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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Raju - o elefante que chorou ao ser libertado precisa de você!

Você conhece a história do elefante Raju que chorou ao ser libertado?

O elefante ficava preso 24 horas por dia e era usado pelo dono para ganhar a atenção de turistas na Índia. Raju era apresentado pelo proprietário como uma entidade que dava bênçãos em troca de gorjetas.

Uma das patas de Raju ficava presa por correntes pontiagudas que machucavam sua pele. Por não conseguir se locomover direito, o elefante desenvolveu artrite crônica. Segundo veterinários, Raju estava faminto e apresentava sinais de espancamento. Por não ser alimentado corretamente, ele chegou a comer papel e plástico na tentativa de disfarçar a fome.

Ajude a mantê-lo no santuário onde está agora. Seu antigo dono tenta recuperá-lo nos tribunais. Para ajudar, basta acessar o link abaixo e assinar a petição!

Assinar a Petição!



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Uma cicatriz venenosa na Amazônia

Incrível, já temos quase 45 mil assinaturas! Amanhã, o diretor da mineradora Belo Sun estará no Brasil para uma visita ao local onde a mina será instalada. Vamos chegar a 100 mil assinaturas para que nossos parceiros e as comunidades indígenas do Pará façam a entrega desta petição diretamente a ele.




Caros amigos do Brasil,



Uma mega mineradora canadense acaba de ser autorizada provisoriamente a construir uma enorme mina de ouro tóxica no Xingu, que poderá poluir a Amazônia! As autoridades no Pará querem arrecadar recursos a curto prazo e por isso insistiram que o projeto fosse licenciado – mas o Ibama pode agir se pressionado por um forte apelo da população contra essa louca corrida do ouro. Inclua seu apoio, antes que seja tarde demais: 

Assine a petição 

As autoridades paraenses acabam de dar uma licença provisória para uma empresa mineradora do Canadá construir uma enorme mina de ouro a céu aberto, que poderá injetar toneladas de produtos químicos venenosos no coração da Amazônia. Mas nós podemos impedir esta corrida colonialista do ouro em pleno século XXI.

Para extrair os metais preciosos, piscinas tóxicas de cianeto, arsênio e montanhas de resíduos químicos poderão vazar para o rio Xingu, contaminando-o totalmente. Esta mega mina é tão arriscada que o próprio Ministério Público Federal requereu e a Justiça Federal suspendeu o processo por alguns dias. Mas as autoridades no Pará pressionaram e conseguiram a primeira licença da obra sem que o país inteiro tenha discutido o assunto. Vamos soar o alarme agora e impedir este projeto venenoso continue.

A não ser que façamos algo, a autorização definitiva pode ser concedida em questão de dias. A empresa canadense terá um enorme lucro às custas dos nossos rios e da destruição de comunidades indígenas que estão nos arredores. Vamos nos unir e mostrar ao presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, que o país demanda sua intervenção para impedir que seja dada uma injeção letal na Amazônia. Assine agora e exija o fim desse projeto devastador: PETIÇÃO AVAAZ

Planejada para ser construída a apenas alguns quilômetros da megabarragem de Belo Monte, a Belo Sun Mining Corporation, empresa baseada em Toronto, afirma que sua nova mina vai ajudar as comunidades indígenas, impulsionando a economia local, e ajudando a financiar novas escolas e hospitais. Mas o relatório de impacto inicial da mina estava repleto de irregularidades, e foi produzido sem qualquer consulta aos povos Arara e Juruna que vivem nas proximidades – uma violação direta da Constituição brasileira.

A hidrelétrica de Belo Monte já está causando grandes transtornos na região – grupos indígenas ocuparam várias vezes o canteiro de obras e dezenas de processos questionam sua legalidade. Esta nova mina de ouro, obviamente, criará alguns postos de trabalho, mas o custo é muito alto, prejudicando ainda mais o delicado ecossistema da região, e canalizando a maioria das centenas de milhões em lucros para os bolsos de um consórcio de empresas privadas. Numa época pré-campanha eleitoral, com Dilma provavelmente enfrentando a oposição de candidatos verdes, como Marina Silva, essa mina poderia ser uma pedra no sapato – uma pedra da qual ela vai preferir se livrar, se pressionada.

O processo de concessão está acontecendo silenciosamente, e ainda não se tornou uma prioridade política. Nós podemos mudar isso com um enorme apelo para impedir esta devastadora conquista do ouro no coração da Amazônia. 

Desde a estreita colaboração com o povo Guarani-Kaiowá para evitar sua expulsão das terras de seus ancestrais, até o apoio aos protestos dos povos indígenas contrários a Belo Monte, a nossa comunidade no Brasil está consistentemente na linha de frente da luta para proteger o nosso planeta dos interesses gananciosos daqueles que o colocam em perigo. Hoje não será diferente. Vamos impedir essa mina na Amazônia agora.

Com esperança e determinação,

Michael, Joseph, Diego, Nádia, Caroline, Luis, Ricken e toda equipe da Avaaz



Mais informações:

Organizações da sociedade civil se mobilizam contra licenciamento de mineradora no Xingu (Instituto Socioambiental)


Pará dar aval para mina da Belo Sun


Justiça Federal suspende o licenciamento da mineradora canadense Belo Sun no Xingu


Para instituto, mineradora desconsidera população indígena do Xingu (Rede Brasil Atual)


Promotores brasileiros tentam impedir mina de ouro canadense na Amazônia (Reuters) (em inglês)

Documentos revelam: espiões canadenses se reúnem empresas de energia, (The Guardian) (em inglês)

Desmatamento na Amazônia sobe 28% em 2013 (Folha de S.Paulo)

Quem está alimentando a insana corrida pelo ouro na Amazônia?

Uma mega mineradora canadense planeja criar a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil, no coração da Amazônia, que poderá poluir nossa água doce com produtos tóxicos, a apenas alguns quilômetros de inúmeras 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PROIBIÇÃO DO COMÉRCIO DE QUAISQUER OBJETOS DE MARFIM NO BRASIL (stop the ivory trade in Brazil)

[Três alunas do Ensino Médio da cidade de São Paulo criaram uma petição que hoje mobilizou em massa a rede social. Nós, apoiamos a causa e chegamos hoje a marca de 5.000 assinaturas e continuam entrando mais.

Escolhemos estes dois artigos para que você tenha total compreensão da importância de um animal no ciclo natural do ecossistema e também saiba o porque a população de elefantes se reduz drasticamente ao ponto deste animal estar em vias de extinção. 

Ao final da leitura - se tiver chegado a uma conclusão a respeito - você encontrará um link para a petição no AVAAZ que pede uma lei que proíba a venda e compra de objetos feitos à partir do marfim retirado violentamente dos elefantes.

Fica ao seu critério assinar ou não.]



O que acontece quando uma espécie-chave é extinta?


por William Harris - traduzido por HowStuffWorks Brasil
 
 
Algumas das estruturas mais persistentes da história são os aquedutos construídos pelos antigos romanos para levar água das montanhas para as áreas densamente povoadas. Muitos ainda operam hoje, mais de 2.000 anos depois de iniciarem o serviço. O que torna os aquedutos tão fortes é a cascata de arcos apoiando a estrutura. Se você examinar um desses arcos, verá que ele consiste de uma série de tijolos - o que os engenheiros chamam de voussoirs - suportados no centro por uma pedra angular (pedra de fecho ou pedra do topo). Quando a pedra de fecho está na posição, o arco pode se sustentar indefinidamente. Se você remover essa pedra-chave, a estrutura inteira desaba.
 
A Pont du Gard, aqueduto romano na França, é um exemplo de longevidade estrutural; retire a pedra fundamental de um dos arcos e toda a estrutura de 2.000 anos desmoronará
A Pont du Gard, aqueduto romano na França, é um exemplo de longevidade estrutural; retire a pedra fundamental de um dos arcos e toda a estrutura de 2.000 anos desmoronará
 

Em 1969, o zoólogo Robert T. Paine percebeu que certas espécies em um ecossistema funcionam do mesmo modo que uma pedra angular no arco romano. Ele cunhou o termo espécie-chave para descrevê-las.  Tais espécies têm um papel essencial na estrutura, no funcionamento ou na produtividade de um ecossistema e, como a ponte romana, impede que o ecossistema desintegre-se. Espécies-chave não ganham essa distinção pela sua abundância, mas pela influência. Elas podem ser carnívoras ou herbívoras, plantas ou animais, marinhas ou terrestres. Podem ser muito mais altas que você, como um elefante, ou caber na palma da sua mão, como uma estrela-do-mar.
 
 
Foi, na verdade, uma espécie particular de estrela-do-mar que levou ao desenvolvimento do conceito de espécie-chave de Paine. A estrela-do-mar era a Pisaster ochraceous, que vive nas comunidades rochosas na faixa cobertas pela maré no oeste da América do Norte e se alimenta de  mexilhões. Quando Paine removeu a Pisaster de uma área da Baía Mukkaw, em Washington, ele observou uma drástica diminuição na diversidade de espécies. A população de mexilhões, claro, explodiu, mas as outras espécies viram seus números declinarem drasticamente. Das 15 espécies contabilizadas no começo do experimento, apenas oito restaram no fim. Em uma área de controle da qual a Pisaster não havia sido removida, Paine não observou quaisquer mudanças na diversidade de espécies.
 
 
Paine caracterizou a Pisaster como uma espécie-chave. Logo depois, ecologistas e biólogos em todo o mundo saíram à caça de identificar outras espécies. Como Paine, para encontrá-las eles usaram experimentos de remoção - tirando uma única espécie, registrando as mudanças que ocorriam e devolvendo os organismos aos seus habitats quando o experimento terminava. No decorrer das décadas seguintes, a lista de espécies-chave cresceu para incluir uma ampla variedade de organismos, incluindo lontras marinhas, vespas parasitas, elefantes, tubarões-tigre, bem como morcegos e pássaros que ajudam na polinização.O pássaro dodô entraria na lista também


O novo ouro branco e a extinção dos elefantes africanos


14:19, 7/03/2013 REDAÇÃO ÉPOCA
 
 
Nas florestas da África Central e Ocidental vivem populações de uma espécie bem menos conhecida de elefantes, os elefantes africanos da floresta (Loxodonta cyclotis). Menores do que os elefantes africanos da savana (Loxodonta africana) e os elefantes asiáticos (Elephas maximus), esses elefantes têm presas mais finas e mais retas e seu marfim é mais firme e mais róseo, o que o torna ainda mais desejado e valorizado pelos artesãos e comerciantes de objetos de marfim.
 
As três espécies de elefantes são os restos do que já foi uma rica árvore genealógica. Os elefantes evoluíram por mais de 50 milhões de anos, de pequenas criaturas a animais de porte cada vez maior, de vida longa, que dependem de deslocamentos através de grandes distâncias em busca de comida, água, minerais e parceiros sociais e reprodutivos. Infelizmente, devido à escalada do preço do marfim, seu futuro é cada vez mais incerto.
 
As diferenciadas presas que ostentam os pequenos elefantes africanos da floresta os tornaram alvo dos caçadores ilegais e, hoje, essa espécie é a mais ameaçada das três. Estudos apontam um declínio de 60% em sua população nos últimos dez anos.
 
 Elefantes africanos da floresta (Loxodonta cyclotis) saem da floresta, com lama pelo corpo (Foto © Melissa Groo)
Elefantes africanos da floresta (Loxodonta cyclotis) saem da floresta, com lama pelo corpo
(Foto © Melissa Groo)
 

O maior mamífero terrestre de nosso planeta, o elefante africano da savana, com presas que podem chegar a quase 100 quilos cada, também está sendo massacrado por causa de seu marfim: apenas no ano passado, estima-se que tenham sido mortos entre 40 mil e 50 mil elefantes africanos da savana. Isso pode representar mais do que 10% da população remanescente da espécie. Ambas espécies somavam juntas, em 1979, 1,3 milhão de elefantes. Em 2008, os números já indicavam um acentuado declínio na população: cerca de 100 mil a 160 mil elefantes africanos da floresta e de 490 mil a 575 mil elefantes africanos da savana. No sul do Sudão, a população de elefantes, estimada em 130 mil em 1986, caiu para 5 mil no ano passado.
 
A África está no centro de uma chacina de elefantes sem precedentes e as duas espécies podem chegar à extinção em pouco tempo, caso não seja interrompido o comércio de marfim e sufocada a rede relacionada a ele, formada por caçadores – a serviço de grupos armados que usam as presas dos elefantes para sustentar suas violências -, contrabandistas, artesãos, comerciantes e consumidores.
 
A China é responsável pelo entalhe e pelo comércio da maior parte dos objetos vendidos no mundo. Devido a uma forte demanda, fomentada pelo aumento de renda na Ásia e pelos costumes culturais, o preço do marfim está muito elevado, e cada vez mais pessoas entram no negócio. Em dezembro de 2012, o quilo do marfim bruto na Bacia do Congo valia 300 dólares (R$590) e na China 2.900 dólares (R$5.700). Um pequeno pingente era vendido por cerca de 800 dólares (R$1.570) em lojas chinesas.
 
Os cidadãos chineses não possuem informações claras sobre o massacre dos elefantes. Muitos acreditam que as presas caem naturalmente ou que vêm de elefantes que morreram naturalmente. Mas 90% do marfim no mercado vem de elefantes mortos ilegalmente. O governo chinês está sendo pressionado a tomar as atitudes necessárias, proibindo o entalhe e o comércio de marfim. Assim, a vida de dezenas de milhares de elefantes podem ser salvas. “Cada nova presa no mercado significa morte, trauma e destruição. A caça ilegal compromete a biodiversidade e ameaça o turismo, a sobrevivência das pessoas e a estabilidade de muitos países”, afirma Joyce Poole, cofundadora da ONG ElephantVoices e renomada especialista em elefantes.
 
A ElephantVoices executa projetos de conservação no Quênia e agora inicia uma campanha mundial para atingir a China e consumidores no mundo todo. Para isso, a artista nova-iorquina Ashley Jay criou ilustrações com palavras em chinês e inglês. A mensagem é clara: os elefantes serão extintos a curto prazo se não for interrompido, imediatamente, o comércio de marfim. “A única maneira de parar a matança de elefantes é sufocar a demanda por marfim e parar o comércio”, diz Poole.
 
A campanha está sincronizada com a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, a CITES. Na abertura da convenção, em 3 de março, em Bangcoc, a Primeira Ministra da Tailândia Yingluck Shinawatra prometeu proibir o comércio de marfim no país, onde o proveniente de elefantes domesticados é legalizado e quantidades gigantescas de presas de marfim contrabandeadas da África são entalhadas e vendidas como se fossem marfim legal. O país só fica atrás da China como responsável pelo fomento do massacre de elefantes na África.
 
A convenção discute um mecanismo para o comércio de marfim, mas a decisão não será tomada antes de 2015. Conservacionistas temem que a simples discussão de uma política para o comércio de marfim estimule ainda mais sua demanda. “Em 1989, os elefantes estavam quase extintos e a CITES proibiu o comércio de marfim. Porém, aprovou vendas de estoques apreendidos para a China e para o Japão, criando um novo holocausto para os elefantes”, afirma Petter Granli, diretor executivo do ElephantVoices. 
 
Os elefantes asiáticos, cuja maioria não tem presas, também são caçados por causa do comércio de marfim. Porém, a maior ameaça à sobrevivência da espécie é a retirada de indivíduos da natureza para trabalharem em turismo na Tailândia. Entre 50 e 100 filhotes e fêmeas jovens de elefantes são removidos de suas florestas natais em Mianmar a cada ano, para serem comercializados ilegalmente e suprir campings de turismo na Tailândia. O Laos, antes conhecido como “a terra de um milhão de elefantes”, hoje tem apenas entre 300 e 500 elefantes selvagens.
 
 
(Junia Machado, da ONG ElephantVoices)


As autoras desta petição são Sophia Sartori, Ana Maria Guidi e Marina Fulfaro -estudantes do Ensino Médio da cidade de São Paulo.
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PROIBIÇÃO DO COMÉRCIO DE QUAISQUER OBJETOS DE MARFIM NO BRASIL(stop the ivory trade in Brazil)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Queremos o selo 'NÃO TESTADO EM ANIMAIS"


O autor destas palavras é Philip Low, o mesmo neurocientista que se uniu a vários pesquisadores, para assinar o manifesto que admite que os animais possuem consciência assim como os humanos. Entre eles, estava presente nada mais nada menos que Stephen Hawking - que em parceria com Low - desenvolvem um projeto para que Hawking se comunique com a mente. Hawking está a 40 anos completamente paralisado por causa de uma doença degenerativa. (Para saber mais sobre o manifesto, clique aqui => "Não é mais possível dizer que não sabíamos")

Mudar de postura sobre tudo não é mesmo fácil. A raça humana está condicionada há séculos com ideias que ainda persistem. Por outro lado, mudar irá tirar o homem atual da situação de dependência em que se encontra. Não poderemos salvar o planeta, nem os seres vivos e nem a nós mesmos sem evoluirmos ao invés de retroceder.


Por isso, se você também é contra o teste realizado em animais, participe desta campanha no AVAAZ.org assinando petição que exige que todo produto NÃO testado em animais tenha em sua embalagem um selo comprovando.


Queremos o selo "NÃO TESTADO EM ANIMAIS" em produtos de higiene pessoal e limpeza !

Assine aqui => Queremos o selo "NÃO TESTADO EM ANIMAIS" 





quinta-feira, 13 de junho de 2013

Alterações no ECA - O que é inconstitucional pra você?


Enquanto a necessidade de se mudar o Estatuto da Criança e do Adolescente não virar moda, talvez não iremos ver uma comoção nem pública nem virtual a respeito...

Na página do AVAAZ que pede alterações no ECA apenas 105 pessoas demonstram o desejo por mudança. O link da petição - compartilhado por poucos em redes sociais -  é menos interessante do que memes, imagens bonitas com frases de auto ajuda e tantas outras futilidades repassadas com afinco...

Outros temas que são compartilhados sem pestanejar é aquilo que está na moda virtual, ou seja, aquilo que todo mundo está comentando mas, fica somente nisto. Uma prova é a quantidade de compartilhamentos de opiniões sobre a necessidade de mudanças no ECA e a punição de menores infratores: imagens com frases impactantes são repassadas mas, as pessoas que as compartilham não fazem parte das várias petições on line solicitando o mesmo. Nas redes é assim: falar é uma coisa - e todo mundo fala - mas agir é outra completamente distante.

Infelizmente, o ser humano precisa sentir as coisas na pele para aderir a uma causa... A maioria das pessoas só levantam uma bandeira se for movido por um motivo pessoal. Quer dizer, é preciso que um individuo tenha passado por situação de extrema violência ou constrangimento para agir. Alguém que ainda não sabe o que é estar nas mãos de um menor inconsequente acha que a mudança no Estatuto desfavorece os menores não infratores, talvez...  E se alguém já conheceu a capacidade violenta de um menor e nada faz a respeito, provavelmente já se conformou de que a realidade é esta e deve ser aceita... Talvez...

O que as pessoas não estão se dando conta é de que o ECA tem protegido o menor infrator e não protege o menor não infrator. Você cria seu filho com dedicação, preocupando-se com que ele trilhe o caminho que o forme bom cidadão, exigindo que ele assuma compromissos, estude para ser um bom profissional e quando um menor infrator que não recebe a mesma dedicação decide roubá-lo e matá-lo, o ECA protege o infrator, não seu filho.

Pais e mães dedicados estão colhendo as consequências de pais relapsos e omissos que largam seus filhos no mundo para ser criados a própria sorte para se tornarem os verdadeiros exterminadores de quem escolhe viver corretamente.

Se a culpa de menores criminosos não é de pais omissos, porque filhos bem criados são culpa de pais dedicados? Os filhos são resultado do que os pais são? Então, vamos jogar na lixeira tudo o que tem sido estudado até então sobre comportamento! Toda aquela conversa da necessidade de se assistir a criança principalmente nos 5 primeiros anos de vida é ladainha? E todas as manobras para que adolescentes de lares estruturados sejam assistidos seria o que? 

Os menores infratores estão praticando crimes muitas vezes com mais violências do que adultos por ter certeza da impunidade. Não importa o que façam não serão punidos e a Instituição CASA não é punição: é apenas uma universidade do crime pois porque então não noticia-se que algum menor que passou pela Instituição nunca mais retornou a ela? Eles sempre voltam...


Enquanto isso, seu filho que você sabe onde está neste exato momento e com quem, que estuda e mostra o boletim da escola, que senta-se a mesa com a família para as refeições, que você vê deitando-se no horário a noite para dormir está com a vida exposta ao perigo pois o ECA não o protege!

Ontem (12/06) ouvi ao longe o apresentador Datena fazer uma pergunta a um senhor engravatado sobre a necessidade da mudança no ECA... Em meio a várias respostas vagas - e típicas de políticos - respondeu que é preciso primeiramente rever os crimes dos adultos...

Hoje, os menores lideram quadrilhas porque não são punidos. A polícia - em quem recaí a culpa de criminosos sairem pela porta da frente das delegacias depois de pagar fianças - trabalha insistentemente para prender criminosos para que a Lei seja suavizada antes mesmo que o tempo de condenação se cumpra. O Sistema Carcerário brasileiro é falido! Onde os menores infratores serão acumulados? E de que vai adiantar a prisão dos mesmos se a Lei não é severa o suficiente para adultos? Adultos migram para as grandes capitais atrás de novas oportunidades e sem conseguir se tornam criminosos... Por que não podem ser deportados para a terra natal? Por que permitem esse acúmulo de gente nas grandes cidades tornando  a necessidade por alguma vaga uma disputa ferrenha?

 É por isso que a mudança do ECA está engavetada... Porque se os senhores engravatados tiverem que mudar o ECA terão que mudar todo o Código Penal e isso com certeza vai mudar a rotina nada frenética desse senhores que ficam nos plenários de papo uns com os outros enquanto alguém fala ao microfone e ninguém nem ai... 

Enquanto isso, continue gastando esse seu vasto salário com cercas elétricas, câmeras e alarmes para transformar sua casa naquilo que um presídio não é. Enquanto isso, trabalhe até suar sangue para ter seu carro, seu aparelho tecnológico de última geração, sua roupa e sapatos caros,  para que alguém que resolve que aquilo que é seu vai ser dele, tire de você aquilo que conseguiu com muito sacrifício e honestidade e pior, sem ser ressarcido!

Roubar tornou-se parte do cotidiano brasileiro! Tanto é que até nossos políticos roubam descaradamente e sem punição! Por que é que os criminosos irão sentir-se intimidados com alguma coisa? Para esses, ter alguma coisa é fácil mesmo que seja para viver da aparência de que tem alguma coisa: basta tirar dos outros e eles ainda se sentem os tais, como se fossem trabalhadores dignos de suas consquistas e capazes! Somos hoje, a base de uma cadeia alimentar que nos devora! Somos as minas onde nos exploram para sustentar a sujeirada toda que está escancarada e esfregada em nossos rostos suados de trabalhar o tempo todo!

Enquanto isso, só nos resta acreditar mesmo em Deus para que seu filho - que te deu um beijo antes de sair de casa - seja guardado por uma legião de anjos e retorne seguro. Esse seu filho para quem você trabalha tanto para que seja bem sucedido na vida!

Mas e agora? De quem é a culpa? Pois há filhos da antiga classe média estão se enveredando nos caminhos do crime! E qual será a desculpa? Se rouba para ter o que os pais não dão (ouvimos muito menores infratores dizendo isso), ou o problema é ter tudo dos pais? Adolescentes estão em busca de aventura e na idade em que não há noção de risco e perigo?

Enquanto isso, o ECA não pode ser mudado pois é inconstitucional! O estado em que se encontram as escolas, os postos de saúde, os hospitais, a Lei, o cidadão que fica horas em uma fila de INSS para provar que é invalido por causa de um Câncer que está devastando seu corpo, nada disso é inconstitucional quando a Constituição garante o direito a tudo isso? Ser tratado como escravo de prestação de serviço de órgãos públicos e privados não é inconstitucional? Você ser roubado e o criminoso não trabalhar para ressarcir sua perda não é inconstitucional? A verba que não chega na escola ou o remédio que não foi entregue nos postos não é inconstitucional? O governo pagar bolsa até para família de criminosos, usuário de crack e pra quem contribui em muito para a super população em todas as áreas não é inconstitucional?

Na Bahia a Campanha Acorda Brasil foi com coquetel! Dá pra notar o quanto todo mundo está acordado? Vamos acordar e perceber uma coisa: quem é a maioria? Quem é a massa? Você faz parte dela?

Se a massa não facilitasse voto e não elegesse ninguém, não existira Bolsa Família, Bolsa Crack e afins! Pára pra pensar um pouco...

Lembrei-me agora de uma tal reivindicação de motoqueiros contra a legalização rígida das motos... Claro que muitos motoqueiros não aceitaram! Como continuar montado moto com peça roubada? Como assaltar em dupla de moto legalizada?

Os menores infratores estão naquele grupo que se vende aos favores e esmolas do governo! Menor não pode ir preso mas vota! Menor é filho de quem vota e precisa de Bolsa família!

