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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Soluções Ambientais ao Alcance de Todos

"Verde que te quero ver sempre" Ana da Cruz

Fiz um estudo do que é possível cada um de nós fazermos. Não há mais como recuperar tudo, mas um pouco quem sabe e preservar o que ainda nos restará. Não tem ONU que dê jeito mais se todos não fizermos nossa parte.


ÁREA RURAL : O SOLO PODE SER RECUPERADO COM SOLUÇÕES SIMPLES E VIÁVEIS

-->> Reflorestamento

Várias espécies de árvores são indicadas para os mais diversos tipos de climas e solos e sua sombra protege o solo, diminuindo o aquecimento, sua copa diminui a velocidade dos ventos, evitando destelhamento e tufões, que normalmente acontecem em regiões com pouca área arborizada de plantio (para uso industrial) ou mata virgem.


-->> Manta Orgânica

Usada em lugares muito frios ou quentes. Material utilizado para cultivo de plantas, como por exemplo fibras naturais biodegradáveis, como coco, juta, palhas e outras, constituídas de membrana especial biodegradável que permite a entrada de água no solo, mas diminui a perda de umidade e o crescimento de ervas invasoras, funcionando como isolantes térmicos para o crescimento de plantas, arbustos e árvores e auxilia no controle da erosão.


-->> Adubação Verde

É usada para recuperar solos e fertiliza-los. Cultivo de planta leguminosa, gramínea, crucífera e outras com a finalidade de proteger e melhorar o solo. Após determinado período, é cortada e parte ou toda deixada sobre o solo, acaba se incorporando ainda verde, promovendo o seu enriquecimento com matéria organica e nutrientes, principalmente nitrogênio, tornando-o novamente fértil.


ÁREA URBANA : MEDIDAS ECOLÓGICAS NA ÁREA EXTERNA DE CASAS E APARTAMENTOS

Ambientalistas buscam alternativas para diminuir os efeitos da poluição e ampliar as áreas verdes nos centros urbanos. As soluções sustentáveis podem estar ao alcance todos.

O ecotelhado além de uma opção estética, oferece conforto térmico e reduz os impactos ambientais. Tanto é que foi apresentado este ano um projeto de lei federal no Brasil que estimula a construção de telhados verdes em cidades com mais de 500 mil habitantes possibilitando a redução da taxa de IPTU.

São Paulo aderiu à essa medida de estímulo, ao exigir de novos condomínios com mais de três unidades agrupadas verticalmente a implantar um telhado verde, uma medida que todo estado devia tomar. Outra alternativa que começa a ser adotada nas cidades é o jardim vertical em paredes externas das construções.

Quem quer colocar a idéia em prática precisa contar com mão de obra especializada e infra-estrutura adequada para não ter problemas de vazamentos, infiltrações, perda de plantas e de terra pela erosão ocasionada pela chuva.

De acordo com o agrônomo José Manuel Linck Feijó, presidente da Associação Telhado Verde Brasil e diretor da Ecotelhado, os revestimentos verdes não são caros e possibilitam fácil manutenção.


-->> Ecotelhado

O Ecotelhado pode ser um jardim suspenso, também conhecido como telhado verde. Esse tipo de cobertura vegetal pode ser instalada tanto em cobertura de prédios (laje) ou sobre telhados convencionais, como o de telha cerâmica, fibrocimento, dentre outros. É possível fazer um telhado com grama ou com plantas.

Os telhados verdes ganharam uma crucial importancia nos centros urbanos trazendo diversos benefícios como: aumento da biodiversidade; redução de inundações com a retenção da água da chuva na fonte (drenagem urbana); limpeza da água pluvial, contribuindo para redução da poluição (alguns projetos incluem o uso da água retida); redução da emissão de carbono e da poluição do ar; diminuição do calor e aumento da umidade do ar; melhoria térmica e acústica em apartamentos e casas; maior durabilidade dos prédios; aumento da área de convívio com a natureza.

Contribui significativamente na pontuação de certificações como LEED.



Em se tratando de uma casa, se não houver laje, troque as telhas por placas de compensado e de espaço a espaço uma ripa, para dar aderência. Além de grama, o telhado verde pode receber flores e - de acordo com a estrutura - pequenos arbustos.

