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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Discriminação: a aberração ainda vive no século XXI

Vou postar uma carta cujo original é em inglês e a tradução da mesma. Gostaria que lessem... A seguir, um comentário sobre o teor da carta...

Vivemos um momento da história humana em que qualquer ato ou palavra se torna ação discriminatória ou racista e mesmo com a dimensão que toma, a única coisa que fica evidente é o quanto afeta mas não a gravidade da situação em geral...

A discriminação é um fato ainda bem presente em pleno século XXI. No auge dos avanços científicos e tecnológicos o intelecto e o comportamento humano regride a passos largos!

Esta carta foi recebida por uma mãe que tem um filho autista e foi enviada por uma vizinha insatisfeita - se é este o termo correto. Pessoas com condições especiais não são animais, nem bestas e nem aberrações mas, são o que o próprio nome diz: especiais!

Foto: Bom dia queridos!

Vou postar uma carta cujo original é em inglês e a tradução da mesma. Gostaria que lessem... Nos comentários irei deixar o que pensei ao ler tamanho absurdo.
Vivemos um momento da história humana em que qualquer ato ou palavra se torna ação discriminatória ou racista e mesmo com a dimensão que toma, a única coisa que fica evidente é o quanto afeta mas não a gravidade da situação em geral...
A discriminação é um fato ainda bem presente em pleno século XXI. No auge dos avanços científicos e tecnológicos o intelecto e o comportamento humano regride a passos largos!
Pessoas com condições especiais não são animais, nem bestas e nem aberrações mas, são o que o próprio nome diz: especiais!


" PARA A SENHORA QUE RESIDE NESTE ENDEREÇO:

Eu também vivo nesta vizinhança e tenho um problema!!!! Você tem um filho com um problema mental e conscientemente decidiu que seria uma boa idéia viver próximo a uma vizinhança como essa????? Você egoisticamente bota seu filho fora de casa todos os dias e deixa ele ser mais nada que um estorvo e um problema para todo mundo, com aquele barulho horroroso que ele faz constantemente, poluindo os ouvidos de todos!!!!!!!!! O barulho que ele faz quando ele esta’ la’ fora e’ HORRENDO!!!!!!! Isso assusta as minhas crianças normais!!!!!!! Quando você achar que seu filho idiota precise de ar fresco, leve-o para o parque, sua besta!!!!!! Nós temos uma trilha natural!!! Deixe-o correr por aquele lugar e fazer os ruídos dele!!!! Bebês chorando, música e até latidos de cachorro são normais num bairro residencial!!!!! Ele não é!!!!!!!!

Ele é um obstáculo pra todo mundo e sempre será!!!!!! E quem é que vai cuidar dele no futuro????? Nenhuma empresa vai dar emprego pra ele, nenhuma menina normal vai quere se casar/namorar com ele e você não vai viver para sempre!!!!! Pessoalmente, eu acho que eles deveriam pegar qualquer tipo de parte retardada que ele tenha e doar para a Ciência. Qual outro bem que ele possa fazer!!!! Você teve um filho retardado, agora se vira…apropriadamente!!!!! Que direitos você tem de fazer isso com pessoas que trabalham duro!!!!! Eu ODEIO gente como você, que acreditam que vocês têm direito à preferência, só porque vocês têm um filho com necessidades especiais!!!!! MEU DEUS!!!!!!!

Faça um grande favor à nossa comunidade e MUDE-SE!!!!!!! VAMBORA!!!!! SE MANDA!!!!!! Se mexe e se muda deste tipo de bairro!!!! Vai viver com seu filho animal numa cabana na selva ou qualquer coisa desse tipo!!!!!!!! Ninguém quer vocês morando aqui e eles não têm coragem de dizer isso pra você!!!!!

Faça o certo e se mude ou aplique eutanásia nele!!!!! De todo jeito, TODOS nós vamos ficar melhor sem ele!!!!!

