Translate

Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pocahontas - Color of the Wind - Cores do Vento

Pocahontas (c. 1595 - 23 de Março de 1617) foi uma índia que casou com o inglês John Rolfe, tornando-se uma celebridade no fim de sua vida. Era filha de Wahunsunacock (conhecido também como Powhatan), que governava uma área que abrangia quase todas as tribos vizinhas na região de Tidewater, no estado de Virgínia (chamada naquele tempo de Tenakomakah). Seus verdadeiros nomes eram Matoaka e Amonute; Pocahontas era um apelido de infância. A vida de Pocahontas deu margem a muitas lendas. Tudo que se sabe sobre ela foi transmitido oralmente de uma geração para outra, de modo que seus pensamentos, seus sentimentos e sua origem histórica permanecem muito desconhecidos. Sua história se transformou num mito romântico nos séculos seguintes à sua morte, incluindo um filme da Disney (Pocahontas) e também no filme O Novo Mundo (The New World) (2005), dirigido por Terrence Malick e estrelado por Colin Farrell e Christian Bale.

Vida
Pouco se sabe sobre a infância de Pocahontas. Ela era filha do chefe Powhatan com uma de suas várias esposas; foi afastada de sua mãe após seu nascimento, como era tradicional com as esposas de Powhatan.
Provável relacionamento com John Smith
Pocahontas teria tido um romance com o capitão da
marinha inglesa John Smith. No entanto, não existem relatos que confirmem a veracidade deste facto.

A união com John Rolfe

Durante sua estada em Henricus, Pocahontas encontrou-se com
John Rolfe, que caiu de amores por ela. Rolfe, cuja esposa e filha tinham falecido, tinha cultivado com sucesso uma nova espécie de tabaco em Virgínia e tinha gasto muito de seu tempo lá para a colheita. Ele era um homem muito religioso que se angustiava com as potenciais repercussões de casar com uma selvagem. Em uma longa carta dirigida ao governador, pediu permissão para casar-se com ela, relatando seu amor por ela e sua crença de que ela poderia ter sua alma salva. Ele alegou que não estava somente movido "pelo desejo carnal, mas pelo bem desta plantação, pela honra de nosso país, pela Glória de Deus, pela minha própria salvação... ela se chama Pocahontas, a quem dirijo meus melhores pensamentos, e eu tenho estado por tanto tempo tão confuso, e encantado por esse intricado labirinto...".
Os sentimentos de Pocahontas sobre Rolfe e a união são desconhecidos. Casaram-se em 5 de abril de 1614. Viveram juntos nos anos seguintes na plantação de Rolfe, Varina Farms, que estava localizada ao lado do James River, na nova comunidade de Henricus. Tiveram um filho, Thomas Rolfe, nascido em 30 de janeiro de 1615.
Sua união não obteve sucesso no sentido de trazer o cativos de volta, mas estabeleceu um clima de paz entre os colonos de Jamestown e a tribo de Powhatan por muitos anos; em 1615, James Habor escreveu que desde o casamento "nós tivemos um amigável comércio não só com os Powhatans como também com todas aqueles que estavam em nossa volta".


Viagem à Inglaterra e morte

Os responsáveis pela colônia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objetivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como um jogo de marketing, tentando convencer os europeus de que os nativos poderiam ser domesticados; buscavam desse modo salvar a colônia. Em 1616, os Rolfes viajaram para a Inglaterra, chegando no porto de Plymouth e dirigiram-se para Londres em Junho de 1616.
Foram acompanhados por um grupo de 11 nativos. Pocahontas entreteve várias reuniões da sociedade. Ao chegar, O rei não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao rei contando como Pocahontas havia salvo-os em Jamestown, da fome, frio e da morte. O Rei, por causa disso aceita recebê-la. Pocahontas e Rolfe viveram no subúrbio de Brentford por algum tempo. Em março de 1617, tomaram um navio e retornaram à Virgínia. No entanto, o navio havia somente chegado à Gravesend, no Rio Tamisa, quando Pocahontas ficou doente. A natureza da doença é desconhecida, mas pneumonia, varíola ou tuberculose são os diagnósticos mais prováveis. Ao desembarcar, ela morreu. Seu funeral ocorreu em 23 de Março de 1617, na paróquia de Saint George, Gravesend. Em sua memória, foi erguida em Gravesend um estátua de bronze em tamanho real.



Se acha que eu sou selvagem,
Você viajou bastante...
Talvez tenha razão...
Mas não consigo ver
Mais selvagem quem vai ser...
Precisa escutar com o coração...Coração...
*
Se pensa que esta terra lhe pertence,
Você tem muito ainda o que aprender,
Pois cada planta, pedra ou criatura
Está viva e tem alma: é um ser
*
Se vê que só gente é seu semelhante
E que os outros não têm o seu valor,
Mas se seguir pegadas de um estranho,
Mil surpresas vai achar ao seu redor...
*
Já ouviu o lobo uivando para a Lua azul?
Será que já viu um lince sorrir?
É capaz de ouvir as vozes da montanha?
E com as cores do vento colorir?
E com as cores do vento colorir?
*
Correndo pelas trilhas da floresta,
Provando das frutinhas o sabor,
Rolando em meio a tanta riqueza,
Nunca vai calcular o seu valor
*
A Lua, o Sol e o rio são meus parentes
A garça e a lontra são iguais a mim
Nós somos tão ligados uns aos outros
Neste arco, neste círculo sem fim
*
A árvore aonde irá?
Se você a cortar, nunca saberá...
Não vai mais o lobo uivar para a Lua azul
Já não importa mais a nossa cor
Vamos cantar com as belas vozes da montanha
E com as cores do vento colorir...
*
Você só vai conseguir
Desta terra usufruir,
Se com as cores do vento colorir...

Fontes: Wikipédia, Letras Terra

Nenhum comentário: