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domingo, 28 de setembro de 2014

Porquinho deficiente volta a andar

Animal seria sacrificado devido a um problema físico, mas acabou sendo doado como pet a um orfanato depois da milagrosa recuperação


A mãe do filhote foi fundamental para a sua recuperação
A mãe do filhote foi fundamental para a sua recuperação
Crédito: Reprodução/ Daily Mail

A história desse porquinho poderia ser tema de um filme de superação. O animal nasceu com uma deficiência nas patas traseiras que o impedia de andar e acabaria sendo sacrificado em breve. Na fazenda onde nasceu, no Colorado, Estados Unidos, Amanda Kopp, dona do animal, decidiu poupar a vida do bichinho na última hora, e poucas semanas mais tarde, o suíno passou a andar.

Toda a recuperação do pequeno foi acompanhada por sua dona, que em entrevista ao jornal britânico Daily Mail contou que a mãe do porquinho recusava-se a deixá-lo desistir e o incentivava a levantar, erguendo-o com o focinho. Não satisfeita, a mamãe coruja encorajava seu filhote a andar mesmo quando ele desistia, usando a boca para colocá-lo em pé. “Era emocionante ver o empenho do porquinho que até se cansava de tanto tentar”.

Amanda contou à publicação que a mãe do animal parecia consciente da situação do pequeno e grunhia como se dissesse “Vamos, levante, eu sei que você pode conseguir”. Para a alegria de sua dona, milagrosamente, o pequeno finalmente deu seus primeiros passos. E com o objetivo de servir de exemplo de superação para crianças carentes, o porquinho foi doado a um orfanato na Suazilândia, na África, onde será o mais novo bichinho de estimação de crianças que passaram por problemas e abusos.

Fonte: PetMag

Os 5 animais mais inteligentes do planeta

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Entre os animais domesticados, o porco é o mais inteligente – Foto: flickr.com/peterpearson



Dizem que, nós, seres humanos, somos os mais inteligentes do reino animal – se bem que, levando em consideração as intermináveis guerras, os danos causados ao planeta e a violência de modo geral, essa afirmação possa ser bastante questionada. Mas, além de nós, os chimpanzés, gorilas, orangotangos e outros primatas têm também cérebros já bastante sofisticados e praticam ações que demonstram um grau de inteligência bastante elevado. E fora os primatas, outras espécies parecem ser também bastante desenvolvidas. A lista é surpreendente:

1. O porco

Provavelmente você está surpreso, mas é isto mesmo: entre os animais domesticados pelo Homem, o porco é o mais inteligente do planeta. Por incrível que pareça, as pesquisas comprovam que as habilidades do porco chegam a superar as dos cachorros e gatos. Eles entendem como funciona um espelho, por exemplo. Numa experiência realizada há alguns anos, alguns porcos foram treinados para movimentar um cursor com os focinhos, numa tela de vídeo, e a diferençar imagens que já tinham visto, de outras que estavam vendo pela primeira vez. Eles foram mais bem sucedidos do que chimpanzés.

2. O polvo

Você se lembra daquele polvo, o “Paul”, do Aquário Marinho (Sea Life Centre) de Oberhausen, na Alemanha? Aquele que fez sucesso durante a Copa do Mundo, na África do Sul, acertando muitos resultados de jogos? Pois bem, está provado que, da mesma forma que os porcos são os animais mais espertos entre as espécies domesticadas, os polvos são os mais inteligentes entre os invertebrados. Testes com labirintos e resolução de problemas provaram que esses octópodes possuem memórias de fatos recentes e remotos. Eles conseguem abrir frascos, apertar parafusos e até pegar um sanduíche dentro de uma cesta. São os únicos invertebrados que são capazes de usar ferramentas. Alguns foram vistos pegando cascas de coco e transformando-as em abrigos.

3. O corvo

“Nevermore!” (“Nunca mais!”) dizia essa ave, no poema “The Raven” (“O Corvo”), de Edgar Allan Pöe. Sim, o corvo é capaz de imitar o som de algumas palavras, como o papagaio. Em diversas lendas, o corvo aparece como um trapaceiro ou portador de maus presságios, mas, na realidade, eles são bastante inteligentes. Como os polvos, eles são capazes de usar ferramentas simples, armazenar alimentos para o inverno e memorizar experiências para uso em circunstâncias futuras. Um deles foi observado usando a folha dura de uma árvore, como se fosse uma faca, para fazer nozes caírem numa rua movimentada e serem esmagadas pelas rodas dos automóveis, para que eles pudessem comer as sementes. Notável, não? Eles também podem reconhecer pessoas e lembrar-se dos seus rostos durante anos.


4. Os golfinhos

Estes, com toda certeza, são um dos animais mais inteligentes de toda a espécie animal. Parece até que eles têm uma linguagem própria e, através dela, se comunicam entre si. Cientistas fizeram diversas tentativas para decifrar essa linguagem, mas, até agora, não obtiveram sucesso. Quem já viu esses cetáceos se exibindo em aquários, sabe que eles são capazes de obedecer a inúmeros comandos dos seus treinadores. Há alguns anos, pescadores viram golfinhos arrancando pedaços de esponjas do mar e envolvendo seus narizes com eles, para evitar escoriações.


5. Os elefantes

Esses paquidermes extremamente inteligentes vivem em sociedades complexas, nas quais prevalece uma hierarquia e demonstram solidariedade com outros animais. As fêmeas, quando grávidas, reconhecem e comem certo tipo de erva que induz o parto. Usam ferramentas para diversas finalidades. Certa vez, um grupo de elefantes foi visto atirando pedras com as trombas em cercas eletrificadas para cortar a corrente. Por ocasião da morte de um membro do grupo, seguem rigorosos e complicados rituais fúnebres e costumam visitar os túmulos dos falecidos.



