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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Gato de Israel- Uma História Real

Olá Amigos, Desta vez não estou mandando fotos de nenhum novo cão ou gato para doar e nem pedindo ajuda para divulgação do Blog dos Anjos. Só estou enviando uma nova história chamada: O Gato de Israel. Espero que vocês gostem. Um abraço Maria Augusta Toledo Para conhecer nosso trabalho acesse: http://anjosparaadocao.multiply.com/
Muitas pessoas desconhecem o preceito da religião judaica que estabelece que, quando você morre, seu corpo deve ser enterrado e deve estar completo, não pode faltar nenhuma parte dele. De acordo com a Lei, são proibidas autópsias e cremações.
O corpo precisa estar inteiro para poder aguardar a chegada do Messias e a posterior ressurreição de todos os homens para o Julgamento Final.
Dito isto, vamos à nossa história, contada por um amigo que presenciou o ocorrido.
Em uma das fronteiras de Israel, uma mina detonou e um soldado quase menino foi para os ares.
Quando isto acontece, imediatamente são chamados religiosos especializados em reconstruir corpos e deixá-los completos para o enterro.
Um grupo de 18 voluntários se apresentou e começou a trabalhar imediatamente, apesar de já ser noite. Eles não podiam esperar que o dia amanhecesse, pois em poucas horas haveria muitas mudanças no local e os restos do soldado poderiam até ser devorados por animais.
Os homens partiram para o local da explosão munidos de detectores de minas e binóculos de visão noturna.
Começaram então a difícil tarefa de recolher todos os pedaços do soldado que se espalharam por diversas direções.
Mas, toda aquela região era minada e então cada passo precisava ser calculado com enorme rigor e os avanços eram milimétricos.
O oficial que comandava a operação sinalizava cada novo movimento para os outros soldados. Como o trabalho era lento, a previsão é de que durasse toda a noite.
Então, de repente e do nada, surgiu um gato que foi se aproximando dos soldados e se colou aos passos do oficial que ia à frente do grupo.
O rapaz pensou: o que este gato faz aqui? Já estamos correndo inúmeros riscos e sua presença só vem acentuar o perigo. Tenho que enxotá-lo.
E o fez, empurrando o gatinho para bem longe.
Mas o gato insistiu e se colou ao rapaz novamente.
Por mais que o enxotasse, o gato sempre voltava e se colocava à frente do grupo.
Esta cena se repetiu inúmeras vezes e ninguém conseguia entender o que estava ocorrendo. Tudo era muito inusitado e feria todas as normas de segurança.
Os jovens estavam intrigados e não sabiam mais como agir ante a insistência do gato.
Depois de algum tempo, um dos rapazes percebeu que o gato parecia estar indicando o caminho, mas mesmo assim, pensou que aquilo era impossível. Isto não podia estar acontecendo e tentou afastar o gato pela última vez.
Mas o gatinho, sem se importar com a reação dos soldados, ia devagar e confiante, como se soubesse qual era seu papel naquela ação.
Ele era um gatinho branco e muito determinado e, aos poucos, os rapazes desistiram de enxotá-lo e, sem se darem conta, começaram a segui-lo, como num sonho.
Sem os óculos de visão noturna, a cena que se via na noite escura era a de um gato branco conduzindo pessoas.
Depois de algum tempo os pedaços do soldado morto começaram a aparecer: primeiro um braço, depois uma perna e, aos poucos todas as partes do corpo foram surgindo.
E o mais incrível: neste tempo todo que durou a busca nenhuma mina explodiu e todos que seguiam o gato se sentiram protegidos.
Quando terminaram a tarefa e começaram a voltar para o acampamento, um dos jovens falou:
Precisamos encontrar um lar para este gato, ele nos indicou o caminho e conseguiu que ninguém se ferisse. Ele é um gato muito especial e merece também um lugar especial. Estou muito impressionado e agradecido e acho que vou levá-lo para minha casa.
Neste momento, eles olharam pra trás e não conseguiram mais achar o gatinho.
Ele não estava mais lá: nem atrás, nem à frente, em lugar nenhum.
Ele simplesmente não estava mais lá.

Maria Augusta Toledo


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