Atenciosamente,

Uma mãe muito pau da vida!!!!!!! "


" PARA A SENHORA QUE RESIDE NESTE ENDEREÇO:

Eu também vivo nesta vizinhança e tenho um problema!!!! Você tem um filho com um problema mental e conscientemente decidiu que seria uma boa idéia viver próximo a uma vizinhança como essa????? Você egoisticamente bota seu filho fora de casa todos os dias e deixa ele ser mais nada que um estorvo e um problema para todo mundo, com aquele barulho horroroso que ele faz constantemente, poluindo os ouvidos de todos!!!!!!!!! O barulho que ele faz quando ele esta’ la’ fora e’ HORRENDO!!!!!!! Isso assusta as minhas crianças normais!!!!!!! Quando você achar que seu filho idiota precise de ar fresco, leve-o para o parque, sua besta!!!!!! Nós temos uma trilha natural!!! Deixe-o correr por aquele lugar e fazer os ruídos dele!!!! Bebês chorando, música e até latidos de cachorro são normais num bairro residencial!!!!! Ele não é!!!!!!!!

Ele é um obstáculo pra todo mundo e sempre será!!!!!! E quem é que vai cuidar dele no futuro????? Nenhuma empresa vai dar emprego pra ele, nenhuma menina normal vai quere se casar/namorar com ele e você não vai viver para sempre!!!!! Pessoalmente, eu acho que eles deveriam pegar qualquer tipo de parte retardada que ele tenha e doar para a Ciência. Qual outro bem que ele possa fazer!!!! Você teve um filho retardado, agora se vira…apropriadamente!!!!! Que direitos você tem de fazer isso com pessoas que trabalham duro!!!!! Eu ODEIO gente como você, que acreditam que vocês têm direito à preferência, só porque vocês têm um filho com necessidades especiais!!!!! MEU DEUS!!!!!!!

Faça um grande favor à nossa comunidade e MUDE-SE!!!!!!! VAMBORA!!!!! SE MANDA!!!!!! Se mexe e se muda deste tipo de bairro!!!! Vai viver com seu filho animal numa cabana na selva ou qualquer coisa desse tipo!!!!!!!! Ninguém quer vocês morando aqui e eles não têm coragem de dizer isso pra você!!!!!

Faça o certo e se mude ou aplique eutanásia nele!!!!! De todo jeito, TODOS nós vamos ficar melhor sem ele!!!!!

Atenciosamente,

Uma mãe muito pau da vida!!!!!!! "

Tradução:

" PARA A SENHORA QUE RESIDE NESTE ENDEREÇO:

Eu também vivo nesta vizinhança e tenho um problema!!!! Você tem um filho com um problema mental e conscientemente decidiu que seria uma boa idéia viver próximo a uma vizinhança como essa????? Você egoisticamente bota seu filho fora de casa todos os dias e deixa ele ser mais nada que um estorvo e um problema para todo mundo, com aquele barulho horroroso que ele faz constantemente, poluindo os ouvidos de todos!!!!!!!!! O barulho que ele faz quando ele esta’ la’ fora e’ HORRENDO!!!!!!! Isso assusta as minhas crianças normais!!!!!!! Quando você achar que seu filho idiota precise de ar fresco, leve-o para o parque, sua besta!!!!!! Nós temos uma trilha natural!!! Deixe-o correr por aquele lugar e fazer os ruídos dele!!!! Bebês chorando, música e até latidos de cachorro são normais num bairro residencial!!!!! Ele não é!!!!!!!!

Ele é um obstáculo pra todo mundo e sempre será!!!!!! E quem é que vai cuidar dele no futuro????? Nenhuma empresa vai dar emprego pra ele, nenhuma menina normal vai quere se casar/namorar com ele e você não vai viver para sempre!!!!! Pessoalmente, eu acho que eles deveriam pegar qualquer tipo de parte retardada que ele tenha e doar para a Ciência. Qual outro bem que ele possa fazer!!!! Você teve um filho retardado, agora se vira…apropriadamente!!!!! Que direitos você tem de fazer isso com pessoas que trabalham duro!!!!! Eu ODEIO gente como você, que acreditam que vocês têm direito à preferência, só porque vocês têm um filho com necessidades especiais!!!!! MEU DEUS!!!!!!!