Nos humanos: Inteligência & Instrução


Entre nós, humanos, é preciso fazer uma distinção entre a verdadeira inteligência e o simples raciocínio (instrução, memória, cultura ou erudição). Existem intelectuais estúpidos e analfabetos geniais e a recíproca é verdadeira. Inteligência é uma questão de sensibilidade de espírito e isso não se aprende na escola.

Fonte:Animal Planet

O porco passado a limpo

A humanidade adora bacon e lingüiça, mas deposita tudo o que é de ruim e nojento na reputação dos suínos. Será que esses espertos animais merecem ser tratados tão mal?


por Marcos Nogueira
  
Sujo, imundo, grosseiro, torpe, imoral, obsceno, malfeito. Eis alguns dos sentidos que os principais dicionários atribuem à palavra “porco”. Então a humanidade odeia porcos? Nem tanto. Especialmente se falarmos de lingüiças, salames, presuntos e afins – neste ano, os rebanhos suínos do mundo inteiro devem ser transformados em 103,6 milhões de toneladas da carne favorita do planeta.

Enquanto isso, a imagem do animal vivo patina para sair da lama. Babe, o leitão-prodígio do cinema, ganhou a simpatia da audiência, mas ter um porco de estimação ainda é coisa para gente muito excêntrica – inclua nessa lista o superastro George Clooney. No meio acadêmico, os estudos concentram esforços na melhoria da produção de carne. O naturalista Lyall Watson, que passou a infância na companhia do javali-africano Hoover, é uma exceção: admirador sincero dos suínos, dedicou a eles o livro The Whole Hog – Exploring the Extraordinary Potential of Pigs (em tradução livre, “De Cabo a Rabo – Explorando o Potencial Extraordinário dos Porcos”, inédito no Brasil).

Na opinião do sul-africano Watson, o porco é tão vilipendiado quanto incompreendido. “A triste verdade é que sabemos muito pouco sobre porcos; e pouco do que pensamos que sabemos é verdadeiro.” A lama dos chiqueiros esconderia um animal dotado de inteligência notável – comparável à dos golfinhos, elefantes e grandes primatas. Anos-luz à frente de cabras, vacas e ovelhas. Um degrau acima dos cachorros.

Por falar nisso, Watson sustenta que caninos e suínos foram domesticados mais ou menos à mesma época, entre 12 mil e 10 mil anos atrás. Se o porco não é o melhor amigo do homem, pelo menos é um dos mais antigos. Mas que raio de amizade é essa, em que um dos camaradas quase sempre acaba na panela? Em primeiro lugar, há evidências arqueológicas de que o homem primitivo usava cães como alimento – e só parou ao descobrir que o porco é mais saboroso. Segundo, a associação com os humanos foi lucrativa para a espécie. A dinâmica da evolução não dá a mínima para o indivíduo: graças ao sacrifício de seus semelhantes, os porcos se espalharam por todos os continentes e hoje somam 1 bilhão no mundo inteiro.




A sociedade suína


Em The Whole Hog, Lyall Watson propõe uma definição bastante ampla de porco. Ela inclui os porcos domésticos, suínos selvagens como o javali e até mesmo a queixada e o cateto, animais das Américas que têm cara e focinho de porco, mas apresentam peculiaridades anatômicas que os colocam em outra família, os taiassuídeos. Em comum, todas essas espécies desenvolveram estruturas sociais complexas e sistemas de comunicação engenhosos.

O porco carrega a fama de ser sujo e fedorento. Não é bem assim. “Eles usam a lama para reduzir a temperatura corporal”, diz a engenheira agrônoma Jacinta Ferrugem Gomes, da USP, especialista em suínos. Descendente do javali eurásico, o porco doméstico se sente à vontade em temperaturas entre 16 e 20 graus Celsius. Acima dos 25 graus, o calor fica insuportável para o bicho, que, para piorar, não tem glândulas de suor. Nessa situação, qualquer um mergulharia de trampolim numa piscina de lama – embora os suínos dêem preferência a tocas cavadas no solo quando estão em condições selvagens.
Até para usar o banheiro o porco tem suas inibições. “Eles defecam somente em alguns lugares,  estabelecem ‘latrinas’ em pontos consensuais, mesmo em ambientes severamente limitados”, diz Lyall. Isso pode ser verificado em criações comerciais. “Construímos as baias respeitando o comportamento do animal: o comedouro fica sempre do lado oposto ao do local de defecar e urinar”, afirma Jacinta. Se alguns chiqueiros são imundos, é porque os homens os mantêm assim.

E os cheiros? Eles são essenciais na comunicação entre os suínos, que os produzem aos montes. Cada animal possui, espalhadas pelo corpo, nove glândulas que secretam substâncias odoríferas fundamentais para a coesão do grupo. “Membros do mesmo bando, que compartilham muitos dos mesmos genes, acabam por ter um tipo de ‘odor de colméia’, algo que permite a membros de uma vara reconhecer uns aos outros em um nível inconsciente”, afirma Watson. São códigos que nós não temos a capacidade de decifrar – talvez porcos achem repulsivo o aroma do Chanel n° 5.

Uma vara de porcos -– domésticos ou selvagens – deixa suas marcas cheirosas por onde quer que passe. Além do mais, suínos não são particularmente silenciosos. Tudo isso, em tese, ajuda os predadores, pois faz da localização dos animais uma tarefa fácil. Mas o benefício de manter o grupo unido acaba por ser maior que o custo. Estar no meio da multidão sempre aumenta as chances de sobrevivência. Há também aqueles que contra-atacam, como as queixadas da América do Sul. Essas criaturas vivem em bandos de até 200 indivíduos equipados com dentes fortes o bastante para quebrar castanhas-do-pará. Quando acuadas por jaguatiricas, onças ou humanos, as queixadas põem-se em formação circular e fazem um “arrastão” contra o predador -– que pode se dar muito mal caso não consiga fugir.

