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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Para crianças que não gostam de legumes e verduras


Aproveitando o mês do Dia das Mães quero falar de um tema que a primeira vista parece falar apenas de alimentação mas, que exemplifica bem o que é ser mãe!

Muitas mães - principalmente as de primeira viagem - tem enorme dificuldade em fazer seus filhos comer legumes, verduras e frutas. É normal por causa da visão das crianças sobre tudo. As crianças se atraem por coisas coloridas e com aparência interessante para a realidade delas.

Convenhamos: alguns legumes e verduras não tem aparência interessantes principalmente depois de cozidas. O sabor também nem sempre é agradável ao paladar dos pequeninos que preferem guloseimas...

Meus filhos também me deram bastante trabalho em consumir determinados alimentos naturais. Hoje não dispensam nas refeições e tem até um que é daquele tipo '- Quero brócolis!'.

Para que eles chegassem a este ponto usei a Intuição de Mãe! Mãe sabe do que os filhos gostam mesmo quando terceiros dizem o que é certo ou errado para cada período. Mãe que é mãe segue a intuição não conselhos externos. 

Não é apenas as características da aparências que passam geneticamente ou por influências: nossas manias, nossa personalidade, nossos gostos acabam sendo herdados por nossos filhos, isto é, o que você gosta de comer ele também vai gostar. O problema é que quando adultos já temos uma consciência mais desenvolvida e não importa como a abobrinha chega no seu prato, se você gosta vai comer. Com a criança não é assim porque a comida precisa 'conquistar' o paladar e a apreciação da criança. Mãe sente o que o filho precisa e gosta.

Os japoneses consomem muitos alimentos crus e in natura então, apresentam os pratos decorados em forma de bichinhos para que primeiramente as crianças comam com os olhos. Sendo divertido elas comem o que estiver no prato. Os pratos onde colocam os alimentos sempre são coloridos ou com ilustrações no fundo. É como uma surpresa: depois de comer as crianças descobrem o desenho no fundo do prato. 

Por isso a dica é disfarçar os alimentos até que o paladar seja conquistado. Por exemplo: não gosta de maçã, faça Torta de Maçã. Não gosta de Banana, faça um Bolo de Banana ou empane em pedaços e frite servindo como petisco. Não gosta de Cebola, Escarola ou Rúcula? Faça bolinhos com estes ingredientes bem picadinhos e ensine-os a mergulhar em catchup ou Molho Shoyo. Se usar Hashi - aqueles pauzinhos japoneses - fica mais divertido pra comer é motiva. Não gosta de Berinjela? Faça uma Lazanha com ela! 

O importante é que aquele alimento que seu filho não gosta seja apresentado de modo mais interessante que o habitual. Que tenha sabor tão bom quanto guloseimas. Meus filhos não gostavam de cenoura. Não insisti! Passei a fazer bolos, bolinhos fritos para conquistá-los. Somente quando passaram a gostar do sabor é que passei a fazer salada de cenoura, mas não a apresentava de qualquer modo.

Pra ficar mais simples de compreender e a intuição das mamães ficar bem inspirada, vou deixar 4 receitinhas simples. Elas foram testadas e aprovadas por crianças da minha família. (Meu sobrinho detesta cenoura mas a minha salada ele devora!)

Lembrete: nunca diga o que está servindo até que a criança prove. Só responda - se  for perguntada antes - depois que provar e perceber que ela apreciou. Se perceber que há uma resistência, misture com algo que a criança goste.



Abobrinha Flocada

Ingredientes:

1 abobrinha bem grande ou duas médias ralada
Azeite para refogar
Cebola picadinha
Alho picadinho
Sal a gosto
1 colher de sobremesa de açúcar
2 a 3 ovos batidos
1/2 xícara de leite

Preparo:

A aparência da Abobrinha em rodelas não é agradável para muitas crianças então, você vai ralar com um ralador.

Irá refogar normalmente no azeite, depois da cebola e do alho no ponto. No processo vai soltar bastante água mas ajuda a cozinhar bem. Quanto mais cozida melhor. Tempere com sal e outro tempero que esteja sempre presente em seus pratos e deixe no fogo.