Faça um grande favor à nossa comunidade e MUDE-SE!!!!!!! VAMBORA!!!!! SE MANDA!!!!!! Se mexe e se muda deste tipo de bairro!!!! Vai viver com seu filho animal numa cabana na selva ou qualquer coisa desse tipo!!!!!!!! Ninguém quer vocês morando aqui e eles não têm coragem de dizer isso pra você!!!!!

Faça o certo e se mude ou aplique eutanásia nele!!!!! De todo jeito, TODOS nós vamos ficar melhor sem ele!!!!!

Atenciosamente,

Uma mãe muito pau da vida!!!!!!! "


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" Para toda condição há características que as determinam... Até mesmo para um ser humano de fato!
Certa vez, assistindo a um programa que procurava desmistificar ou comprovar lendas, vi um grupo de cientístas explorando uma hipótese que existe e já foi constatada mas, é o tipo de coisa que não é divulgada: há seres humanos que herdaram o gene dos Neandertais.

Achei bastante interessante pois, se observarmos e comparamos os padrões de comportamento em todos os seres humanos, esta é uma conclusão óbvia que sempre irá surgir. Então, para muitos comportamentos, há um sentimento de injustiça com a declaração que generaliza a todos como seres humanos. Os Direitos Humanos por exemplo, existe não para seres humanos de fato mas, para aqueles que em suas características de comportamento fogem aos padrões do que deveria ser considerado humano: matam, estupram, roubam, trapaceiam e praticam sem escrúpulos todo tipo de crimes contra o próximo e pior, contra a Vida!

Estes, são um verdadeiro vírus dentro da sociedade humana pois, tem como função, exterminar humanos. E quando penso nisto, não é difícil acabar por assimilando o que é um ser humano de fato com animais que são devorados cotidianamente: os animais que devoramos no dia-a-dia não são carnívoros...

Alguns revelam descaradamente a herança Neandertal... Outros só revelam traços... Mas, para olhares mais atentos eles são identificáveis.

Uma pessoa que se refere a uma criança com condição especial do modo como foi feito nesta carta não é um ser humano de fato. Na área da saúde mental e do comportamento é dito que pendemos a apontar no outro aquilo que está em nós e não somos capazes de confrontar. Seria o inverso daquilo que vemos no outro e cobiçamos, acreditando ser o aceitável ou o padrão de normalidade e então, copia-se. Um fato que jamais será mudado quanto ao modo de interpretarmos o mundo é que o outro sempre será de alguma forma um espelho. E o tom com que as afirmações são expressas determinam isso.

Toda vez que esta pessoa se refere a criança como um animal que deveria morar em uma cabana no mato está entrando em conflito com a própria condição, a própria falta de humanidade em si. Não há nada de animal ou mostruoso na criança mas, o que há em cada um determina como ela interpreta o mundo.

Um ser humano de fato jamais discriminaria a tal ponto. Um ser humano de fato tem profunda compreensão no comportamento e na condição de cada um. Existe nele um respeito extremo que ultrapassa as barreiras da cor da pele, da raça, do credo, e da condição... Para um ser humano de fato a Vida que pulsa no ser é o relevante e não o que está na superfície.

Uma pessoa assim quando fala com a boca tão cheia que o outro é retardado, está se confrontando com a própria limitação intelectual... 

As pessoas com condições especiais são o que o próprio nome aponta: especiais. E em tudo o que tenho conhecido do universo das pessoas especiais, fica claro que elas são apenas seres humanos de fato que não conseguem se encaixar em um mundo onde o normal é ser bestial e não humano!


Verdade absoluta, afirmações livres de questionamentos nestas linhas? Não! É o que eu acredito porque é o que vejo! "  - Shimada Coelho

sábado, 27 de julho de 2013

Conheça a Síndrome de Asperger

Á partir de hoje abriremos um espaço especial para divulgação e conscientização da Síndrome de Asperger.

Aquela pessoa que você considera extremamente diferente e tem manias e comportamentos estranhos pode ser um Aspie (portador da síndrome). É preciso que profissionais da educação e saúde aprofundem-se mais no assunto para que crianças, jovens e adultos possam receber o devido suporte para conseguir uma vida plena. 