Porcos domésticos não costumam ser tão agressivos, mas têm lá seus rompantes de delinqüência. Como conseguem delimitar um círculo social de até 30 animais, entram em parafuso em grupos grandes demais. “Eles começam a formar subgrupos e adotar um comportamento de gangues, em que um bando hostiliza o outro”, diz Jacinta. A hierarquia da sociedade suína é linear: há um indivíduo dominante, um segundo mais poderoso e assim até chegar àquele que não apita nada. No topo da sociedade, alguns machos constituem haréns com dez “esposas”, em média. Os outros aguardam a vez de desafiar os machões do pedaço e conquistar seu próprio mulherio. Ou não: “Machos subjugados por todos os outros podem passar a agir como fêmeas”, diz Jacinta. “Mas o homossexualismo é mais comum em fêmeas com tendência dominante.”


Javalins no quintal


O homem pré-histórico não domesticou porcos, mas javalis. Os dois animais pertencem à mesma espécie, a Sus scrofa (o porco caseiro é a subespécie Sus scrofa domesticus) e podem cruzar entre si. Todos os porcos são descendentes de javalis eurásicos e guardam sua herança genética. De acordo com Lyall, a transformação se deveu a dois fatores. Um deles foi a seleção feita por criadores, que priorizavam animais com características como orelhas caídas (geralmente mais dóceis – os ferozes javalis têm orelhas em pé) e facilidade de ganhar peso. O outro fator teria sido a adaptação do próprio javali ao confinamento: com comida abundante, não há por que brigar por alimentos – assim foram diminuindo tanto os dentes quanto o instinto de usá-los contra alguém. No mais, a cabeça encolheu, as pernas ficaram mais curtas e a pelagem praticamente sumiu.

Acontece que, se você deixar porcos abandonados à própria sorte, eles começam a se comportar como seus ancestrais – e a parecer com eles. “Em algum lugar de seus genes, eles guardam as instruções básicas necessárias para se tornarem novamente animais selvagens e livres, com pêlos eriçados e um comportamento muito mau”, afirma Lyall. Quanto demora a metamorfose? Uma geração é o suficiente: leitões subnutridos tendem a desenvolver cabeças maiores que as de seus pais.

O que chamou os javalis para perto dos humanos foi a nossa comida. E também a bebida. Em alguns sítios arqueológicos da Idade da Pedra foram encontradas pedras aparentemente usadas para moer grãos, mas nada parecido com um forno. Supõe-se, então, que nossos antepassados descobriram o prazer da cerveja antes mesmo de aprender a fazer pão. “Os subprodutos da fabricação de cerveja devem ter sido muito atraentes para os porcos, é algo que eles podem farejar a quilômetros de distância”, diz Lyall. É possível que, àquela altura, o homem primitivo já tivesse duas boas desculpas para largar mão da vida de nômade: cerveja e um companheiro de copo – o porco, já que cães não têm o mínimo interesse por produtos fermentados.

As criações de suínos passaram a fazer parte da paisagem dos assentamentos humanos, da China à Mesopotâmia e à Grécia. Em algumas civilizações, eram considerados divindades. Em outras, porém, foram rotulados como impuros. Esses tabus contra os porcos persistem até hoje entre judeus e muçulmanos. Para Lyall, o fato de essas religiões terem sido forjadas no Oriente Médio tem tudo a ver com a rejeição aos suínos. Porcos comem basicamente os mesmos alimentos que nós – e não grama, como fazem cabras e ovelhas. Em áreas desérticas, seria economicamente inviável manter animais que disputam com o homem a pouca comida disponível, com o agravante de que porcas não produzem mais leite do que o suficiente para amamentar seus filhotes. Além disso, os primeiros judeus e muçulmanos eram tribos de pastores em um mundo onde era essencial manter a identidade de grupo – assim, a abstenção de carne suína também funcionava como um modo de diferenciar esses povos dos agricultores comedores de porco.

Em ambientes menos hostis, porcos garantiam a subsistência dos menos afortunados. Na Europa medieval, eles eram a única fonte de carne vermelha ao alcance de um homem pobre – a banha também tinha seu valor num tempo em que óleos vegetais eram uma coisa bastante rara. Esses animais eram criados nos quintais das casas, sendo alimentados com restos de comida e excrementos humanos. A figura do porco caseiro resistiu até meados do século 20, mas só nas áreas rurais. Nas cidades grandes, eles desapareceram um século antes, mas não sem a resistência da população. “Porcos foram encontrados até mesmo dentro das casas, sob as camas”, escreveu o filósofo alemão Friedrich Engels sobre Londres em 1845, quando as autoridades locais decidiram que, pelo bem da atmosfera britânica, moradias humanas não deveriam ser também chiqueiros. Os animais eram atirados às ruas. Para imaginar como a cidade ficou após a “dessuinização” dos lares, pense numa horda de porcos famintos revirando o lixo em frente ao Big Ben.

O continente americano conheceu seus primeiros suínos verdadeiros na segunda expedição de Cristóvão Colombo às “Índias Ocidentais”, em 1493. Outros navegadores também desembarcavam por aqui os porcos que sobreviviam ao cozinheiro do navio. Esses animais curiosos não demoraram a se embrenhar nas matas e regredir ao estado selvagem. O resultado é que hoje, além dos taiassuídeos como o cateto e a queixada, as Américas abrigam suas próprias variedades de porcos-do-mato.