Quando a água estiver quase evaporado toda (dependendo da abobrinha nem sempre seca toda água), você vai pegar os ovos batidos temperados com sal, o açúcar e o leite. Após batido jogue na abobrinha e misture até que fique flocos de ovos misturados a abobrinha no mesmo método que se faz ovos mexidos.

Pronto! Sirva misturado ao arroz mais outro prato que tenha preparado. O açúcar com o sal quebra aquele sabor estranho e desconhecido no paladar das crianças.O leite dá certa leveza aos ovos e possibilitará que cada pedacinho de abobrinha seja envolvida nesta gemada.

Aquele verde todo vai ficar bem clarinho e entrará em contraste com o amarelo dos ovos deixando uma aparência agradável.



Bolo de Cenoura

Ingredientes:

4 cenouras cruas
4 xícaras de farinha de trigo peneirada
2 ovos
1 xícara de óleo
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó
2 colheres (sopa) de açucar

Preparo:

Raspe as cenoura para retirar a casca superficialmente e corte para facilitar pois você vai bater no liquidificador junto com os ovos e o óleo. Dependendo da cenoura irá sair muito ou pouco suco neste processo então, se ver que será necessário acrescente 1/2 xícara de chá de água.

Depois de batido, despeje em uma tigela onde já deve estar a farinha peneirada, o fermento e o açucar misturados.

Mexa bem gostoso até que fique uma massa homogênea. Despeje em uma forma untada e enfarinhada. A receita cabe bem em formas com furo no meio.

Não diga do que foi feito o bolo até que elas provem ou perguntem. Se ainda assim houver resistência, cubra com calda de chocolate ou leite condensado.



Saladinha de Cenoura

Ingredientes:

Na primeira vez use 

2 cenouras pequenas ou 1 grande raladas bem pequenininhas
(conforme a criança apreciar aumente a quantidade pois vão comer muito, rs)
Cebola bem picadinha (a quantidade depende do quanto usará de cenoura: que seja proporcional)
Sal a gosto
Maionese o suficiente para misturar e criar uma pasta


Junte todos os ingredientes e misture bem.

Embora seja muito simples o preparo a dificuldade está em inserir a saladinha no cardápio de seu filho. Você vai usar estratégias!
No início vai usar esta salada noso sanduiches em vez de utilizar apenas a maionese sozinha.

Conforme a apreciação poderá ser misturada ao arroz ou como acompanhamento. Para ficar ainda mais interessante pode-se acrescentar Alface Amaricana picada.



Bolinhos com Arroz

Ingredientes:

(em quantidade proporcionais)
Folhas picadas de Rúcula  ou Espinafre ou Escarola
Cebola picadinha
Se preferir, alho bem ralado
Cenoura ralada
Uma porção da sobra do arroz

Você vai misturar estes ingredientes a uma massa de:

Farinha - o suficiente para dar liga
1 pitada de sal
1 ovo
1/2 xícara de leite ou o bastante para criar uma massa um pouco grossa
1 colher (sopa) de fermento em pó


Misture bem tudo. Aqueça óleo limpo para fritar. Utilize duas colheres: uma para pegar a massa e a outra para soltá-la dentro do óleo.
Frite até dourar.

Sirva em porções com um molho onde você mistura maionese, catchup e mostarda (a quantidade de mostarda é inferior aos demais). Misture e passe o bolinho no molho para comer. Este molho fica com gosto de cachorro-quente. Fica muito bom também com outros molhos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sete temperos naturais que você precisa experimentar


POR CAROLINA GONÇALVES 

Temperos naturais são conhecidos por oferecem uma alternativa mais saudável ao excesso no uso de sal ou a formas de preparo prejudiciais à saúde - um refogado à base de ervas, por exemplo, pode ser bem mais saboroso do que uma fritura. "Os temperos naturais realçam o sabor do prato e acrescentam mais nutrientes, como ferro, vitaminas e fibras, sem aumentar quantidade de gordura", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Sociedade Brasileira de Nutrologia, de São Paulo. Muita gente torce o nariz para os sabores mais conhecidos, como coentro ou pimenta do reino, e, por não gostar deles, acaba deixando temperos naturais de lado. Mas que tal dar uma segunda chance para o seu paladar e experimentar temperos diferentes que, provavelmente, você nunca usou, mas que trazem benefícios à saúde. 