É importante que não somente profissionais, pais e familiares da síndrome saibam mais, mas todas as pessoas pois, um Aspie pode ter uma vida normal, trabalha, estuda e pode morar ao lado da sua casa. Compreendê-lo não é apenas um gesto de humanidade e respeito mas também, um modo de ajudá-lo a se encaixar numa realidade tão diferente da que possuí.

Vamos começar então com uma publicação que pode ser encontrada no site do Hospital Albert Einstein:


Entendendo a síndrome de Asperger

Criança com as mãos na boca, parecendo chateadaCrianças com dificuldade de sociabilização, linguagem rebuscada para a idade, atos motores repetitivos (tiques) e interesses muito intensos e limitados apenas por um ou poucos assuntos podem ser portadoras da síndrome de Asperger, transtorno do desenvolvimento que afeta principalmente indivíduos do sexo masculino. Suas causas são desconhecidas, mas, como se trata de um distúrbio congênito, há estudos em andamento que procuram estabelecer a relação com alguma desordem genética.
O primeiro trabalho sobre a síndrome foi feito pelo psiquiatra e pediatra austríaco Hans Asperger, mas permaneceu praticamente desconhecido. O reconhecimento internacional ocorreu somente em 1994, quando foi incluída pela primeira vez no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), o manual de diagnóstico e estatísticas de transtornos mentais, organizado pela Associação Americana de Psquiatria. Por se tratar de uma patologia recentemente descrita, não existem dados confiáveis sobre a incidência.
A partir de 2013, a síndrome de Asperger deixa de ter essa denominação e passa a ser classificada no DSM como uma forma branda de autismo – uma recomendação que deverá ser mundialmente adotada. Diferentemente do autismo clássico, porém, quem tem Asperger não apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso os primeiros sinais e sintomas do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que os atribuem a características da personalidade da criança.
"Muitos portadores da síndrome possuem, inclusive, QI acima dos índices normais. E o fato de terem habilidade verbal muito desenvolvida, com um vocabulário amplo, diversificado e rebuscado, reforça nos pais a ideia de que seus filhos são superdotados", diz Walkiria Boschetti, neuropsicóloga do Einstein. O foco exagerado sobre um assunto específico – como automóveis, aviões ou robôs, por exemplo – é outro sintoma característico da síndrome interpretado de forma inadequada pelos pais e familiares, que acabam incentivando a restrição de interesses dessas crianças, oferecendo apenas presentes relacionados ao tema.

Diagnóstico

Os sinais e sintomas da síndrome de Asperger podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança, mas raramente são valorizados pelos pais como algo negativo, especialmente se as manifestações forem leves. A grande maioria dos diagnósticos da síndrome de Asperger é feita a partir da fase escolar, quando a dificuldade de socialização, considerada a característica mais significativa do distúrbio, manifesta-se com maior intensidade, juntamente com o desinteresse por tudo que não se relacione com o hiperfoco de atenção. "O que efetivamente chama a atenção dos pais são os sintomas associados ao isolamento social, inadequação de comportamentos ou manifestações de ansiedade, depressão ou irritabilidade", diz Sandra Lie Ribeiro do Valle, neuropsicóloga do hospital.
Usualmente, os primeiros relatos sobre os problemas observados são feitos ao pediatra, que poderá encaminhar a criança aos médicos especialistas para uma avaliação mais profunda e detalhada. Não existem exames laboratoriais ou de imagem destinados à confirmação do diagnóstico. "Hoje, o principal instrumento para essa finalidade são os testes aplicados por neuropsicólogos, que por meio de tarefas propostas à criança observam e avaliam aspectos cognitivos e comportamentais, como memória, atenção e habilidades sociais", diz o Dr. Fabio Sato, psiquiatra da infância e adolescência da Clínica de Especialidades Pediátricas do Einstein, instituição que aplica um extenso e detalhado protocolo para diagnóstico e tratamento dessa patologia. Segundo ele, o Brasil ainda carece de uma padronização na abordagem diagnóstica dessa patologia, uma vez que ferramentas como a AD (questionário utilizado em entrevistas com os pais) e a ADOS (questionário para entrevistas com as crianças) ainda não foram validadas aqui, embora o uso já esteja consagrado nos Estados Unidos e na Europa.
Quem tem síndrome de Asperger tende a apresentar alterações nos testes de avaliação de reconhecimento de emoções e nos que analisam a capacidade de inferir o que os outros estão pensando. "São pessoas que têm extrema dificuldade em entender o que pensam e sentem aqueles que os cercam, a menos que essas emoções sejam explicitamente demonstradas e explicadas a eles. Também são inflexíveis, por isso prendem-se a regras e não conseguem agir com flexibilidade, conforme cada situação", explica Sandra Lie Ribeiro do Valle.