Foi graças ao Novo Mundo que a criação de suínos sofreu uma revolução: a descoberta do milho americano como ração permitiu a manutenção de rebanhos de tamanhos antes impensáveis. Os colonos do Meio-Oeste dos Estados Unidos perceberam que seus animais amaram a nova dieta, que tinha a vantagem de engordar os porcos como nenhum outro alimento. O Corn Belt, cinturão de milharais que ocupa uma imensidão no coração da América do Norte, só existe porque os americanos adoram bacon no café da manhã – e um pouco de sucrilhos.


Um animal especial


“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” Porcos foram os animais escolhidos pelo escritor inglês George Orwell para tomar o poder na fazenda do livro A Revolução dos Bichos, de 1946. Napoleão e Bola de Neve, a dupla suína de tiranos, era claramente inspirada nos líderes da Revolução Soviética – mas, na visão do naturalista Lyall, a opção de Orwell por esse animal não ocorreu ao acaso. Para ele, porcos são realmente mais iguais que os outros bichos.

“Sob o zoomorfismo da história que sustenta sua proposta ideológica, Orwell exibe um conhecimento preciso do design biológico”, diz Watson. De fato, entre os animais de uma fazenda, suínos seriam mais elegíveis ao posto de líder que, digamos, ovelhas ou galinhas. Mas, para azar deles, sua esperteza é um tanto difícil de ser exibida.

O porco leva uma enorme desvantagem em relação ao gorila e ao chimpanzé, animais mais comumente associados à noção de inteligência: não possui patas capazes de manipular objetos ou criar instrumentos. Para explorar o mundo, ele se vale de seu focinho, que está longe de ter o tamanho e a diversidade de movimentos da tromba do elefante. Suínos também carecem da agilidade e da rica expressão corporal do golfinho. Porcos são animais presos a um corpo muito pouco especializado.

Por isso, precisam se adaptar para aproveitar ao máximo o ambiente. A chave da inteligência suína, segundo Watson, é o hábito de comer de tudo. “Onívoros nunca param de investigar e estão sempre à procura de qualquer coisa que possa lhes trazer alguma vantagem.” Essa curiosidade requer uma memória espacial desenvolvida: porcos são aparelhados não só para localizar fontes de alimentos, mas também para achá-las novamente depois de longos intervalos.

Porcos brincam entre si, mesmo quando adultos. “Alguns animais, nos momentos de tédio aparente, começam a correr atrás dos outros, simulando brigas”, afirma a bióloga Cibele Biondo, da USP, que estuda o comportamento dos catetos. A engenheira agrônoma Jacinta, que trabalha com porcos domésticos, também observa esse comportamento: “Eles ‘jogam bola’ e são capazes de usar um pneu pendurado no teto como balanço”. Para Lyall, as brincadeiras são pré-requisitos para aquisição de uma série de habilidades sociais. “Brincar parece ser uma atividade necessária para o cérebro saudável – tanto de porcos quanto de humanos”, diz.

E às vezes o cérebro do porco pode nos dar rasteiras. Em 1914, o psicólogo Robert Yerkes, da Universidade Yale (em Connecticut, Estados Unidos), submeteu diversos animais – incluindo porcos e humanos – a um teste de memorização de padrões em que uma recompensa era escondida em diferentes compartimentos a cada vez. Os suínos foram excepcionalmente bem na prova, matando a charada mais rapidamente que muitos dos voluntários humanos.

Não, porcos não são mais inteligentes que nós. Mas um olhar atento pode revelar similaridades assombrosas entre as duas espécies. “Se queres conhecer teu corpo, mata um porco”, diz um provérbio português. As semelhanças anatômicas estão no trato digestivo, nos dentes, no fígado, no coração. Porcos também são suscetíveis a algumas das mesmas doenças que acometem os humanos – como câncer, reumatismo e artrite –, além de responder da mesma forma a muitos medicamentos. Por isso, eles se destacam entre as cobaias nas pesquisas médicas de transplantes ou de novas drogas.

A humanidade encara o porco como um bicho que está aí para nos servir. Milhões deles são sacrificados o tempo todo, seja para nos prover alimento, seja para salvar as vidas de nossos doentes. É perturbador perceber que esse animal tem muitas coisas em comum conosco – e enxergar que já houve vida inteligente nos pertences de uma feijoada.


O incrível universo suíno


O que Tio Sam, WallStreet e a bomba atômica têmem comum? Porcos!

FARO PRECIOSO

Porcos – porcas, aliás – são exímios localizadores de trufas, fungos subterrâneos cujo quilo chega a 2 200 dólares no mercado de comidas finas. Essas criaturas desenvolveram uma curiosa associação com os suínos: produzem uma substância idêntica à que os porcos machos exalam na época do acasalamento. Quando uma fêmea no cio passa sobre a trufa, pensa que há um parceiro sexual sob a terra e põe-se a cavar. O fungo é desenterrado e dispersa seus esporos antes de acabar na cozinha de um restaurante estrelado

SOPROU E COMEU

Nas primeiras versões da fábula Os Três Porquinhos, Heitor e Cícero são devorados pelo Lobo Mau. O refúgio na casa de tijolos do porco Prático só surgiu mais tarde, por revisionistas que achavam a história violenta demais para crianças

ECONOMIA SUÍNA

A invenção do cofre em forma de porquinho é atribuída ao engenheiro Sebastian la Pestre, que viveu na França do século 17. Ele calculou que, em dez anos, um porco pode produzir 6 milhões de descendentes – e decidiu que não havia modelo melhor para ensinar uma criança a juntar dinheiro