Pimenta síria - Foto Getty ImagesPimenta síria

Composta de pimenta da Jamaica, pimenta do reino, cravo da Índia e noz moscada, a pimenta síria é muito utilizada em pratos árabes, mas também pode ser acrescentada a carnes e sopas. Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA) afirmam que as pimentas contêm uma substância chamada capsaicina, capaz de prevenir o acúmulo de gordura abdominal. De acordo com o estudo, as pimentas são termogênicos naturais: sua ingestão eleva a temperatura do organismo, o que pode aumentar o gasto calórico. Os resultados foram publicados no periódico Digestive Diseases and Sciences. De acordo com o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, a capsaicina também possui um efeito anti-inflamatório, ajudando a tratar infecções. 

Uma pesquisa realizada na Universidade Miguel Hernández, na Espanha, demonstrou o cravo-da-índia é um potente antioxidante, combatendo os radicais livres e prevenindo o envelhecimento. "Já a noz moscada está presente no tempero apenas para dar sabor e aroma a preparação, não tendo benefícios diretos à saúde", diz o nutrólogo. 


Cúrcuma - Foto Getty ImagesCúrcuma

Um estudo feito pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer de Cork, na Irlanda, e divulgado na revista British Journal of Cancer, descobriu que a cúrcuma pode ajudar a destruir células cancerígenas na garganta em até 24 horas após a ingestão do tempero. Segundo os pesquisadores, a cúrcuma funciona como alternativa no tratamento do câncer no esôfago. 

A cúrcuma é o pigmento amarelo extraído de uma flor chamada açafrão e combina muito com peixes, arroz, massas e frango. "O tempero possui efeito anti-inflamatório e antioxidante, ajudando a fortalecer a imunidade e prevenir o envelhecimento", afirma a nutricionista Juliana de Oliveira, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). "No entanto, se consumida em altas doses ela pode irritar o estômago, principalmente em gestantes". 


Mostarda em grão - Foto Getty ImagesMostarda em grão

Comumente usada na forma de condimento, a mostarda apresenta muito sódio e conservantes quando consumida em sua versão industrial. A nutricionista Juliana explica que a mostarda em grão, ou a semente de mostarda, apresenta uma quantidade de nutrientes maior que a sua folha, usada na preparação dos molhos. "Por estar no solo, o grão de mostarda é rico em minerais, em especial o selênio, que é um poderoso antioxidante", diz. "Esse benefício só pode ser aproveitado por meio dos grãos da mostarda, já que os antioxidantes se perdem nas outras partes da planta". Você pode acrescentar os grãos de mostarda a molhos, carne de porco e peixes. 


Gergelim preto - Foto Getty ImagesGergelim preto

A diferença do gergelim preto para o normal é que o primeiro possui uma concentração maior de nutrientes, principalmente o cálcio. "Ele também é uma boa fonte de proteínas e ômega 3, ajudando no combate ao colesterol e garantindo efeito anti-inflamatório", diz Roberto Navarro. Você pode usar o gergelim preto em saladas, carnes e até sopas. 





Tomilho - Foto Getty ImagesTomilho

Esta erva é muito versátil e pode ser usada em praticamente qualquer receita. "O tomilho contém ação antisséptica, protegendo o corpo das bactérias e é uma ótima opção para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações no trato digestivo", diz a nutricionista Juliana. Estudos recentes afirmam que a planta também é rica em flavonoides e manganês, poderosos antioxidantes.


sementes de cardamomo - Foto Getty ImagesCardamomo

Nativas da Índia, as sementes de cardamomo são da mesma família do gengibre, por isso possuem efeito anti-inflamatório. "Pesquisas mostraram que o cardamomo ajuda a diminuir a oxidação das células do fígado, protegendo o órgão de infecções e doenças", afirma o nutrólogo Roberto. As sementes de cardamomo podem ser acrescentadas ao café ou então para aromatizar pães, carnes, pudins, doces, saladas de frutas e licores. 


