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Centelhas de Luz - Destaque pra vocês!

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cavalos-marinhos podem desaparecer em 10 anos pelo uso excessivo na medicina chinesa

OSMAIRO VALVERDE DA REDAÇÃO DE BRASÍLIA

Ambientalistas dizem que as criaturas podem desaparecer dentro de 10 anos se o ritmo continuar.


Kealan Doyle é autor de um novo documentário sobre a medicina chinesa. Os cavalos-marinhos são tidos como importantes na cura de dezenas de doenças que vão da impotência sexual e calvície até problemas renais.

Estima-se que o número de cavalos-marinhos tenha caído 80% desde o ano de 1990. As filmagens do documentário registraram em um único mercado especializado mais de 150 milhões de unidades do animal. O comércio de cavalos-marinhos para uso medicinal está crescendo em diversos países, além da China que é o maior consumidor.

De acordo com o documentário de Doyle, apenas um único supermercado chinês vendeu 20 milhões de unidades em um ano. “Visitei lojas que tinham 30.000 cavalos-marinhos secos em sacos empilhados do chão até o teto”, em entrevista ao DailyMail.


Controvérsia: vários medicamentos chineses incluem produtos exóticos, como chifre de rinoceronte. Foto: Reprodução/DailyMail

Segundo o documentarista, mais de 70 países exportam cavalos-marinhos para a China. “Muitas pessoas agora podem comprar mais animais do que podiam antes”. O pesquisador comenta ainda da prática de transformar o animal em comprimidos.

Doyle comenta que, devido a enorme demanda, filhotes do animal que eram poupados estão sendo capturados e vendidos. Ele afirma ter encontrado na China comprimidos de cavalos-marinhos moídos onde os pais dão para os filhos tomaram na crença equivocada de estarem estimulando o crescimento, além de ser consumido por mulheres chinesas de classe média com intuito de ser um substituto natural do Botox, devido aos elevados níveis de colágeno que ele possui.

O documentário será exibido dia 24 de agosto no canal britânico Eden.

FONTE:Jornal Ciência

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O mar precisa dos seus cabelos

[Depois de ler a notícia sobre um vazamento de óleo que ocorre na Nova Zelândia, resolvi publicar estes dois artigo de grande importância: um explica como surgiu a ideia e como funcionam as esponjas feitas com meias de náilon e cabelos humanos, o outro explica como você pode ajudar na doação de cabelos e meias de náilon.]



Suzana Bizerril Camargo - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 05/01/2009


Tufos de cabelos que antes eram jogados no lixo por salões de beleza ganham uma utilidade nobre: estão sendo usados para limpar vazamentos de óleos. A ideia nasceu nos Estados Unidos, onde a organização Matter of Trust transforma os cabelos em tapetes absorventes

Quando em 1989 o cabeleireiro Phill McCrory assistia a um dos maiores desastres ecológicos da nossa história, o acidente com o cargueiro Exxon Valdez, em que 40 milhões de litros de óleo cru foram derramados no mar do Alasca, o americano ficou surpreso como o pelo dos animais, principalmente das focas, absorvia o óleo rapidamente. McCrory decidiu então testar como era a reação do cabelo humano à substância. Logo descobriu que a fibra capilar era extremamente eficiente para esse fim. Nasciam aí os tapetes feitos de cabelo para limpar vazamentos de óleo.

O americano se juntou a uma organização não-governamental, a Mattter of Trust, sediada em San Francisco, para tornar o projeto viável. Com divulgação apropriada, logo salões de beleza do mundo inteiro começaram a enviar restos de cabelo para a ONG. “Recebemos cabelo de salões americanos, canadenses e também de lugares tão distantes como Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra. Uma vez recebemos milhares de rabos-de-cavalo de estudantes de escolas na Ásia, África do Sul, Venezuela e, até mesmo, do Brasil”, conta Lisa Gautier, fundadora e diretora da Matter of Trust.

Estima-se que um único salão de cabeleireiros corte quase meio quilo de cabelo diariamente, por isso, certamente, não há falta de matéria-prima para os tapetes. A organização recebe, em média, 3 mil quilos de cabelo por semana. O material é enviado em caixas ou pacotes pelo correio para a organização ou diretamente para a fábrica onde os tapetes são produzidos. A única ressalva é que nada esteja misturado aos tufos de cabelo - nenhum grampo, clip, presilha, nada. “Se algum tipo de lixo estiver junto com o cabelo, ele pode danificar as máquinas que confeccionam os tapetes”, explica Lisa.