O FUGITIVO

Em 2002, um porco de 115 quilos fugiu do “corredor da morte” ao escalar e pular do muro de 1,80 metro que cercava um abatedouro na Escócia. A polícia local o capturou em uma floresta após dois dias de perseguição. O animal foi adotado por um fazendeiro, teve a vida poupada e recebeu o apelido de McQueen, homenagem ao ator Steve McQueen, astro do filme de prisão A Grande Fuga

PORCA NUCLEAR

Outro fugitivo famoso foi uma leitoa chamada Pig 311. Ela saltou de um navio no mar próximo às ilhas Marshall, no oceano Pacífico, nadou vários quilômetros até a praia e passou o resto da vida no zôo de Washington, Estados Unidos. Tornou-se um animal de 272 quilos, normal em tudo, exceto por um detalhe: era estéril. Especula-se que isso se deva ao fato de ela ter feito uma escala no atol de Bikini no exato momento em que os americanos testavam uma bomba nuclear

BOLSA DE LEITÕES

Wall Street (“rua do Muro”), centro financeiro de Nova York, deve seu nome a uma paliçada que separava as fazendas de porcos do centro urbano da ilha de Manhattan no século 17

SAM, O PORQUEIRO

O personagem Tio Sam, símbolo dos Estados Unidos, foi inspirado no empresário Sam Wilson, que enviava carne de porco salgada às tropas americanas na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Cartunistas da época o desenhavam de cartola em um cartaz que dizia “Tio Sam está alimentando o exército”


O porco em números


A matemática suínana história, na geografiae até na astronomia

• Uma corda feita com todas as lingüiças e salsichas produzidas no planeta em um ano seria longa o suficiente para ir 3 vezes da Terra à Lua e voltar
• No Brasil, há um porco para cada 5 habitantes
• 1 bilhão é a população global de suínos
• A Dinamarca é campeã mundial em consumo de carne suína: cada cidadão consome em média 77 quilos por ano
• 48 leitões diferentes foram usados para “interpretar” o papel principal do filme Babe, o Porquinho Atrapalhado
• Em Londres, no século 19, havia 5 porcos para cada habitante
• 20 mil dólares é o preço que um porco de estimação da raça potbelly pode custar
• Morto e desmembrado, um porco se divide em: 18% de pernil, 16% de toucinho, 15% de lombo, 12% de copa-lombo, 10% de banha, 3% de costelinhas e 26% de outros cortes

Fonte: Superinteressante

Porcos são tão inteligentes quanto cães, dizem cientistas



Porcos são tão inteligentes quanto os cachorros, dizem os cientistas. Porque então comemos um e não o outro?
Porcos são tão inteligentes e sociáveis ​​como os cães, dizem os cientistas. No entanto, uma espécie recebe afeição e carinho enquanto a outra encara o caminho para o abate, para se tornar bacon, presunto e costelas suínas.

Buscando tirar proveito sobre essa disparidade, os defensores dos direitos animais estão lançando uma campanha chamada “The Someone Project” que tem como objetivo destacar a pesquisa retratando os porcos, galinhas, vacas e outros animais como mais inteligentes e emocionalmente complexos do que geralmente se acredita. A esperança é que mais pessoas possam ver esses animais com a mesma empatia que vêem cães, gatos, elefantes, macacos e golfinhos.

"Quando você perguntar às pessoas por que elas comem galinhas e não gatos, a única coisa que eles podem argumentar é que acham que os cães e gatos são cognitivamente mais sofisticados do que as espécies que comemos - e nós sabemos que isso não é verdade", disse Bruce Friedrich da Farm Sanctuary, organização de proteção dos animais e em defesa dos veganos, que está a coordenando o novo projeto. 

Vegetarianismo genético: Genes podem explicar por que algumas pessoas não gostam de carne de porco

"O que isso se resume é que as pessoas não conhecem os animais da maneira que conhecem os cães ou gatos", disse Friedrich. "Nós somos uma nação de amantes dos animais, e os animais que encontramos são, com mais frequência, os animais que pagamos para outras pessoas matarem, para que possamos comê-los”

Lori Marino, cientista-chefe do projeto e professor de psicologia na Universidade de Emory, já fez várias pesquisas sobre a inteligência de baleias, golfinhos e primatas . Ela pretende rever a literatura científica existente sobre a inteligência dos animais, identificar áreas que justifiquem uma nova pesquisa e preparar relatórios sobre suas descobertas, que serão distribuídos em todo o mundo por meio das mídias sociais, vídeos e palestras em conferências científicas.

"Eu quero ter certeza de que tudo isso é levado a sério", diz Lori. "A questão não é a classificação desses animais, mas sim a reeducação das pessoas sobre quem eles são. Eles são animais muito sofisticados".

Para Lori e Friedrich, ambos veganos, o projeto tem dois objetivos: construir apoio público mais amplo para o tratamento humanizado aos animais de fazenda e aumentar o número de americanos que optam por não comer carne.

"Este projeto não é uma forma bruta de transformar pessoas em veganas do dia para a noite, mas sim de dar a eles uma nova perspectiva, e talvez fazê-las sentir um pouco desconfortáveis [em comer carne]", diz Lori.

"Talvez as pessoas poderiam pensar: 'Humm, eu não sabia que vacas e porcos podem reconhecer uns aos outros e ter amigos especiais'", disse ela. "Isso pode fazê-las sofrer um pouco, mas tudo bem". 

Tecnologia: Cientistas criam sistema para ler as emoções dos animais

As principais associações que representam os produtores de frango e carne de porco dizem que os agricultores que eles representam tomaram atitudes para minimizar o tratamento cruel de animais de fazenda.