Gengibre - Foto Getty ImagesGengibre seco

Conhecido por fortalecer a imunidade e por seus efeitos anti-inflamatórios, principalmente contra infecções de garganta, o gengibre foi recentemente relacionado ao tratamento de dores musculares. Um estudo publicado no The Journal of Pain descobriu que o consumo de gengibre pode aliviar as dores causadas pelos exercícios em até 25%. Segundo os pesquisadores, a ingestão diária do gengibre não ajuda a aliviar as dores musculares imediatamente após a atividade física, mas sim nos dias posteriores, levando a crer que ele pode atenuar a progressão diária da dor muscular.

O gengibre em sua forma seca possui uma concentração maior de nutrientes, porém o seu gosto fica ainda mais forte. "Por conta disso, ele deve ser usado com cuidado nos pratos (chás, pães, saladas, massas e sopas) para não deixá-los com um ardor excessivo", diz Roberto Navarro. "Além disso, ele possui uma potente ação antioxidante, combatendo os radicais livres até mesmo prevenindo doenças degenerativas, como o Alzheimer." 

FONTE: Minha Vida

sexta-feira, 13 de julho de 2012

13 motivos para consumir chia, a semente da vez

Sementes minúsculas - uma seria a ponta de um grão de arroz - mau dá pra mastigar nem tão pouco sentir seu sabor. As sementes de Chias são riquíssimas em Ômega 3, fibras, ferro e diversos outros nutrientes.

POR CAROLINA GONÇALVES
Fonte: Minha Vida




Novidade nas prateleiras brasileiras, a chia, uma semente encontrada no sul do México, está prometendo um caminhão de vantagens para a saúde. Riquíssima em uma série de nutrientes, o grão também pode ser um grande aliado da dieta. 

Ela está disponível no mercado de três formas: óleo, farinha e grão inteiro. O óleo pode ser usado como temperos de saladas e pratos em geral, e a farinha ou o grão podem ser adicionados em iogurtes, vitaminas, tortas, bolos, saladas, sucos, entre outras receitas.

"A porção diária recomendada é de 25 gramas, o equivalente a uma colher de sobremesa", diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Caso você passe um pouco dessa recomendação, não há grandes problemas, mas é importante não exagerar e manter sempre a dieta equilibrada, pois a chia é um tanto calórica - são 164 calorias por porção da semente. Confira tudo o que essa colherzinha diária pode fazer pela sua saúde! 


semente de chia - foto Getty Images


Efeito tira-fome 
A semente de chia é rica em fibras tanto solúveis quanto insolúveis. A nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, conta que essas fibras ajudam a regular o trânsito intestinal, evitando ou tratando a prisão de ventre, por exemplo. Enquanto a aveia possui 9,1g de fibras a cada 100g do grão, a chia tem 13,6g de fibra. "Ela também proporciona mais saciedade, pois em contato com líquido no interior do estômago forma uma espécie de 'gel' que dilata o estômago, ajudando também no emagrecimento", explica.

coração - foto Getty Images
Ômega-3, o amigo do coração 
É, sem dúvida, o carro-chefe nutricional da chia. A porção de semente de chia tem nada menos que 400% da nossa necessidade diária de ômega-3. É claro que quando pensamos em ômega-3, logo nos lembramos de peixes, principalmente o salmão, que é muito rico desse nutriente. Porém, de acordo com as nutricionistas, 100 gramas da semente de chia têm oito vezes mais ômega-3 que um pedaço médio de salmão.

De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, esta gordura do bem é responsável por afastar de perto as doenças cardiovasculares. Ela reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, diminui o colesterol circulante no sangue e também aumenta a sensibilidade à insulina. "Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial", completa a nutricionista.