Segundo Márcio de Araújo, diretor do Instituto para o Desenvolvimento de Habitação Ecológica (Idhea), de São Paulo, o ideal é dar preferência a plantas locais mais resistentes à chuva e à estiagem e que exijam pouca rega e poda. Plantas de porte baixo e crescimento lento também podem facilitar a manutenção, que é parecida com a de um jardim comum.

No caso da laje, tanto para casas quanto para prédios, é preciso impermeabilizar a área a ser plantada, impedindo infiltrações, com produtos vedantes ou com canteiros plásticos, já que normalmente, o espaço todo não é aproveitado, tanto no caso de um simples gramado, como de um jardim, quanto de uma horta, pois o suporte de peso é maior. A terra e o adubo para o crescimento das plantas, de 10 a 15 cm de profundidade, dependendo do cultivo.

Os dutos de irrigação e drenagem também fazem parte do projeto de um telhado verde. O preço do metro quadrado de um telhado verde varia de 100 a 150 reais.


Solução em caso de orçamento baixo: pinte o telhado de branco; com isso até 90% da luz solar incidente deixa de ser refletida, diminuindo o uso de ventiladores na casa.


-->> Meu Telhado Verde, Verdinho, Verdinho
Gaiatos e Gaianos - Depoimento.


Não é que ele ficou pronto?!?! O telhado da minha casa está uma beleza de verde! A grama plantada para fixar a terra cobriu toda a superfície e outras várias espécies já apareceram naqueles 15 cm de profundidade: urtiga, dente-de-leão, tomate, laranja, mamão, maracujá, serralha, algumas suculentas e, claro, muito capim braquiária, tiririca e até cogumelos de esterco de gado (sim, aqueles que, se ingeridos, fazem você enxergar bolinhas roxas no elefantinho azul...).

Por que tanta diversidade? Pois é, quando fizemos o mutirão para subir a terra para o telhado, tivemos a “brilhante” ideia de misturar à terra o nosso composto orgânico preparado com o lixo orgânico da minha casa (já faz uns três anos ou mais que não boto lixo orgânico para a prefeitura recolher). Resultado: apareceu de tudo. Sem falar que as chuvas intensas que têm caído sobre Piracaia também têm colaborado bastante...até demais.

Não demorou muito para que surgissem as primeiras mudinhas nascidas de sementes que um dia passaram pela minha cozinha: o mamão formosa do café da manhã (que terá de ser transplantado para o quintal da casa!) , o tomate que foi salada em algum almoço, o maracujá daqueles sucos feitos para relaxar no fim do dia. O mesmo aconteceu com as sementes que estavam no esterco usado para adubar a terra, o que explica o jardim de cogumelos psicodélicos que se formou por alguns dias no meu telhado...



-->> Revestimento de Paredes e Coroamento de Muros
Texto: Raquel Patro


Quem nunca viu uma casa ou um muro verde e ficou encantado? Paredes revestidas com trepadeiras são muito charmosas e combinam com os jardins de estilo europeu, principalmente o inglês. Mas este tipo de utilização requer alguns cuidados, começando pelo tipo de trepadeira escolhida.

Neste caso, somente as trepadeiras com raízes adventícias podem ser utilizadas. Entre estas as mais utilizadas são a unha-de-gato e a falsa-vinha. A primeira exige podas freqüentes, mas permanece verde o ano todo. Já a falsa-vinha muda a cada estação: é verde na primavera e verão, fica vermelha no outono e perde totalmente as folhas no inverno, mas tem baixa manutenção, não exigindo podas.

Quanto mais áspera a parede ou muro, melhor para estas trepadeiras subirem. Ambas só podem ser cultivadas com sol pleno ou meia-sombra e preferem que a construção não tenha acabamento, sendo apenas chapiscada com concreto. A falsa-vinha, no entanto, adere também em paredes com pintura ou com tijolo à vista.

Os muros geralmente são sisudos ou amedrontadores, com cercas elétricas e cacos de vidro, chegando até a ser antipáticos aos pedestres que passam pela calçada. Com uma trepadeira bem conduzida, os muros podem ganhar graciosidade e beleza, pois os contornos naturais e curvilíneos da planta suavizam as linhas rígidas da construção. Além disso, o muro sempre ganha pelos menos alguns centímetros em altura, favorecendo desta forma a privacidade e a proteção contra a poluição.