Tratamento multidisciplinar

São envolvidos médicos, neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos, uma vez que os indivíduos possuem alterações na fala (erros de prosódia, por exemplo, quando o indivíduo faz a transposição do acento tônico de uma sílaba para outra). "Basicamente, a terapia se baseia em transmitir as habilidades e recursos para as manifestações características, em especial a dificuldade no convívio social. Ele deve ser feita a longo prazo, já que se trata de um distúrbio crônico", explica Walkiria Boschetti. Medicamentos são utilizados apenas para tratar sintomas decorrentes dessas manifestações, como ansiedade, depressão e irritabilidade.
Quem tem Asperger e chega à vida adulta sem diagnóstico ou tratamento adequados pode enfrentar sérias dificuldades de relacionamento na vida pessoal, escolar e profissional. "Além disso, trata-se de um risco para o desenvolvimento de outros problemas, como o transtorno bipolar", adverte o Dr. Fabio Sato. Portanto, quanto mais precoces e precisos forem o diagnóstico e o tratamento, maiores serão as chances de a criança com Asperger desenvolver comportamentos mais saudáveis, tornando-se mais sociáveis, flexíveis e independentes.

Como lidar?

A criança com Síndrome de Asperger pode apresentar talentos específicos. “De uma maneira geral, os pais costumam incentivar uma aptidão que reconhecem nos filhos, o que chamamos de ilhas de habilidades. No caso da Síndrome de Asperger, esta atitude acaba intensificando o interesse restrito do paciente, piorando a clausura comportamental do indivíduo, tornando-o menos flexível a novos temas”, explica Iara Brandão Pereira, neurologista infantil.
Pensando em auxiliar no desenvolvimento das capacidades múltiplas da criança, a médica listou alguns itens importantes para quem convive com uma pessoa que apresenta este Transtorno do Espectro Autista (TEA).
  • É importante buscar uma interação muito boa entre a escola, a família e o profissional que acompanha o paciente no sentido de desenvolver a reciprocidade social do indivíduo.
  • Diversificar seus focos de interesse para que o paciente dê importância para outros assuntos e desenvolva novas habilidades, diminuindo assim, comportamentos repetitivos e restritivos.
  • Estimular o ‘falar olhando’, desenvolver a cultura do olhar direcionado, com intencionalidade comunicativa.
  • Estimular a criança, por meio de treinos, a reconhecer e compartilhar emoções e expressões faciais, assim como buscar Treino de Habilidades Sociais (THS), como possibilidade de melhoria no seu prognóstico social.
  • Dialogar sempre! Essa é a maneira mais preciosa de desenvolver a inteligência de qualquer criança, com ou sem diagnóstico de TEA.
  • Não criticar o interesse restrito da criança, apresentar outras opções e compartilhar estas ofertas com o filho. Utilize o interesse preferencial da criança como porta de entrada para a interação com ele.
Ainda de acordo com a Dra. Iara Pereira, o paciente com Síndrome de Asperger é habitualmente mal interpretado pelos seus pares, não sendo raros os frequentes desentendimentos nos relacionamentos interpessoais, levando ao isolamento social ou quadros depressivos.
“Agressividade, crises de birra, fobias e outras perturbações são manifestações inespecíficas e reacionais que podem estar presentes nesses pacientes, daí a importância do diagnóstico precoce a fim de minimizar disfunções adaptativas significativas”, afirma a neurologista infantil.

Conheça os principais transtornos do desenvolvimento


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