentemente no planeta na criação de tantos animais para consumo?



"Sete bilhões de carnívoros. E agora?

Chegamos a sete mil milhões de almas num Planeta cheio de contrastes. Avançamos em tecnologia somente imaginável em filmes de ficção científica há poucos anos e ao mesmo tempo não conseguimos alimentar o mundo. 

A discussão em torno da questão de aumento contínuo da população mundial é se teremos como alimentar tantas bocas? Afinal, temos somente 16% de área útil biológica para uso da espécie humana, que também necessita dividir com outras espécies este espaço, se quiser manter o equilíbrio natural que permite a vida na Terra. Apesar de que esta máxima nem sempre ser compreendida pela grande maioria dos sete bilhões!

Em 2010, o relatório sobre a fome da FAO, demonstrou que 925 milhões de pessoas no mundo são subnutridas, sendo que em geral, são as mulheres e as crianças que mais sofrem de fome crônica. Em fato, mais de um terço da mortalidade infantil no mundo está relacionado à nutrição inadequada. O “Estado do Mundo de 2010”, publicado pelo WorldWatch Institute, revela que são os altos preços dos alimentos e a baixa renda que colocam famílias pobres em maior risco de não conseguir receber alimentação adequada para gestantes, bebês e crianças. 

Em contraste ainda maior, um estudo da OCDE alerta para o crescente fenômeno do excesso de peso entre as crianças de países ricos. Nos Estados Unidos e na Escócia esse problema é mais grave – atinge 35% da população entre 6 e 17 anos e 12 e 15 anos, respectivamente. No Brasil, este índice pode alcançar 25% das crianças entre 7 e 10 que estão acima do peso ideal. Em relação aos adultos, o relatório aponta para mais de 50% acima do peso nos países ricos.

Outra preocupação em relação a alimentação mundial diz respeito ao consumo da carne bovina, apontada como responsável por quase 20% do total das emissões de gases de efeito estufa, principalmente, na forma de metano. Se considerarmos que pode haver um aumento de 40% em cima dos sete bilhões até 2050, especialistas recomendam que haja uma redução significativa das emissões ligadas ao gado, devendo baixar o consumo até 90 gramas ao dia por pessoa. Atualmente temos diferenças de consumo que podem chegar a 200 g por pessoa em países ricos e 20 g em países pobres!

Sem falar que se necessita de 20.000 a 30.000 litros de água para produzir um 1Kg de um filé mal passado, sendo que mais de 90% a soja cultivada no mundo serve para alimentar animais. Isto é que podemos chamar do “efeito cascata da degradação ambiental”. Mais gado, mais pastagens, mais soja, mais uso de agrotóxico, mais contaminação do solo e do lençol freático, menos água para humanos, menos solo produtivo, menos florestas, menos vida!

Agora tente convencer americanos viciados em hambúrgueres, brasileiros viciados em churrasco sobre isto e grande parte dos chineses que pela primeira vez estão tendo poder aquisitivo, há reduzir o consumo de sua carne de cada dia!

Não se pede que as pessoas abandonem sua dieta carnívora, introduzida na humanidade desde os tempos das cavernas. O que se pede é a redução, a substituição da carne por outro alimento, ao menos duas vezes por semana! Nos Estados Unidos, há um movimento chamado Weekend Vegetarian, convidando as pessoas comer carne somente nos finais de semana. Outro movimento internacional que está ganhando força é o Segunda sem Carne! Que tal usar o bom senso? Os sinais estão aí. Ou fazemos algo, ou não vamos precisar de churrasqueiras para assar aquela picanha ou maminha, o efeito estufa vai fazer este serviço!"

Prof. Eloy F. Casagrande Jr., PhD

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