"Enquanto os animais criados para alimentação têm um certo grau de inteligência, Farm Sanctuary está tentando humanizá-los para divulgar a agenda vegana – e acabar com o consumo de carne", disse David Warner, do Conselho Nacional de Produtores de Carne de Porco. "Os veganos têm o direito de expressar sua opinião – e nós respeitamos esse direito – eles, porém, não devem forçar o estilo de vida deles em outras pessoas".

Gwen Venable, da Associação de Aves e Ovos dos Estados Unidos disse que aves fornecem uma valiosa fonte acessível de proteína.

"Os consumidores devem poder escolher sua comida com base nas suas próprias preferências alimentares e necessidades nutricionais, sem ser indevidamente influenciados pela campanha de qualquer grupo", ela escreveu em um e-mail. "Nós não sentimos que a campanha da Farm Sanctuary é razoável, porque o objetivo final da campanha seria erradicar as aves e suínos das dietas dos consumidores."

Thomas Super do Conselho Nacional de frango disse que os esforços para vincular animais de fazenda com animais domésticos foi parte de uma estratégia para criar uma "sociedade livre de carne." Ele também afirmou que os agricultores e as empresas envolvidas na criação de galinhas têm interesse em assegurar que eles são saudáveis ​​e bem tratados.

Enquanto o “The Someone Project” vai abranger várias espécies de animais de fazenda, os porcos tendem a ser um dos temas principais, dada a amplitude dos estudos anteriores que dizem respeito à inteligência e comportamento deles. Alguns pesquisadores dizem que as habilidades cognitivas dos porcos são superiores às crianças de 3 anos de idade, bem como para cães e gatos.

A ONG PETA (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) tem uma seção no site intitulado "As Vidas Ocultas dos Porcos", que retrata os porcos como animais sociais, brincalhões e protetores, com um vocabulário de mais de 20 diferentes óincs, grunhidos e guinchos.

"Os porcos são conhecidos por sonhar, reconhecer seus próprios nomes, aprender truques como sentar para um divertimento e levar vidas sociais de uma complexidade anteriormente observada apenas em primatas", diz o site. "Assim como seres humanos, os porcos gostam de ouvir música, brincar com bolas de futebol e receber massagens".

O site relata notícias de porcos salvando a vida de seres humanos ameaçados e pulando de caminhões com destino ao matadouro, para se salvarem.

Bob Martin, um especialista em sistemas de alimentos na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, disse que desenvolveu uma apreciação da complexidade emocional dos porcos enquanto trabalhava recentemente como diretor-executivo na Pew Commission on Industrial Farm Animal Production.

"Porcos em celas de gestação mostram muitos sinais de depressão", disse ele. "Quando fui para uma operação de fazenda em Iowa, onde os porcos não foram confinados, eles vieram correndo para cumprimentar o fazendeiro como se fossem cães. Eles queriam interagir com ele."

Bernard Rollin, professor de filosofia e ciência animal na Universidade Estadual de Colorado, disse que espera que um número crescente de quem come carne se junte àqueles que exigem mudanças na forma como os suínos são alojados em muitas instalações de grande porte.

"Você tem que ter uma cegueira ideológica para pensar que esses animais não são inteligentes", disse Rollin. "Espero que a gente volte para uma agricultura que invista mais nas necessidades biológicas e psicológicas da natureza dos animais em vez de trabalhar contra eles."

"O problema é que estamos acostumados a vê-los como rebanhos", disse ele. "Você vê mil vacas ou porcos e pensa, 'Oh, eles são todos iguais." Na verdade, porém, existem grandes diferenças individuais. "

De acordo com a Farm Sanctuary, as vacas se animam com desafios intelectuais, as galinhas podem decifrar labirintos e antecipar o futuro, as ovelhas podem se lembrar dos rostos de dezenas de seres humanos individuais e de outras ovelhas por mais de dois anos.

Existem pesquisas sugerindo que campanhas como o “The Someone Project” podem progredir influenciando os consumidores.

Um estudo recente, que examinou dúvidas que as pessoas têm sobre comer carne, os psicólogos da Universidade de British Columbia, Matthew Ruby e Steven Heine, concluíram que o nível de inteligência do animal era a principal preocupação.

Outro estudo recente realizado por pesquisadores de universidades da Austrália e Grã-Bretanha concluiu que muitos que comem carne experimentam um conflito moral se lembram-se da inteligência dos animais que estão consumindo.

"Embora a maioria das pessoas não se importem em comer carne, eles não gostam de pensar de animais que estão comendo como tendo mentes inteligentes", escreveram os pesquisadores em Personality e Social Psychology Bulletin.

Fonte: Último Segundo - IG

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Nota de Falecimento - Rose Orlandi - UIPA - SP


Uipa Sp
NOTA DE FALECIMENTO

Com sincero pesar, a UIPA comunica o falecimento de Rose Teixeira Orlandi Pita, presidente da UIPA Guarujá, que faleceu na data de ontem.
Desde 1997, lutou pelo fim da eliminação de animais saudáveis pelo Centro de Controle de Zoonoses do Guarujá, que acabou sendo o primeiro município a proibir a prática.
Dedicava-se a resgatar, recuperar e encamnihar à adoção animais matratados e abandonados, além de verificar denúncias de maus-tratos e encaminhá-las às autoridades. 
Estamos de luto.

Vanice Teixeira Orlandi
Presidente



Vai em paz, querida Rose...
Você combateu o bom combate!
Será sempre lembrada por sua dedicação e amor incondicional aos animais...
Os anjos agradecem e outros te recebem!
Gratidão!