Além de todos esses benefícios, o ômega-3 é importante para fortalecer o sistema neurológico, além de evitar depressão e aumentar a absorção de nutrientes. 
idoso se exercitando - foto Getty Images
Mais cálcio que o leite 
Essa é para os intolerantes à lactose e precisam de uma fonte de cálcio segura - segundo a nutricionista Vivian Goldberger, do Emagrecentro, 100 gramas da semente de chia (equivalente a sete colheres de sopa) tem seis vezes mais cálcio que meio copo de leite integral - que tem em média 246 mg do nutriente. "O cálcio presente na chia ajuda na formação da massa óssea, evitando a osteoporose", explica a nutricionista Roseli Rossi. Uma porção de semente de chia (25 gramas) tem cerca de 21% das nossas necessidade diárias de cálcio. 
espinafre - foto Getty Images
Mais ferro que o espinafre 
Uma ótima notícia para quem torce o nariz para espinafre e outros vegetais ricos em ferro, ou mesmo sofre de anemia ferropriva - necessitando, portanto, ingerir boas fontes de ferro. De acordo com a nutricionista Vivian Goldberger, 100 gramas da semente de chia oferecem três vezes mais ferro que a mesma quantidade de espinafre, por exemplo. Para ilustrar melhor: uma porção da semente tem 67.8% das nossas necessidades diárias em ferro.  
músculos - foto Getty Images
Proteínas para os músculos 
Ótima para quem faz atividade física e precisa de uma boa fonte de proteínas para a reconstrução muscular, 100 gramas da semente de chia carregam 16g de proteína em sua composição. "Enquanto em 100 gramas de arroz integral cru há 8 gramas de proteína e no milho verde cozido há 3 gramas, por exemplo", conta a nutricionista Roseli Rossi. A vantagem da superdose é que a semente ajuda na manutenção de massa muscular, fornece mais energia para as células nervosas e ainda pode complementar as necessidades proteicas - uma porção da semente de chia tem 8.6% das nossas necessidades diárias nesse nutriente. 
mulher pensando - foto Getty Images
Carrega magnésio 
Essencial para o pleno funcionamento do nosso cérebro e ligações cognitivas, o magnésio também está muito presente na semente de chia. "Em comparação com 100 gramas de brócolis, a semente de chia tem 15 vezes mais magnésio", conta a nutricionista Vivian Goldberger. A porção possui 27.9% das nossas necessidades diárias desse nutriente. 
vitamina a - foto Getty Images
Vitamina A para os olhos
A porção diária da semente de chia possui cerca de 20% das nossas necessidades dessa vitamina. "Ela melhora sistema imunológico e protege a pele e os olhos contra o processo de envelhecimento", conta a nutricionista Roseli Rossi. 
alongamento - Foto Getty Images
Potássio contra câimbras
Esse nutriente tem grande participação na ação muscular, sendo essencial para quem pratica exercícios físicos todos os dias. De acordo com as nutricionistas, 100 gramas da semente de chia têm duas vezes mais potássio que duas bananas grandes. Nesse caso você pode até consumir a dupla junto, garantindo potássio de sobra para a atividade física. Uma porção de chia tem 6.4% das nossas necessidades diárias de potássio. 
meditando - foto Getty Images
Vitaminas do Complexo B 
A semente de chia também possui em sua composição a niacina, a tiamina e a riboflavina, todas vitaminas do complexo B. Elas são fundamentais para o pleno funcionamento do nosso sistema nervoso, além de auxiliar no metabolismo das nossas células, fazendo com que nosso organismo todo funcione melhor. A porção da semente tem 13% das necessidades diárias de niacina, 4.6% das de riboflavina e 30% das de tiamina. 
idosos - foto Getty Images
Antioxidantes contra radicais livres
A semente de chia possui ácido cafeico e ácido clorogênico, ambos antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, combatendo o envelhecimento celular e prevenindo nosso organismo contra diversas doenças, inclusive o câncer. 
criança crescendo - foto Getty Images
Manganês extra
A porção da semente de chia tem 63.5% das necessidades diárias de manganês. "Esse nutriente participa na síntese de várias reações enzimáticas, além de estimular o crescimento dos ossos e do tecido conjuntivo", conta a nutricionista Roseli Rossi. 
pele saudável - foto Getty Images
Cheia de zinco
Esse nutriente melhora nossa imunidade, paladar, olfato e visão. Também promove a liberação do hormônio do crescimento e ajuda na formação de colágeno. Na porção de chia você encontra 12.3% das necessidades diárias de zinco. 
comendo - Foto Getty Images
Rica em cobre 
"Ele facilita a absorção do ferro, é catalisador na formação da hemoglobina, melhora imunidade e ajuda na formação de elastina e colágeno", conta a nutricionista Roseli Rossi. A porção da semente possui 30.5% das necessidades diárias de cobre. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