Neste caso podem ser usadas tanto trepadeiras volúveis e sarmentosas como arbustos escandentes. Só o manejo e o tutoramento serão diferentes. As trepadeiras necessitarão de suportes que as levem até o topo dos muros, indicando o caminho. Estes suportes podem ser fixos ou temporários, disso vai depender a espécie escolhida e suas características. Trepadeiras lenhosas que engrossam o caule com o passar dos anos, dispensarão os tutores depois de bem estabelecidas. Este tipo de trepadeira é o que dá mais altura e corpo ao coroamento dos muros, como as bouganvílias. Coroamentos mais suaves podem ser feitos com ipoméias por exemplo.


Para o caso de áreas de risco de assalto, pode-se escolher uma planta mais agressiva: com espinhos, como unhas de gato, ou que provoque alergia e coceira, como a urtiga.


NO INTERIOR DAS RESIDÊNCIAS SOLUÇÕES ECONÔMICAS E ECOLOGICAMENTE CORRETAS

-->> Reciclar o Lixo. Cada brasileiro em média produz 130kg de lixo por ano. Se separado, 40% é reaproveitado e reduz a emissão de gás carbônico num ano 91 kg por pessoa.

-->> Sacolas de Plástico. Deixar de usar sacolas de plástico que demoram 300 anos para decompor e é responsável por entupimentos e 10% do lixo nos aterros sanitários, além de reduz a emissão de gás carbônico num ano 65 kg por pessoa.

-->> Pilhas Alcalinas. Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos, pois elas incorporam metais pesados e tóxicos. Descarte-as em local apropriado.

-->> Não pague Ar. Use o equipamento que retira o ar da água tratada que entra na sua casa, diminuindo sua conta de água em até 40%.

-->> Economize Energia Elétrica.

a- Não deixar os eletrônicos em standy by economiza até 20% na energia elétrica e reduz a emissão de gás carbônico num ano 42 kg por casa.

b- Trocar Lâmpadas pelas de Luz Fria. Diminui o calor ambiente que contribui para o efeito estufa e reduz a emissão de gás carbônico num ano 51 kg por pessoa.

c- Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez. A cada vez que alguém abre a geladeira além da emissão de gases, há uma sobrecarga elétrica para recompor o ambiente gelado interno.


Ana da Cruz. Soluções Ambientais ao Alcance de Todos. Mural dos Escritores, 17 de outubro de 2010.

domingo, 17 de outubro de 2010

Menstruar é preciso! Poluir não!

Por muito tempo me questionei como a galera feminina da preservação ambiental vive seus dias mentruais. O assunto não é tabú, mas que mulher gosta de menstruar? É meio nojento sim!

Ter que sair de casa vazando sangue, sentar em locais públicos, escolher calças escuras e ficar pensando 24 horas por dia nos riscos de vazamento, se preocupar a noite inteira com a posição que irá dormir, pois se deitar de barriga pra cima ou de bruços, o fluxo vai todo pra trás ou pra frente do absorvente. Já pensou vazar e manchar roupas, lenções e colchão?

E por meses estou eu aqui pensando como resolver o problema da menstruação sem interromper o ciclo natural do corpo... Durante o ciclo menstrual em sua vida a mulher gastará em torno de 10 à 15 mil absorventes que demoram 100 anos para se decompor! Quer dizer: vou morrer e meus absorventes vão ficar aqui na Terra! Bela contribuição vou deixar para a Humanidade!

Para fraldas descartáveis, as fraldas de panos são uma solução. Bem lavadas e devidamente esteriladas à ferro, são ecologicamente corretas. Mas voltar ao tempo da minha mãe e utilizar os famosos forrinhos não dá! Pra quem tem fluxo intenso vai existir o risco de vazamento. Além do que, me perdoe se eu contrariar alguém, mas acho anti higiênico. Já assistiu CSI ou os notíciários onde a perícia encontra com Luminol marcas de sangue mesmo após serem limpas? Você pode quarar, passar ferro, usar água quente, mas pra mim o sangue ainda está lá! Além do mais, o sangue é um grande agente transmissor de doenças: imagina esse monte de absorventes de cada mulher neste planeta (que são a maioria da população) repletos de sangue? E ter que manipular o forrinho no tanque, máquina, debaixo do chuveiro? Não! Não dá pra mim! Menstruar já é algo incomodo e trabalhoso! O sangue não é sujo, mas ainda assim é sangue!