Projeto Adão

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ajude a Salvar o Boto Cor de Rosa

[o Editor: O que ocorre com nosso pais além de ser mal administrado? Que nossos políticos não exerçam devidamente suas funções como servidores públicos, todos nós estamos cientes mas, ainda temos pessoas na população que segue o péssimo exemplo de nossos governantes?
Nosso país sofre de total omissão e desgaso e ainda há quem contribua para tudo isso. Vivemos em uma região privilegiada do planeta, não sofremos com guerras e conflitos, não sofremos com catastrofes naturais mas, parece que isto não é suficiente para zelar de um território admirado e cobiçado pelo mundo todo...]


Há anos atrás uma das tarefas de ativistas e ciber ativistas era alertar para o risco de extinção do Boto Rosa. Parente dos Golfinhos, é tão inteligente e gracioso quanto. É encontrado no Amazonas e no Orinoco mas, é um dos símbolos do Brasil. Está presente na tradição, cultura e folclore brasileiro.

No Brasil é protegido por Lei desde 1987 mas, só a Lei não salva estes belos animais sem a devida fiscalização. E o que ocorre é que a preservação do Boto está novamente ameaçada. Pescadores inescrupulosos tem assassinado o Boto de modo extremamente cruel apenas para utilizar sua carne como isca para a pesca do Piracatinga. 

O que muitos não sabem é que o Piracatinga não é um peixe com apreciação culinária pois, sua função na natureza é de 'limpar' as águas, alimentando-se de restos mortais de outros peixes e animais. O interesse na pesca deste peixe é puramente comercial sendo que, é vendido com o nome de outros peixes muito procurados. Isto quer dizer que, muitas pessoas acreditam estar comprando seu peixe preferido quando, na verdade, estão comprando um Piracatinga. A matança do Boto ocorre porque só ele fornece uma grande quantidade de iscas, suficientes para que muitos Piracatingas sejam pescados. Desde modo, a população de botos vem sendo reduzida em 10% ao ano

Uma Lei que proibe a pesca do Piracatinga foi aprovada para proteger o Boto mas, só entrará em vigor em janeiro de 2015, isto é, ano que vem. Até lá, muitos botos serão assassinados.

Portanto se mais uma vez você estiver disposto a salvar o Boto Rosa da extinção, acesse o link abaixo, leia maiores informações e cadastre-se para participar desta luta!



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Aprendendo com Animais

[Reproduzindo publicação da amiga Shimada Coelho]



Imagem de Junior Shimada - Jujuba

"Não vou reproduzir nenhuma imagem chocante aqui pois é madrugada de sábado e não sei em que situação você que está on line se encontra então, vou usar esta aqui para dizer algumas palavras que surgiram quando me deparei com algumas imagens chocantes...

Meu irmão alugou a casa que tenho aqui. Por isso, trouxe com ele sua cachorra, a Jujuba. Era complicado nos aproximarmos dela, principalmente quando está perto do meu irmão. Ela é um bom cão de guarda e super protetora. Mas, aos fins de semana meu irmão precisa se ausentar de casa. Apesar de deixar tudo o que ela precisa a disposição, sei que ela gosta de brincar, sempre dá uns passeios pela rua e passa todo o tempo com uma bola de tênis esperando a oportunidade de pedir que meu irmão jogue pra ela ir buscar. 

Esperei meu irmão sair e depois de constatar por cima do muro que ela não precisava de nada, deixei ela quase o dia todo me olhando através da brecha do portão. Ela rosnava, ameaçava atacar porque estava guardando a casa. Tentava aproximar a mão pra ela cheirar mas ela não se rendia.  Precisava que ela cheirasse minha pele para perceber através do olfato que eu não estava mal intencionada. Durante o mesmo período, fiz com que ela percebesse minha presença e ela respondia com latidos que deixavam claro que eu não era bem vinda. Observei ela todo o tempo, analisei seu comportamento para saber como poderia conquistá-la.

Hoje, precisava entrar lá para trocar a água. Pensei nos métodos que desenvolvi na infância, como envolver o braço com uma toalha e levar um petisco. Mas, queria comprovar através do comportamento duas coisas: que a mentalidade dos animais é igual a de uma criança de até 5 anos, e que eu realmente compreendo o comportamento de um animal.

Cheguei no portão e a chamei. Ela olhou pela brecha do portão rosnando. Falei com ela como se ela fosse uma criança com medo: - Olha, vou trocar a sua água e você vai deixar, tá? Já volto!

Entrei com um jarro de água e um pãozinho (cães gostam de pão). Abri o portão e ela latiu muito mas, percebendo que eu não recuava, ela quem recuou. Eu continuei entrando normalmente e estendi o pão para que ela pegasse. Ela rosnou, mostrou os dentes mas, percebeu que eu não me sentia intimidada então, correu para um canto. Com a certeza de que ela sentia medo, peguei a vassoura e fui varrer o quintal: ela rasgou o saco de carvão e espalhou tudo e pegou o vaso com a roseira e deixou vazio despedaçando toda a planta. Enquanto varria, perguntava se ela estava estressada. Ela me observava o tempo todo. Arrumei a cama dela e não demonstrei nenhum tipo de insegurança quanto a ela. Então, encontrei a bolinha. Me aproximei e ainda falando como quem fala com uma criança, perguntei se ela queria brincar. Ela não se movia. Então, comecei a bater a bolinha no chão explicando pra ela que eu sabia brincar. As orelhas dela se ergueram. Ela reagia conforme ia sentindo confiança, assim como as crianças.