MILHO (CABELO DE MILHO)

Resumo
Planta medicinal diurética utilizada contra infecções urinárias e cálculo urinário, encontrado geralmente em cápsulas ou decocção.

MilhoNome
Nome: Milho, cabelo de milho, barba de milho, estigma de milho
Nome latim: Zea mays
Nome inglês: maize, corn (cornsilk=stigmate)
Nome francês: Maïs, blé d'Inde (Canada), gaude, blé de Turquie
Nome alemão: mais
Nome italiano: mais, Zea mays, granoturco
Nome espanhol: maíz

Família
Poaceae (gramíneas).

Componentes
Amido (em grande quantidade), flavonóides, alcalóides, glicosídeos, saponinas, potássio.

Partes utilizadas
Estigma do milho, muitas vezes excede o topo do milho. Popularmente chamado de "cabelo de milho".

Efeitos
Diurético, estimulante da secreção biliar, promove o tratamento de feridas e sedativo.


Indicações 

- infecções do trato urinário (cistite)

- cálculo urinário (por exemplo, pedras na bexiga)

- gota

- retenção de líquido (inchaço)



Efeitos secundários
Sem efeitos colaterais conhecidos com uma dose normal, por favor, leia a bula e consulte um especialista.

Contra-indicação
Este fitoterápico não é indicado para pessoas com inflamação da próstata. Leia a bula e consulte um especialista.


Interação
Não há interações conhecidas.


Preparações
- Cápsulas 

- Decocção

- Chá (infusão): 1 colher de chá de estigmas de milho por xícara

- Tintura 


Onde cresce?
O milho cresce no mundo, mas especialmente nos países quentes. Os maiores produtores de milho no mundo em 2008 [de acordo com Wikipedia.org] eram os Estados Unidos, China, Brasil e Argentina. Estima-se que o milho é nativo da América tropical.

Quando colher?
Há colheita de milho geralmente é feita no verão (no Brasil, em abriu quando semeado em outubro).

Observações interessantes
- O milho é uma planta largamente cultivada no mundo, como alimento para seres humanos e animais, os famosos cereais matinais são feitos a partir do milho.

- O milho, especialmente os estigmas de milho são tradicionalmente usados para facilitar as funções digestivas e excreção urinária, é principalmente o efeito diurético dos estigmas que age favoravelmente em doenças tais como infecções do trato urinário.

- Os astecas usavam grãos de milho em forma de decocção para lutar contra a disenteria. Outros povos como os maias usavam em forma de cataplasma contra queimaduras.

Fonte: Cria Saúde

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Plantas medicinais da Amazônia para todos

Publicação coloca ao alcance do público resultados de discussões com cientistas e experiência acumulada sobre as plantas de uso medicinal da região Amazônica.


"Erva de passarinho", planta medicinal da Amazônia


Por Vanessa Brasil - Museu Goeldi

Fruto de extensa pesquisa e experiência botânica produzida por mais de 30 anos, a terceira edição do livro Plantas Medicinais na Amazônia apresenta informações científicas e da cultura popular colhidos pela pesquisadora do Museu Goeldi, Maria Elisabeth van den Berg. Com ilustrações e tabelas, a publicação expõe nomenclaturas, descrições e usos de 31 famílias botânicas que contem espécies medicinais, visando oferecer uma base de dados científicos confiáveis para o incremento de pesquisas na área.