Absorventes poluem e forrinhos além de exigir muitos cuidados fazem um pacotão entre as pernas! Resolvi pesquisar e encontrei no site do Guia Vegano uma solução interessante e não é forrinho. Eu ainda não usei (fiquei sabendo desta agora), mas mês que vem ou no outro irei comprar e experimentar. Postarei minha opinião neste post mesmo.

Enquanto isso, deixo aqui duas notícias sobre duas opções de absorventes ecológicamente corretos! Não custa experimentar se será benéfico ao planeta, né?



Absorvente Ecológico



Você já parou para pensar no lixo gerado pelo uso de absorventes descartáveis? Uma mulher, durante seu ciclo reprodutivo, utiliza de 10 a 15 mil absorventes, que demoraram cerca de 100 anos para se decomporem.
Além disto, os absorventes descartáveis contém substâncias químicas nocivas a saúde da mulher. Muitas mulheres tem alergias e outros problemas por causa disto, mas na maioria das vezes nem se dão conta.


Mas o que é o absorvente ecológico? – São absorventes reutilizáveis e biodegradáveis, produzidos em tecido de algodão. Tem abas que prendem na calcinha tão bem quanto um absorvente descartável. Duram de 6 a 10 anos, conforme o cuidado que se tenha.
Como usar? – É como um absorvente descartável, porém após utiliza-lo, deixar de molho na água por algumas horas (ou de um dia para o outro), sem sabão. Esta água rica em nutrientes pode ser utilizada para regar as plantas e assim você estará reciclando seu ciclo! Depois, você pode lavar direto ou deixar mais um pouco de molho na água e sabão (caso necessário). Para sair as manchas é só deixar quarando no sol com sabão de coco. Pode também ser lavado na máquina de lavar. O absorvente ecológico é como uma calcinha, e deve ser lavado com o mesmo cuidado. Para aumentar a durabilidade utilizar sabão neutro ou de coco e sabão em pó de coco. Não usar alvejantes, além de poluir a água você estará diminuindo a durabilidade de seu absorvente.
Você pode comprar Absorventes Ecológicos na Loja Virtual!

Obs: Texto retirado do site da IPEMA.





Coletores Menstruais


Nada contra homens lerem o artigo, mas a maioria que eu conheço tem verdadeiro horror ao assunto. E nenhum vai efetivamente usar o produto, claro, mas os que se sentirem confortáveis, fico feliz que tomem conhecimento, até para depois conversarem com suas mulheres/namoradas/amigas.

Há algum tempo deparei-me com a questão de alternativas ao uso de absorventes higiênicos, pois segundo informações constantes dos Serviços de Atendimento ao Consumidor das empresas, há obrigatoriedade de testes em animais, baseados na Portaria 1.480 de 1990 da Anvisa.
Além disso, há uma discussão ecológica quanto aos absorventes higiênicos para o período menstrual, que demandam muita matéria prima e processos industriais constantes muito poluentes.

As soluções propostas normalmente são:
a) Para veganos: uso de absorventes descartáveis de fabricação "caseira", ou seja, de microempresas que possuem máquinas de fraldas e absorventes. O fato é que, nesse caso, continua o problema quanto à matéria prima.
b) Para veganos/ambientalistas: o uso de absorventes reutilizáveis, como os "paninhos" da época da vovó ou versões mais elaboradas como o Abiosorvente (que pode ser comprado ou feito em casa, com retalhos de flanela e eventualmente nylon) e LunaPads (mesma coisa, só que importado).

Pessoalmente, eu acho que os absorventes descartáveis realmente gastam ao longo de uma vida muita matéria prima que nem sempre é biodegradável (e demanda uma produção industrial constante). Assim, mesmo que não sejam testados, não são o melhor para o meio ambiente.
E os laváveis, convenhamos, não são a melhor opção pra quem trabalha fora o dia todo (pois é gerado um resíduo "lavável" que tem que ser armazenado até o fim do dia). Além disso, seria necessária uma quantidade grande para trocas constantes. Acho que podem ser utilizados como complementos pra ficar em casa, mas eu não me enquadraria para depender só disso.

Sou de uma geração que cresceu usando absorventes internos como OB e Tampax com certa facilidade e naturalidade. Eu, pelo menos, não me acostumo aos absorventes externos e sempre limitei o uso para o momento de dormir, embora saiba que até hoje os internos não são a opção mais popular no Brasil.

Há algum tempo eu já havia lido em uma revista feminina sobre um coletor chamado "The Keeper" que era feito em borracha (marrom, opaco). Na época (e isso faz - pelos meus cálculos - uns 10 anos), achei a aparência muito estranha e não entendi como se usava (até porque a foto estava genialmente invertida) - além disso, era apresentado como um produto quase "experimental" e que não existia no Brasil. Esqueci o assunto, mas nunca a imagem do produto.

Depois, acabei lendo mais alguns comentários, mas sempre de pessoas curiosas, nunca usuários. Portanto, o fato é: a maioria das mulheres nunca viu, e muito menos usou um coletor menstrual. Só que eu fiquei me coçando de curiosidade por um tempo e fui "obrigada" a comprar um (vivas à internet e à facilidade para adquirir produtos importados). Chegou mês passado, esse é o segundo ciclo que uso e agora me sinto segura pra comentar sobre o assunto.

Então, apresentando o produto pra quem nem sabe do que eu estou falando: uma espécie de "copinho" em material flexível (borracha ou silicone) que não permite absorção: o sangue é coletado e, depois, deve ser descartado (no vaso sanitário, na pia etc).

A aparência de coletores menstruais (com uma ou outra alteração, dependendo da marca) é essa (imagens da Wikipedia):

O local da colocação é este:




Assim - IMPORTANTE - ao contrário de absorventes internos que são colocados próximo ao colo do útero, o coletor fica na primeira parte do canal vaginal. Importante porque ele tem que ficar ao alcance dos dedos, não deve ser forçado para o final - o que, aliás, foi o meu primeiro instinto, justamente por estar acostumada com absorventes internos, o que me deu um probleminha pra tirar o coletor no primeiro dia.

Por incrível que pareça, ele tem um sistema que envolve um pouco de vácuo e os músculos da região e mantém o dispositivo firme no lugar. Ao longo do dia (ou da noite, pois é seguro dormir com ele) ele pode até se mover um pouco para cima, mas isso é normal. Se você colocou do jeito certo, não tem como errar.

E, apesar do tamanho assustar um pouco no começo, ele é fácil de colocar (vc dobra em quatro partes, não fica maior do que um OB depois do uso) - a ordem na figura está errada, olhem no sentido horário pra entender (imagem no Google Images):



Relaxada (pode ser sentada, em pé, com uma perna levantada; da maneira que você se sentir mais confortável), depois de dobrado o coletor, coloque na entrada da vagina, deixe que ele abra (talvez seja necessário puxá-lo um pouco para frente e para trás para que isso aconteça) e com calma continue introduzindo (o apêndice deve ficar logo na entrada da vagina, não mais que isso). Pegue (portanto, mais uma vez, vc tem que conseguir pegar sem muito esforço) a base do coletor e gire (ele deve girar facilmente).

Para tirar, basta segurar o apêndice e, fazendo um pouco de força com os músculos abdominais, puxar um pouco o coletor. Assim que a base estiver ao alcance, aperte o fundo para soltar o ar e retire normalmente (mantenha o copo em pé e não haverá nenhum vazamento).

Após o uso, basta lavar com água e sabão neutro e usar novamente. Em banheiros públicos, é só limpar com um papel úmido e, na próxima troca, lavar completamente.

Pessoalmente, eu me espantei com uma coisa: meu fluxo não é tão gigantesco quanto eu pensava. Sabe o efeito de colocar um pingo de água sobre um pedaço de papel higiênico, que espalha? Mesmo problema de se colocar um absorvente de algodão pra colher sangue...
O coletor tem cerca de 15ml e as chances de você encher o recipiente após usar o dia inteiro são mínimas (talvez nos dois primeiros dias, mas nos outros...). Aliás, o uso máximo é de 12 horas (bem superior aos absorventes internos). Mas, pra garantir, eu tenho trocado 3 vezes (quando eu acordo/banho, depois do almoço e antes de dormir - sim eu uso direto durante a mestruação e, Deus, como eu vivi tanto tempo sem isso?) - em dias muito intensos, tem chegado nos 7,5ml em cada troca. Quando se entende como se coloca realmente, não incomoda em nada. Melhor ainda: não vaza, não incomoda quando se usa o banheiro, não tem uma "cordinha" pouco higiênica no meio do caminho.

