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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Revendo os conceitos...

São 10 anos dedicados via internet a um trabalho considerado utópico pela maioria das pessoas.

10 anos buscando todo tipo de tática e recursos para levar ao máximo de pessoas possíveis a necessidade de conscientização ambiental, a importância da proteção e defesa da vida(seja ela em que corpo esteja) e informações que provam que sem o senso de coletividade toda a raça humana será dizimada.


Esse trabalho me envolveu com todo tipo de problema existente em nosso meio, tanto com humanos quanto animais. A maioria dos seres de nosso planeta sofre e a maior causa é o descaso por todos eles.


Parece realmente utópico anunciar as pessoas todos esses valores que deveriam manifestar- se em todos os seres humanos sem exceção, visto que como raça dominante deveríamos ser também a racional.


Os atos cometidos contra todo o tipo de vida prova que a maioria dos seres humanos não evoluem, retrocedem. Isso está evidente nos rumos de todas as sociedades mundiais.


10 anos atrás me deparei com tudo isso!


Era claro para mim que eu precisava fazer minha parte como habitante deste planeta e que se cada pessoa fizesse o mesmo, muito poderia ser mudado.


Descobri então que existiam as Ongs e de tudo o que elas faziam em favor da vida. Desejei ajuda- las de algum modo, mas contribuir com dinheiro era complicado: são muitas as Ongs de diversas causas e meus recursos não davam pra tanto.


Entendi que poderia ajudar dizendo as pessoas que elas existiam, o que elas faziam e a necessidade de cada uma delas, visto que na época, aos meus olhos pareciam fazer tudo aquilo que nossos governos deveriam fazer, mas não fazem!


Assim iniciou- se este Projeto: crendo que o mundo poderia ser mudado, crendo na força das Ongs, crendo que minha parte poderia contribuir em algo.


De todo tipo de trabalho em beneficio a vida foi conhecido: desde crimes virtuais a reais, suicídios , doenças psicológicas e distúrbios mentais e físicos, fome, moradia, educação, violência, maus tratos, desaparecimentos, de tudo o que se imagina que é cometido contra a vida foi conhecido.


Enquanto meu trabalho era apenas divulgar quem está ali no centro do problema agindo, eu era mera espectadora. Só que, ao passar dos anos ficar só olhando não basta ao mesmo tempo que não é possível: impossível apenas olhar e não acabar se envolvendo.


E cada vez mais, estava me envolvendo!


Aprendi da pior maneira que aproveitadores e pessoas que vivem de 'faixada' são muitos e estão em todas as áreas. Sim, muitos em todas as áreas são oportunistas e diferente de mim não fazem nada de graça ou sem tirar proveito.


Descobri também que existe setores que são grande os participantes e em outros não há nenhum tipo de ajuda.

Isso me revoltou!

É hipócrita dizer que se defende a vida, quando vida é TUDO o que possuí o dom mde viver: seja animal ou humano!


Conhecí muitas supostas protetoras de animais que não protegiam animais, apenas cães. Essas mesmas pessoas possuíam um ódio incomum por humanos, ou não gostavam de crianças, ou preferiam 100% a companhia de seus animais a ajudar de alguma forma um semelhante. Dentro desse grupo, ví pessoas que usavam a 'proteção animal' para lucrar ou como terapia para fugir de seus problemas pessoais. Em nenhuma delas ví verdadeiramente o intenso desejo de que seu trabalho fosse parte de uma grande cadeia que beneficiaria o mundo, ou que fosse apenas a própria comunidade.


Ví pessoas possuídoras de todo tipo de conhecimento em determinada área, com anos de experiência em seu trabalho e bem conhecedora dos problemas que todo aquele que auxilia a vida tem, se recusar a dividir, ou ao menos compartilhar nem que fosse uma informação que auxiliaria no trabalho de outrem. Quero dizer com isso que ví disputas e concorrências entre protetoras e Ongs que não forneciam informações que poderiam salvar uma vida simplesmente para que a 'concorrência' não se utilizasse do mesmo recurso.


Na época pensei: em todo lugar existem pessoas assim. Mas, ao passar do tempo ví também que não existia aquela crença real de salvação pela vida! O trabalho em sí não condizia com a postura daquelas pessoas e existia uma segunda intenção por trás do que faziam.


Fechei meus olhos a isso!


E cada vez mais fui vendo com mais frequência a mesma coisa...


A certeza veio quando eu vivi na pele o que é ser uma protetora: começaram a abandonar gatos filhotes em minha porta. Gatos de no máximo 2, 3 meses sendo deixados em caixas no meu portão. Eu jamais me intitulei protetora pois sei bem o que é ser uma e nunca o fui. Jamais me atrevi a fazer o trabalho que as protetoras fazem, pois pra isso é necessário uma série de recursos e eu, não os tinha.


Mas o que eu poderia fazer ao ver aqueles pequenos jogados feito lixo na rua? E como ficaria tudo o que eu acredito? E tudo que digo as pessoas sobre vida, sobre ajuda?


Eu os recolhi, e meus filhos também o fizeram.


Eu tenho uma consciência que é ensinada aos meus filhos, isso condiz com o que acredito! Eu tenho uma postura na minha sociedade, na minha casa e na minha família, isso condiz com o que acredito!


Sem suporte para ser abrigo, sem conhecimento prático para cuidar e tratar, sem recursos financeiros, o que fazer?


Ainda tive que ler 'protetoras' me dizendo que isso não se faz! Que eu não poderia ter um gato se quer sem ter como comprar ração ou bancar um veterinário! Mas nenhuma delas quis ficar com nenhum dos acolhidos.