Pois é... Minha parte por enquanto é esta: só falar! Porque sozinho ninguém muda nada em uma sociedade espremida de gente! Numa sociedade que unida poderia acabar com tudo isso...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Gota d'Água - Por Belo Monte e o país!

Assista este vídeo e depois decida se vai fazer algo para mudar!









Vossa Excelência Sra Presidente Dilma Rousseff
Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia PT/RS

Nós do Movimento Gota D’Água pedimos o vosso empenho e ação para evitar mais um desastre ambiental de proporções gigantescas:
• pedimos vossa atenção para ouvir os argumentos da população do Xingu, dos ambientalistas, técnicos e cientistas verdadeiramente empenhados em achar soluções para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
• pedimos o fim dos discursos ambientalistas de palanque e o avanço na direção de uma discussão verdadeira em prol de políticas alternativas de geração de energia sustentável - capazes de gerar a energia necessária ao desenvolvimento do país, sem arruinar um ecossistema dessa magnitude
• pedimos a interrupção imediata das obras de Belo Monte e a abertura de um amplo debate, que convoque os brasileiros a refletir e a opinar sobre qual modelo de progresso estão dispostos a perseguir, cientes das conseqüências de suas escolhas


Podemos conseguir muito mais que 10 assinaturas!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ainda em Defesa aos Índios Guarani-Kaiowá

Queremos agradecer a iniciativa da Excelentíssima juíza federal Cecília Mello, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ã Região), com sede em São Paulo, que determinou a suspensão do despejo dos índios Guarani- Kaiowa., na fazenda Cambara, em Iguatemi, extremo sul de Mato Grosso do Sul.

Vale lembrar que neste momento os índios ocupam apenas um hectare de terra cujo total é de mais de 760 hectares. Em nosso entendimento e com a consciência da importância dos nativos desta terra, não conseguimos compreender como uma fazenda pode existir em uma área que de propriedade de índios que estão aqui no país antes de tudo o que decretamos como civilização e progresso.

Certa vez, assistíamos a um documentário sobre o lugar onde moramos e onde há muitos pontos com nomes indígenas. Segundo o historiador, todo local com nome indígena já foi área de tribos que foram invadidas. Gostaríamos que alguém nos fizesse compreender como um local onde é fincada a raiz de uma tradição e uma cultura é invadida? Logo após o suposto descobrimento do Brasil, continuam incansáveis em descobrir pedaço por pedaço deste chão, expulsando seus donos legítimos. Quem deu aos proprietários atuais ou passados o direito de possuir uma terra já com donos e comercializá-las?

"A expulsão dos índios havia sido solicitada à Justiça em janeiro deste ano pelo dono da fazenda e foi aceita em setembro pelo juiz federal Sérgio Bonachela, de Naviraí (MS). (Folha).". Quem era o dono destas terras antes do atual proprietário que solicitou a reintegração de poesse? 

Ainda no jornal Folha de São Paulo: "A juíza entendeu que a região é tradicionalmente ocupada pelos índios e que "não se tem, até o presente momento, a confirmação de quem são os verdadeiros proprietários das terras".

Isso porque a Funai (Fundação Nacional do Índio) ainda faz estudos para delimitar terras indígenas --o trabalho começou em 2008, mas até agora não foi concluído.

Na decisão, Mello diz ainda que a presença dos índios "não atrapalha em absolutamente nada a atividade da fazenda Cambará, até porque a área total das terras é de mais de 760 hectares".

A nova determinação permite a permanência dos guarani-caiová em um espaço de um hectare (ou dez mil metros quadrados) até o término dos estudos de delimitação. A Funai, por sua vez, fica obrigada a concluir os estudos "o mais rápido possível"."

Senhores cuja responsabilidade de manter o bem estar de todo residente dentro de território nacional... Vamos ser coerentes e encarar de uma vez por todas de que todos nós sabemos que a FUNAI é negligente e não cumpre com seus propósitos reais que deveriam ser defender a preservação e interesses de nossos mais antigos moradores. É noticiado dentro de nossas casas que esta entidade compactua com fazendeiros para se beneficiar daquilo que não deveriam ser explorado por eles. Estamos às portas de 2013 e como ainda não foi feito o estudo para determinar o que os índios já sabem?

Em que os índios atrapalhariam ao continuar suas vidas e sua cultura em uma área que lhes pertence? São mesmos os índios que atrapalham alguma coisa?

A suspensão de despejo não tranquilizará todos aqueles que se dispuseram a clamar por nossos índios! Esperamos que a área que é de direito natural dos índios - não só em Mato Grosso do Sul mas em todo Brasil - seja devolvida e respeitada!

Se não sentem pudor algum em permitir que este país continue injusto com seu próprio povo, ao menos sintam vergonha com o mundo lá fora que nos observa!

Gostaria que os senhores e todos aqueles que apoiam esta causa assistissem este vídeo abaixo. É impressionante a força na voz de uma índia que discursa pelos seus irmãos! Não importa se não compreendam a língua... Algo dentro de vocês irá compreender! E se todos aqueles que tem o poder de mudar esta injustiça é antes de tudo humano, compreenderá cada palavra dita!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Salvemos os índios Guarani-Kaiowá - URGENTE!


"Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia."