Além de ter a praticidade de ser interno (e portanto, biquinis e calças claras/justas ficam liberados), o "pulo do gato" nesse caso é que é um produto reutilizável (lavável - facilmente - o de silicone tb pode ser fervido para esterilização ao final do ciclo ou colocado em água oxigenada por algumas horas antes de guardar pro mês seguinte). E a durabilidade média é de 10 anos... Ou seja, esqueça o absorvente na lista de compras e você nunca mais vai ficar sem absorvente quando mais precisa.

Há pelo menos 5 marcas do produto no mercado:
1) O que eu adquiri (tamanho 1): DivaCup, é feito em silicone, fabricado no Canadá. http://www.divacup.com

2) The Keeper: é o precursor dos modelos modernos (desde 1987), Americano, feito em borracha/látex (a desvantagem é: 1 - o produto é mais feio e deve ter uma rejeição maior; 2 - e mais importante, há pessoas com alergia a Latex). http://www.keeper.com/

3) The Moon Keeper: é o mesmo modelo do The Keeper e do mesmo fabricante, só que em silicone http://www.keeper.com/

4) MoonCup: modelo Inglês, em silicone - http://www.mooncup.co.uk/

5) Lunette: modelo Finlandês, em silicone - http://www.lunette.fi/english_index.html

Há sempre dois tamanhos: o primeiro, para mulheres abaixo dos 30 anos e que nunca tiveram filhos, e o segundo para mulheres acima dos 30 ou que tiveram filhos (parto natural ou cesárea, independe).

O mais engraçado é que não é uma idéia nova, existe desde 1932 (o nome era Daintette, um modelo já obsoleto e que não existe mais). Não sei porque não é mais popular!


Por fim, é bom lembrar que por não ser absorvente e, teoricamente, não alterar o PH e a umidade da área, não existe nada que relacione coletores com Sìndrome do Choque Tóxico - embora eles advirtam na "bula" que quem já teve o problema (relacionado a absorventes internos tipo OB/Tampax) não deve usar, provavelmente por precaução.

Ah, sim, o preço. Paguei cerca de US$ 36,00 com a postagem, mais IOF. Com o dólar cotado a R$ 2,14, paguei pouco menos de R$ 78,00 (cartão de crédito) e recebi dentro do prazo (três semanas). Considerando que é um produto que substitui todos os outros e dura 10 anos - ou um pouco menos, dependendo do tamanho adquirido e da sua idade - é um ótimo custo/benefício.

O único invonveninete do produto é que não pode ser usado por virgens que se incomodem de ter o himen rompido, pois isso acontecerá inevitavelmente.

Espero que o artigo esclareça alguma questão para quem tinha curiosidade e ajude a popularizar o produto.

Renata Octaviani
14/11/2006
www.vegvida.com.br


[Nota: Ser Eco não é moda, mas se você que manter uma vida sustentável com elegância visite a loja virtual Meu Mundo Sustentavel!Visitei e amei os produtos ecologicamente corretos!]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Estudo diz que 10% do PIB dependem de recursos ambientais

Dados da pesquisa apresentada pela ONU mostram que preservação ambiental pode significar crescimento econômico para o Brasil

Cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro dependem de recursos fornecidos diretamente pelo meio ambiente, como nutrientes do solo e água. A informação está no estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que será divulgado, na íntegra, em outubro, na Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), em Nagoia, no Japão. Mais dois países também foram analisados no levantamento. A Índia tem dependência de 16% de recursos do ecossistema, e a Indonésia, 21%.

O estudo tem intenção de mostrar a importância da preservação do meio ambiente na economia dos países. “Apesar da boa vontade e da legislação, continuamos a destruir a biodiversidade, porque não olhamos para os benefícios da conservação em termos econômicos. Àquilo que está na natureza não é dado valor econômico”, afirmou o economista indiano Pavan Sukhdev, coordenador da pesquisa, em evento hoje (14) em São Paulo.