Parcerias com fábricas têxteis permitem que os cabelos sejam transformados nos tapetes absorventes, produzidos em diversos tamanhos, conforme a demanda. Outros tipos de pelos animais e fibras naturais também são eficientes para a confecção, como pelos de cachorro e de cavalo, além da lã das ovelhas. Cada metro quadrado do tapete sai por cerca de 4 dólares e o custo do programa é financiado por doações e pela venda dos tapetes para prefeituras, governos e empresas. “Esperamos que a marinha americana compre os tapetes para ter em seus navios”, diz a diretora da Matter of Trust.

Quando há um acidente com vazamento de óleo, empresas petrolíferas e navais são as responsáveis pela limpeza do meio ambiente. Entretanto, detergentes e esponjas de nylon usadas para limpar o óleo são feitas com ... óleo! “É um círculo vicioso, mais óleo para remover óleo”.

Os tapetes absorventes já foram usados em desastres ambientais nos Estados Unidos, Coréia e em países da América Central. Quando houve um vazamento de 200 mil litros de combustível, na capital das Filipinas, Manila, em 2006, milhares de detentos de uma prisão cortaram os cabelos para ajudar na limpeza do mar.

O cabelo humano pode ser utilizado para outros fins, também pouco conhecidos. Após usados na limpeza do óleo, os tapetes absorventes, contendo lixo tóxico, podem ser incinerados ou transformados em fertilizantes. Misturados com compostos de lixo orgânico e minhocas, depois de alguns meses, os tapetes se transformam num excelente fertilizante – sem sinais residuais de substâncias tóxicas. A fibra capilar também libera gradualmente na terra proteínas, ótimas para o crescimento das plantas. Os tapetes podem ser usados ainda para corrigir o problema da erosão solar. Colocadas no solo, as fibras se umidificam, mas reduzem a evaporação da água, permitindo que sementes cresçam.

“Todos os anos acontecem aproximadamente 2.600 derramamentos de óleo no mundo, que atingem principalmente áreas muito pobres. Em todos esses lugares há restos de cabelo e lixo orgânico. Com esses recursos, as pessoas que vivem nesses locais podem fazer a diferença para a própria vida”, acredita Lisa Gautier. Seja limpando rios e lagos próximos, ou produzindo fertilizante natural, essas comunidades podem utilizar uma matéria-prima simples e barata para fazer a diferença no meio ambiente.

NÚMEROS E FATOS ALARMANTES

Veja aqui alguns dados fornecidos pela ONG Master of Trust e que dão bem a dimensão dos problemas causados pelo descarte irresponsável de óleo no mundo:
- 2,6 milhões de litros de óleo são jogados no mar todos os anos. A maior parte vem do uso doméstico;
- manutenção e limpeza de navios são responsáveis por jogar no oceano cerca de 500 milhões de litros de óleo;
- 234 milhões de litros de óleo emergem do fundo do mar num movimento natural da natureza;
- um grande acidente pode jogar no oceano aproximadamente 140 milhões de litros de óleo.



Cabelos e pêlos de animais são a nova solução encontrada pela ONG Matter of Trust, sediada em São Francisco (Califórnia), para conter o óleo que tem chegado às praias do Golfo do México desde o dia 22 de abril, após o afundamento da plataforma de petróleo Deepsater Horizon, da British Petroleum. Uma semana depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos calculava o vazamento de cerca de 5 mil barris de petróleo por dia.

A Matter of Trust explica que os cabelos são muito eficientes na absorção de óleos, inclusive de petróleo. Por isso, eles estabeleceram parcerias com fazendeiros e cabeleireiros de todo o mundo para conseguir reunir quantidade suficiente de fibras naturais e limpar as praias. Até agora, cerca de 370.000 salões de beleza estão coletando cabelos para a campanha e mais de 200 toneladas de fios chegam à sede da ONG diariamente.

Colocados em meias de náilon, por voluntários, como na foto acima, os cabelos serão deixados na areia das praias.

Para fazer uma doação, preencha o formulário* no site da Matter of Trust. Depois, coloque seus cabelos – de qualquer tipo, desde que sejam da cabeça – em um saco de lixo e armazene em uma caixa. É importante doar cabelos limpos, ou sua capacidade de absorção de óleo já será reduzida. A ONG também aceita pêlos de animais, mas alerta que não seja enviado lixo junto ao material, afinal voluntários vão manusear os fios. Eles também aceitam doação de meias compridas de náilon, em caixas separadas.

O endereço da ONG é enviado por e-mail depois que a pessoa faz o cadastro no site.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ESTAMOS DESTRUINDO O PLANETA....

Enviado por Maria José Cândida


Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.


Foto do vórtex
No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


Ocean Plastic
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
Tartaruga deformada por aro plástico
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.


Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico


E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.
Visit Greenpeace.org to help prevent environmental destruction.