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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ainda em Defesa aos Índios Guarani-Kaiowá

Queremos agradecer a iniciativa da Excelentíssima juíza federal Cecília Mello, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ã Região), com sede em São Paulo, que determinou a suspensão do despejo dos índios Guarani- Kaiowa., na fazenda Cambara, em Iguatemi, extremo sul de Mato Grosso do Sul.

Vale lembrar que neste momento os índios ocupam apenas um hectare de terra cujo total é de mais de 760 hectares. Em nosso entendimento e com a consciência da importância dos nativos desta terra, não conseguimos compreender como uma fazenda pode existir em uma área que de propriedade de índios que estão aqui no país antes de tudo o que decretamos como civilização e progresso.

Certa vez, assistíamos a um documentário sobre o lugar onde moramos e onde há muitos pontos com nomes indígenas. Segundo o historiador, todo local com nome indígena já foi área de tribos que foram invadidas. Gostaríamos que alguém nos fizesse compreender como um local onde é fincada a raiz de uma tradição e uma cultura é invadida? Logo após o suposto descobrimento do Brasil, continuam incansáveis em descobrir pedaço por pedaço deste chão, expulsando seus donos legítimos. Quem deu aos proprietários atuais ou passados o direito de possuir uma terra já com donos e comercializá-las?

"A expulsão dos índios havia sido solicitada à Justiça em janeiro deste ano pelo dono da fazenda e foi aceita em setembro pelo juiz federal Sérgio Bonachela, de Naviraí (MS). (Folha).". Quem era o dono destas terras antes do atual proprietário que solicitou a reintegração de poesse? 

Ainda no jornal Folha de São Paulo: "A juíza entendeu que a região é tradicionalmente ocupada pelos índios e que "não se tem, até o presente momento, a confirmação de quem são os verdadeiros proprietários das terras".

Isso porque a Funai (Fundação Nacional do Índio) ainda faz estudos para delimitar terras indígenas --o trabalho começou em 2008, mas até agora não foi concluído.

Na decisão, Mello diz ainda que a presença dos índios "não atrapalha em absolutamente nada a atividade da fazenda Cambará, até porque a área total das terras é de mais de 760 hectares".

A nova determinação permite a permanência dos guarani-caiová em um espaço de um hectare (ou dez mil metros quadrados) até o término dos estudos de delimitação. A Funai, por sua vez, fica obrigada a concluir os estudos "o mais rápido possível"."

Senhores cuja responsabilidade de manter o bem estar de todo residente dentro de território nacional... Vamos ser coerentes e encarar de uma vez por todas de que todos nós sabemos que a FUNAI é negligente e não cumpre com seus propósitos reais que deveriam ser defender a preservação e interesses de nossos mais antigos moradores. É noticiado dentro de nossas casas que esta entidade compactua com fazendeiros para se beneficiar daquilo que não deveriam ser explorado por eles. Estamos às portas de 2013 e como ainda não foi feito o estudo para determinar o que os índios já sabem?

Em que os índios atrapalhariam ao continuar suas vidas e sua cultura em uma área que lhes pertence? São mesmos os índios que atrapalham alguma coisa?

A suspensão de despejo não tranquilizará todos aqueles que se dispuseram a clamar por nossos índios! Esperamos que a área que é de direito natural dos índios - não só em Mato Grosso do Sul mas em todo Brasil - seja devolvida e respeitada!

Se não sentem pudor algum em permitir que este país continue injusto com seu próprio povo, ao menos sintam vergonha com o mundo lá fora que nos observa!

Gostaria que os senhores e todos aqueles que apoiam esta causa assistissem este vídeo abaixo. É impressionante a força na voz de uma índia que discursa pelos seus irmãos! Não importa se não compreendam a língua... Algo dentro de vocês irá compreender! E se todos aqueles que tem o poder de mudar esta injustiça é antes de tudo humano, compreenderá cada palavra dita!


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