Os dados da pesquisa mostram que a preservação do meio ambiente pode significar crescimento econômico. Segundo Pavan, a economia ligada às “questões verdes” está passando por um forte crescimento. Os “empregos verdes”, relacionados à preservação, terão um incremento, de acordo com o economista, de cerca de 20 milhões de vagas nos próximos anos. O estudo estima que, em 2020, os produtos agrícolas certificados terão um mercado de US$ 210 bilhões, ante US$ 40 bilhões de hoje.


Agência Brasil



terça-feira, 9 de junho de 2009

Siga a Pegada

Por Bruno Loturco e Joana Carvalho, da Revista Sustenta

Consumir produtos orgânicos, dar preferência ao transporte coletivo - ou, no máximo, transporte individual com uso de energia renovável e não-poluidora -, promover a reciclagem e lutar pela manutenção de áreas verdes das cidades. Essa seria a cartilha básica de quem quer ter uma vida correta do ponto de vista da sustentabilidade. Mas não é tão simples assim. Diversas outras ações do dia-a-dia deixam rastros no meio ambiente.

É isso o que propuseram os pesquisadores William Rees e Mathis Wackernagel ao escreverem o livro Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth ("Nossa Pegada Ecológica - Reduzindo o Impacto do Ser Humano na Terra", não lançado no Brasil). A partir desse conceito de "pegadas", é possível estimar como o estilo de vida dos indivíduos se relaciona com a capacidade da natureza de oferecer e renovar seus recursos e absorver os resíduos das atividades humanas.

Esse sistema de medição compara a capacidade de todas as porções de terra e mar biologicamente produtivas à demanda por recursos naturais e os resíduos a serem absorvidos. As áreas consideradas produtivas são aquelas que atendem à demanda humana por comida, fibras, madeira, energia e espaço para infraestrutura. Florestas, lavouras e pesqueiros são produtivos de acordo com essa definição. Desertos, glaciares e o mar aberto, não.

Para calcular o tamanho da pegada de um indivíduo ou de uma corporação, é necessário considerar o material biológico consumido e os resíduos gerados durante um ano. Basta ver qual é o tamanho da área produtiva demandada para a produção e descarte de todo esse material e converter para a quantidade de hectares equivalente. A soma dos hectares necessários para dar conta da demanda é o que define a pegada ecológica.

"Estudos que se baseiam nos padrões da organização Ecological Footprint utilizam hectares globais como unidade de medida, o que torna os cálculos comparáveis", conta Raquel Garcia, da gerência de comunicações da Earth Day Network. "A pegada ecológica pode ser calculada para indivíduos, grupos de pessoas - como um país - e atividades como a fabricação de um produto", complementa.

Pelos parâmetros adotados para essa medição, cada ação, por menor que seja, deixa um rastro. "Não existe impacto zero. A forma de aquecimento da água do banho, por exemplo, já começa a caracterizar sua pegada", explica o consultor ambiental João Paulo Altenfelder, da SEI Consultoria. Escovar os dentes, preparar o almoço, lavar o carro, ir ao cinema são atividades que também influenciam o meio ambiente.

Muitas dessas ações são feitas quase instintivamente pelas pessoas, que acabam desperdiçando recursos sem perceber. "As ações que contribuem para a pegada ecológica são aquelas comportamentais, especialmente as que envolvem consumo de energias não-renováveis, como alimentação, hábitos, consumo, moradia e transporte", explica Francisco Maciel, da Iniciativa Verde. "É preciso repensar as atividades realizadas diariamente, sempre com foco em redução de consumo, reutilização e reciclagem".

Dicas para o dia a dia

Confira algumas ações simples que podem ser adotadas na sua casa, no escritório ou na escola para reduzir o impacto que você provoca no ambiente

Seja minimalista

Um jeito fácil de conservar energia é simplesmente comprar menos para estimular menos o consumo de energia necessário à produção. Ao evitar comprar itens dos quais não precisa, a equação de energia muda ao longo de toda a cadeia.

Troque suas lâmpadas

Lâmpadas fluorescentes compactas duram até dez vezes mais e usam um terço da energia despendida pelas incandescentes. Além disso, desligue as lâmpadas que não estão sendo usadas e priorize a luz natural. Ao trocar as cinco lâmpadas mais utilizadas na sua casa, você reduzirá as suas emissões anuais de gases causadores do efeito estufa entre 100 e 499 kg.