Pensei que, antes aqui dentro da minha casa e do meu quintal sem alambrado do que na rua exposto ao perigo. E eles entenderam isso e sabem os limites deles.


Dinheiro para ração(e haja ração)... Meu filho sacrificou a mesada para dar de comer aos peludos.


Veterinário, como pagar?


A maioria dos gatos deixados na rua são fêmeas, essas a maioria não quer por que dão trabalho no cio. O valor da castração varia de 45 à 150 reais, dependendo da clínica. Não eram 2, nem 3, nem 10 gatos, eram 21!


Foi sacrificado o dinheiro de reservas para pagar pelo menos a castração dos gatos adultos através da prefeitura, que custou 35, oo reais cada, mais outros gastos que se tem no dia.


Ainda restam a maioria dos gatos para castrar.

Iremos arrumar lar para eles, que irão sem castrar e isso me custará ler 'protetoras' dizendo- me que o correto é que eles partam castratos e com todos os cuidados.

Ví então, muita falação e nenhuma atitude. Foi quando deixaram aqui uma caixa com 8 filhotes recémnascidos ainda com o cordão umbilical. Entrei em pânico e procurei por todas as pessoas que conhecia e todas as Ongs que divulgava. Apenas Maria Augusta do Anjos para Adoção me retornou e mesmo assim ela estava super lotada. Mesmo sem poder ajudar- me de outra foirma, o apoio mmoral que me deu não tem preço.


Encontrei em meus arquivos uma lista de clínicas que alguém havia me enviado, e escolhi um dos veterinários para quem sabe conseguir algum tipo de ajuda. Dra Angélica não conhecia ninguém disponível para recolher os gatinhos, mas passou- me uma receita para preparar o leite para eles.


Foi uma semana interminável e através da Dra conheci Elizabeth que me deu vários contatos de Protetoras de Gatos. Eram muitas, e incluia veterinárias. Nenhum deles até hoje me respondeu, nem para me dizer não!


Foi preciso que eu perdesse filhote após filhote para descobrir o que era necessário para salvar a vida deles sem uma mãe. Ninguém se interessou em ao menos enviar alguma dica de como eu poderia ajuda- los.


Aqui em casa, os filhotes ganharam uma tia e uma madrinha que custiava as despesas com eles. Mas sem a mãe gata, as chances de sobreviverem eram mínimas.


Aprendi com cada perda e descobri onde falhei. Dos 8 filhotes, apenas um sobreviveu. E com esse epísódio, tudo aquilo que eu tinha visto transformou- se em certezas.


Passei 10 anos divulgando pessoas(algumas nem sabem que eu fiz isso) com seus trabalhos que lhes rendem verba para manter a causa e reconhecimento público e nenhuma delas foi capaz de nem ao menos enviar um email para se recusar a ajudar.


Após isso, passei a analisar os veterinários.. Um amigo de meu filho decidiu fazer o curso. O 'amor' por animais o fez desejar poder salva- los. Fez planos, projetava no futuro fazer campanhas para que a vida de animais fosse mais digna. Parecia mesmo vocação. Dois anos de curso e a vocação morreu: as ambições agora são outras e nelas não estão inclusas caridades a seu ninguém.


Uma veterinária praticamente recém formada ofereceu- me castração gratuita e parceria se eu abrigasse um peludo aqui. O cão ficou, mas a castração não veio e o paradelo da Dra que queria apenas fazer a vontade de um estagiário ainda movido pela falsa vocação desapareceu!


Estou aprendendo na prática a ser uma verdadeira veterinária, e quando eu voltar a faculdade tirarei o curso de letra. Sim, eu tenho vocação!


Animais não são asalariados e não podem pagar dispensas em clínicas, e nem toda a família humana dispõe de recursos para cuida- los melhor.


É hipócrita dizer que só deve ter animais quem tem recursos para jogar dinheiro nas mãos de veterinários e Pet Shops: falando em realidade, a maioria dos animais domésticos de estimação são abandonados pouco tempo depois, vivem nas ruas e das periferias, não dos bairros nobres.


É hipócrita dizer- se Protetor e não encontrar soluções para as pessoas que querem salvar um animal mas não tem a grana para pagar!


Eu cresci em meio a animais domésticos. Cães e gatos eram aos montes, pois pegavamos das ruas! Nunca ví nenhum cão gripado, com pneumonia ou precisando trocar shampoo. Nunca ví as doenças que hoje em dias os veterinários dignosticam em nenhum de nossos animais.


Quando algum adoecia raramente,. com as doenças comuns, eram usados remédios caseiros, boa vontade e amor.


Veterinários se formam porque a profissão rende um bom dinheiro? Pessoas que tem condições tem animais para usa- los de fuga, aliviar a consciência, ou satisfazer seu constante querer ter? Quem tem recursos para ter um animal é capaz de cuidar dele com as próprias mãos sem ter que entrega- lo ao veterinário?


Me poupem!


Ou se acredita ou não!


Proteger a vida animal é proteger a vida de qualquer animal!


Querer salvar vidas é querer salvar qualquer vida, mesmo que isso custe compartilhar as próprias experiências e métodos!


Foi um desabafo?


Não, foi uma retomada!


Estou reavaliando os métodos de divulgação, quem são os que divulgarei e o que vou divulgar!


Pode ser a Ong mais famosa do planeta, eu quero distância!


Assim lido com hipócritas!


Tem coisa mais importânte a fazer do que me atender?

Eu também!

Se a divulgação pela vida não for por ela e não levar a maioria que é a mais despreparada e sem recursos caminhos para fazer a parte que lhes cabe, eu desisto de tudo isso!


-=Projeto Adão=-

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