- Tribo Kaiowá-Guarani

                                     190,062 assinaturas. Vamos chegar a 200,000


Foto: "Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia."

- Tribo Kaiowá-Guarani


Acredito que que todos os territórios do planeta possuem seus nativos. Aqueles que já habitavam estes territórios antes que o homem dito civilizado aparecesse para saquear tudo e escravizar ou explorar de alguma forma estes nativos.

Os aborígenes na Austrália é um bom exemplo: levados á beira da extinção pelos colonizadores ingleses hoje representam 1% da população, ou seja, cerca de 200 mil. Quando os ingleses chegaram havia mais de 300 mil! Em 1965 eram pouco mais de 40 mil, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos de suas terras.Muitos foram escravizados em fazendas.

Só muitas décadas depois - quando as leis anti-discriminação começaram a ser inseridas - é que a discriminação racial passou a ser crime, embora ainda hoje exista racistas mesmo com as punições severas.Foi instituídos então privilégios que cidadãos comuns não tem além de ajudas e facilidades.

Os nativos americanos ou aborígenes americanos são os nativos da América do Norte.Foram igualmente expulsos de suas reservas para exploração de minérios e madeira. Muitos foram massacrados e considerados perigosos. Outros tantos foram humilhados, roubados e usados como escravos.

Em toda história que diz respeito a nativos da terra é visto a mesma ação cruel e violente de colonizadores. Só depois de séculos de reação e luta - e muito extermínio - os nativos puderam começar a ter esperanças de um futuro de paz. Mesmo assim, em muitas regiões do planeta ainda são vistos como selvagens e são discriminados.

A preservação e apoio aos nativos da terra é importante para o planeta e áreas que deveriam ser poupadas de saques e exploração extrativista. O papel do indígena na Natureza tem tanto valor quanto a tudo o que engloba o ciclo natural que torna possível habitarmos neste planeta. É com eles que estão guardadas a história mais remota de nossos continentes, nossas origens e as mudanças que ocorreram ao longo dos tempos, assim como os segredos na terra e da Natureza.

Há muitas décadas os índios brasileiros estão sofrendo ainda as mesmas investidas praticadas por colonizadores.São massacrados, explorados e roubados. Aqueles que desejam continuar vivos acabam selando pactos com fazendeiros, políticos e empreiteiros  A barganha desenrola-se como um meio de garantir a permanência nas terras em que vivem.  Muitos criticam os índios por instalarem em suas tribos antenas parabólicas, usarem roupas como de qualquer cidadão urbano, terem acesso a tecnologia sem se dar conta que estes são os mesmos recursos usados no tempo do 'Descobrimento' do Brasil para ganhar a confiança e o acesso as tribos.Muitos não imaginam que são obrigados a aceitar tais 'presentes' para não perderem o direito de viver como vivem.

O homem 'civilizado' em sua pretenda crença de superioridade continua se desenvolvendo em economia e tecnologia degradando tudo ao seu redor enquanto os índios cada vez mais são impedidos de manter sua cultura e tradições que preservam o meio ambiente.

Enquanto o país inteiro se mobilizava para assistir ao último capítulo da novela Avenida Brasil, toda a imprensa brasileira discutia quem matou o personagem Max e fechava os olhos e ouvidos para os apelos de socorro dos índios da tribo Guarani- Kaiowá.

A situação de opressão na região de reserva no Mato Grosso do Sul está tão á beira de um genocídio que a cada 10 dias um índio se suicida. Está lhes sendo retirado o direito de seguir sua tradição, seus costumes e suas crenças em prol de mercenários ambiciosos!

Agora, pergunto aos nossos governantes qual será o desfecho deste evento se até mesmo o dito cidadão civilizado vem sofrendo diariamente da negligência causada pelos senhores?

Se o cidadão que vota, que paga imposto, que procura cumprir um papel decente na sociedade vem sendo vítima de violência, crimes, exploração do mesmo modo, o que pode ser feito pelos nossos índios? Se estes cidadãos até café com leite na veia vem recebendo - tamanha a eficiência da formação oferecida - o que estarão recebendo nossos índios?

Na abertura das Olimpíadas o que será contado de nossos legado? Teremos uma história de origem como mostrou os EUA ou a China? Mostraremos o que no  nascimento desta nação? Morros sendo invadidos pelo BOPE, adolescentes dançando funk semi-nuas e índios sendo mortos?

Sra Presidente Dilma Roussef... A senhora teve a audácia de aparecer pessoalmente em um showmício de um candidato a prefeitura de São Paulo, mas não vai pessoalmente observar com seus próprios olhos a situação do povo, nem tão pouco de nossos índios!

São necessárias 50,000 assinaturas e iremos ultrapassar este número para demonstrar nossa indignação quanto a este caso! Pode parecer que as táticas políticas estejam sendo eficientes quanto a ambição dos senhores mas, chegará uma hora em que o povo se manifestará em absolutamente tudo o que diz respeito ao ser humano!





Esta carta é um pedido de socorro da tribo Guarani-Kaiowá

"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.

Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.

Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.

De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.

Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''



Assine a petição e mostre sua indignação contra esta injustiça!

Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo.

http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cjScjbb


Salvemos os índios Guarani-Kaiowá - URGENTE!

sábado, 1 de setembro de 2012

Alterações no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente




Nós mães não simplesmente parimos nossos filhos e largamos eles no mundo! Nós geramos uma Vida e criamos cidadãos! Nos esforçamos para educa-los a sempre seguir o bom caminho, por mais injusto que possa parecer!
40% dos crimes cometidos por menores é contra a vida!
Chega de tanta impunidade que está criando monstros violentos! Não queremos nossos filhos privados de sua liberdade de ir e vir! Não queremos um marginal em meio ao caminho deles para lhes roubar o que lhes é tão precioso, tão precioso para nós também mães: a Vida que eles tem pra viver!

No Brasil a Maioridade Penal é de 16 anos.Com 16 anos é possível dirigir e votar mas,é proibido trabalhar.Quando um adolescente comete um crime -não importa o grau de crueldade -não há punição igual a um adulto que comete as mesmas infrações.

Do mesmo modo,há crianças e adolescentes forçados -por indução de adultos -a cometer crimes e nestes casos,só se tornarão marginais enquanto não houver amparo aos mesmos que,mantidos sob estas condições formam-se criminosos de alta perigosidade.

Adolescentes estão traficando,matando,roubando, praticando violência, estuprando e mesmo que a polícia consiga prendê-los,nossas leis os soltam ou os internam na Instituição CASA que nada mais é que a antiga e falida FEBEM que não recupera delinquentes -ao contrário- os torna marginais mais crueis.

Mobilizamos com esta a nossa sociedade para pedir a revogação do ECA -Estatuto da Criança e do Adolescente- para que se adote o adequamento do julgamento dos menores infratores,de acordo com a decisão de um juiz,que deverá analisar, através de colaboração de psicólogos,o grau de compreenção do menor infrator,levando-se em conta escolaridade,local de residencia,status familiar,bem como o grau de periculosidade do mesmo,de acordo com o grau de gravidade do ato cometido para aplicação de punição legal sem levar-se em consideração apenas sua idade podendo assim responder perante a lei do mesmo modo que um adulto, se o juiz assim entender.

Com esta mudança,consequentemente,obriga-se a proteção e amparo de menores vítimas de crimes de qualquer espécie, aplicando-se rigorasamente as penas previstas a seus algozes.

Assine a petição:
http://www.avaaz.org/po/petition/Alteracoes_no_ECA_Estatuto_da_Crianca_e_do_Adolescente/?cjScjbb


Idade Penal em outros países:


Europa 
Itália – 14 anos 
Polônia – 13 anos 
Reino Unido – 8 anos (Escócia), 10 anos (Inglaterra e País de Gales) 
Rússia – 14 anos 
Ucrânia – 16 anos 

América do Norte 
Estados Unidos – Nos EUA, a maioridade penal varia conforme a legislação estadual. Apenas 13 estados fixaram uma idade mínima legal, a qual varia entre 6 e 12 anos. 
Nos demais estados, a legislação se baseia nos usos e costumes locais, dentro do chamado “direito consuetudinário”, uma “lei comum” que não é escrita, mas que tem força de lei. Na maioria destes outros estados, crianças abaixo de 7 anos não podem ser julgadas[carece de fontes] (ou seja, há uma inimputabilidade absoluta); adolescentes a partir dos 14 anos são julgados como adultos[carece de fontes]; e jovens entre 7 e 14 anos podem ou não ser considerados plenamente responsáveis por seus atos[carece de fontes], conforme uma análise individual de cada caso (inimputabilidade relativa). 

México – 6 a 12 anos, conforme o estado, sendo 11 ou 12 anos para a maioria dos estados; 11 anos de idade para os crimes federais.[carece de fontes] 
Groenlândia - 6 anos a 7 anos. Dependendo da Província, em Nuuk por exemplo a pena é de 6 anos. Na Província de Nordgrønland na cidade de Qaanaaq ao norte da Groenlândia a pena é mais severa, aos 6 anos.[carece de fontes] 

Oriente Médio 
Irã – 9 anos para mulheres, 15 anos para homens 
Turquia – 11 anos 

Ásia e Oceania 
Bangladesh – 7 anos 
China – 14 anos[carece de fontes]. Na China, adolescentes entre 14 e 18 anos estão sujeitos a um sistema judicial juvenil, e suas penas podem chegar à prisão perpétua no caso de crimes particularmente bárbaros[carece de fontes] (chamados no Brasil de “crimes hediondos”). 
Singapura - 21 anos 
Coréia do Sul – 12 anos 
Filipinas – 9 anos 
Índia – 7 anos 
Indonésia – 8 anos 
Japão – 20 anos (14 anos) 
Mianmar (ex-Birmânia) – 7 anos 
Nepal – 10 anos 
Paquistão – 7 anos 
Tailândia – 7 anos 
Uzbequistão – 13 anos 
Vietnã – 14 anos 
África 
África do Sul – 7 anos 
Argélia – 13 anos 
Egito – 15 anos 
Etiópia – 9 anos 
Marrocos – 12 anos 
Nigéria – 7 anos 
Quênia – 8 anos 
Sudão – 17 anos 
Tanzânia – 7 anos 
Uganda – 12 anos
Visit Greenpeace.org to help prevent environmental destruction.