Meu carro, meu mundo

Alguns automóveis consomem mais CO2 do que casas inteiras. A recomendação mais óbvia é priorizar o transporte coletivo, a caminhada, as caronas ou bicicletas. Mas, mesmo que isso não seja viável, é possível reduzir o impacto mudando a maneira de utilizar o carro. Prefira modelos econômicos, híbridos e/ou movidos a álcool. Tendo cuidado com a manutenção do carro - como realizar as revisões em dia -, o desgaste do veículo é menor. Um motor desregulado pode consumir 50% mais combustível e produzir 50% mais CO2.

Essas iniciativas são significativas, pois podem representar redução nas emissões de mais de 500 kg por ano.


Bom senso ao regular a temperatura da casa

Grande parte dos custos de energia vem da necessidade de aquecer ou resfriar as residências. Substitua o ar condicionado pelo ventilador ou ventilação natural.

Se não for possível, troque aquecedores e aparelhos de ar condicionado antigos e mantenha os equipamentos revisados.


Dome seu refrigerador

Geladeiras são responsáveis pelo consumo de 10% a 15% da eletricidade de uma casa. Se possível, substitua seu refrigerador velho, que chega a ser 50% menos eficiente, por um novo. Se tiver mais de um, tente organizar-se para manter apenas um ligado. Também é possível reduzir o consumo regulando o termostato, posicionando a geladeira longe de correntes de vento e do sol. Mantenha o condensador limpo e cheque o isolamento das borrachas para que a porta não deixe entrar calor por frestas.

Verifique os eletrodomésticos

Além de geladeiras, outros grandes consumidores de energia são o aquecedor de água, a lavadora e secadora de roupas e a lava-louças. Para economizar, utilize o modo econômico do aquecedor e o timer para desligá-lo à noite. Quando possível, lave alguns pratos à mão ou espere acumular louça suficiente para lotar a lavadora, que deve utilizar água morna, não quente. Evite deixar os computadores ligados desnecessariamente e os configure para desligar o monitor quando não estiver em uso.


Atenção ao plantar

Plantar árvores é bom, certo? Sim, mas é preciso cuidado. Árvores retiram carbono do ar, mas liberam dióxido de carbono quando morrem. Então, não chegam a ser uma resposta definitiva ao excesso de gás carbônico na atmosfera.

De qualquer maneira, há outros motivos para plantar árvores, como deixar o clima mais arejado e úmido. Há entidades que calculam a quantidade de árvores necessárias - de acordo com a sua rotina e produção mensal de CO2 - e, mediante algum tipo de colaboração, fazem o plantio em áreas de reflorestamento para a reconstituição de ecossistemas naturais devastados.


Pense orgânico

Quando pesticidas químicos são utilizados, eles também matam microorganismos que mantêm o carbono contaminado no solo. Quando eles morrem, alem de liberar CO2 na atmosfera, o solo deixa de ser naturalmente fértil e passa a exigir fertilização química. Além de optar por produtos orgânicos, dê preferência a alimentos produzidos em locais próximos de sua casa e coma frutas e vegetais da estação. Produtos fora de época são trazidos de outras regiões, o que significa poluição com transporte e prejuízo para a economia local. Se possível, mantenha uma horta.


Cuide da água

É o recurso mais impactado pela atividade humana, pois está relacionado a quase tudo o que se consome e produz. Por isso, o cálculo da pegada contempla a poluição de rios, lagos e oceanos por meio da geração de esgoto e do descarte de resíduos. Para reduzir esse problema, deixe a torneira fechada ao fazer a barba, escovar os dentes ou lavar a louça. Só abra ao enxaguar. Além disso, nunca use mangueiras para lavar calçadas, quintais e carros e junte bastante roupas antes de lavar e passar.


Evite imprimir

Reduza ao máximo o consumo de papel. Priorize o e-mail, não imprima se for possível ler na tela do computador e, sempre que possível, utilize papel reciclado ou o verso de folhas já usadas. Separe papéis e papelão para reciclagem. Isso vai ajudar você a reduzir as emissões de gases em até 100 kg por ano.






FONTE: YAHOO


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