Ao longo das suas 266 páginas, o livro busca resgatar e sistematizar cerca de 365 espécies vegetais conhecidas e utilizadas na Amazônia, com a preocupação de mostrar o seu lugar dentro dos grupos taxonômicos, atualizando a sua classificação botânica. De acordo com a autora, foi comprovada a necessidade desse estudo devido ao grande número de nomes vulgares que definem espécies diferentes de plantas, o que induziria ao erro e provável problema no uso de medicamentos com tais espécies.

Exemplos disso são a "erva de passarinho" que designa duas espécies diferentes, assim como o "elixir paregórico", e a "alfavaca" que abrange pelo menos três espécies. Além dessas, também são descritas na publicação espécies como as pimentas de macaco e do reino, o cipó d'alho e o alecrim, entre muitas outras.

Elaboração - "A idéia [do livro] era disponibilizar a todas as pessoas interessadas, seja do ponto de vista cultural, preservacionista, comercial ou industrial, uma contribuição útil e precisa dos nossos recursos, tão cantados e debatidos, às vezes de modo superficial e equivocado", explica Elisabeth van den Berg no prefácio desta terceira edição.

Segundo a ex-diretora do Museu Goeldi Ima Vieira, que assina a apresentação desta edição, desde a sua primeira edição em 1982, o livro é referência para estudiosos, professores, estudantes e a sociedade civil em geral. "Tenho a convicção que esta obra clássica ficará para a história da produção científica brasileira, e estimulará a realização de outros estudos desse gênero", afirma Vieira.

O material estudado durante a elaboração da pesquisa que gerou a publicação, em sua maior parte, é oriunda da coleção viva da autora, de coletas realizadas em feiras, a exemplo da Feira do Ver o Peso em Belém (PA), ou em outros estados da Amazônia Legal. Esse material está depositado nos herbários do Museu Goeldi e da Embrapa Amazônia Oriental. A publicação foi ilustrada por Carlos Alvarez e a foto da capa é de Maria Lúcia Morais.

Museu Goeldi/EcoAgência

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Banana-da-terra e brócolos contra doença de Crohn

por Sara Pereira, Publicado em 27 de Agosto de 2010
Dieta adequada pode bloquear uma fase-chave do desenvolvimento da doença, que afecta 6 mil portugueses



Todos os anos, cerca de 100 crianças e jovens são acrescentados à lista de doentes de Crohn em Portugal - neste momento já há 6 mil casos registados no país. A doença caracteriza-se por inflamações intestinais crónicas - sobretudo do intestino delgado - que provocam dor, sangramento e diarreias, e pensa-se que é causada em parte por factores genéticos e em parte por factores ambientais. Como a alimentação. Uma investigação recente revela que alimentos como a banana-da-terra e os brócolos aumentam as defesas contra as inflamações da doença de Crohn.

Os doentes de Crohn apresentam números acima do normal de uma variedade da bactéria
E. coli, uma vez que o organismo não tem capacidade para combater as bactérias em excesso. Essa mutação da bactéria aloja-se nas paredes do intestino através das células M, que funcionam como portas para o sistema linfático. Os cientistas do Centro de Pesquisa Biomédica (BRC) de Liverpool, Reino Unido, fizeram testes clínicos para descobrir que tipos de alimentos influenciam a capacidade de penetração da bactéria e se os que têm influência positiva sobre a doença podem ser usados para a combater. Jon Rhodes, um dos cientistas envolvidos no estudo, explica que "a doença é mais vulgar em países onde a alimentação é pobre em fibras e rica em alimentos industriais".

Uma empresa de pesquisa de aplicação médica de alimentos, a Provexis, está já a estudar em parceria com a BRC a produção de um alimento à base de fibras de banana-da-terra que tenha efeitos na remissão e na prevenção da doença.
Sara Pereira

Fonte: I Online

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