A bolinha parecia ser a coisa mais importante pra ela depois do meu irmão. Se eu conseguisse fazer ela brincar comigo, conseguiria sua confiança. Fiquei um bom tempo brincando e falando diante dela até que ela ameaçou ir atrás da bolinha. Perguntei se ela queria brincar e a inseri na brincadeira. Umas 4 vezes ela não conseguia segurar a bolinha, embora tentasse. Cães são bons pegadores então, percebi que ela ainda estava insegura comigo. Continuei conversando com ela e passei a jogar a bolinha pra longe. Ela correu, pegou sem errar e voltou. Pronto! Ela passou a pegar a bolinha e oferecer para que eu jogasse. Depois de tanto buscar, ela já não deixava nos meus pés, segurava com a boca e pulava em mim como que querendo abraço e demonstrando intimidade. Brinquei bastante com ela. Mandei ela tomar um pouco de água e ela foi como que entendendo. Mandei pegar a bolinha e trazer e ela foi e pegou. Quando sai do quintal, ela queria ir junto. Mais tarde, peguei a guia e mostrei a ela: que festa! 

Precisava me certificar que minhas observações estavam corretas. Ela já havia demonstrado que iria se comportar do mesmo modo que faz com meu irmão: não iria deixar mais ninguém se aproximar. Então, conversei com o Rubens, expliquei umas coisas e pedi que ele entrasse comigo. Jujuba rosnou mas eu dizia: - Não, amor! É nosso amigo! Ele vai brincar de bolinha.

Peguei a bolinha e ela a seguia com os olhos. Me movimentei lentamente para que ela observasse eu entregando a bola na mão do Rubens e tocando a mão dele e disse: - Olha, o Rubens vai jogar pra você! Rubens não precisou do mesmo tempo que eu para ganhar a confiança dela, tanto é que fiz o mesmo com a guia, entregando a ele. Foi Rubens quem a conduziu pela rua.

Tudo isso foi para poder dizer que seria bom que todo ser humano interagisse com animais . Não para humaniza-los mas, para que eles ajudem a despertar ainda mais a humanidade em nós. Antes de querer ser aprovado e aceito pelas pessoas de sua espécie, aprenda mais sobre você mesmo com o auxílio de um animal.

Se um levantamento fosse feito com cada mãe que abandonou ou jogou no lixo um filho, iríamos saber que essas mulheres já abandonaram, ameaçaram abandonar ou maltrataram um animal.Uma pessoa que não consegue ver a si mesmo - assim como é - nos olhos de um animal, ainda não se encontrou. Nos animais, não temos que enxergar o filho que não temos ou a companhia que nos falta mas, a nós mesmos. Pois, quando eles nos olham, não enxergam outro animal da mesma espécie... Pelo modo que nos recebem e reagem a nós, parece que nos enxergam como se fossemos deuses descendo no mundo deles.

O mundo dos homens está a cada dia pior e mais louco. E muitas pessoas possuem animais em casa. Conforme eu, Rubens e Jujuba íamos passeando pelo quarteirão, todas as casas por onde passamos haviam um cão respondendo a nossa presença. Se o mundo piora a cada dia, as pessoas estão olhando para seus animais do modo errado. Não são seres inferiores. Não são algo sem sentido, sem função que só serve como adorno para o quintal ou como fuga para a solidão. É um ser vivo como você, com uma função neste mundo como você. Estando na sua casa, é ele que poderá te auxiliar a ser um humano melhor. E se você aprender a enxergá-lo deste modo, ele não irá parar por ai: será capaz de dar a própria vida para defender a sua.

Não sabe como fazer? Observe o animal que você tem em casa!" - Shimada Coelho - 09/02/2014

Licença Creative Commons
Aprendendo com os Animais de Shimada Coelho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Por favor! Ajude o Marcelinho Protetor!

Gente, por favor!

Marcelinho nunca quis aceitar doações em dinheiro mesmo explicando-se que seria necessário ele começar a receber porque o trabalho dele cresce muito e ele atende a muitos animais! 

Não importa a quantia que você pode depositar, ajude! Tenha certeza que esta doação irá sim diretamente aos animais!

Marcelinho é tão dedicado que há dias que nem come para alimentar primeiro os animais. São tantos - que ele dá toda aquela atenção especial um a um - que o tempo passa e quando ele se dá conta ele mesmo nem comeu!

Doe com o que puder, compartilhe! Nós que não podemos resgatar e fazer um trabalho assim temos obrigação de apoiar quem realmente faz! POR FAVOR!

Este é realmente um Protetor de Animais, não somente de cães e gatos mas, de todos os animais!


Banco Itaú
ag 1664 conta poupança 23418-2/500


Mensagem enviada:

"
Amigos, muitos conhecem meu trabalho na Proteção, tenho como foco as castrações e cuido de muitos animais, estou passando por um momento difícil e peço que quem puder me ajudar vou ficar muito agradecido, os gastos com os animais não se resumem apenas em ração, tenho que pagar a minha funcionaria, e esse mês já tem o 13 salário. Meus gastos por mês chegam a 5 mil reais e só Deus sabe como que consigo pagar tudo e ainda conseguir ajudar os animais da favela do sapo e todos os que encontro no meu caminho. 



Hoje o abrigo esta com 100 animais e muitos são   pois tomam remédios controlados e são idosos. Não sou de pedir muita ajuda em dinheiro pois sei que existem muitos protetores que se aproveitam disto, mas como estou desesperado não tenho outra opção a não ser pedir para as pessoas que acompanham o meu trabalho e sabem da minha honestidade. Abaixo minha conta e que Deus os abençoe.


Banco Itaú
ag 1664 conta poupança 23418-2/500


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Queremos o selo 'NÃO TESTADO EM ANIMAIS"


O autor destas palavras é Philip Low, o mesmo neurocientista que se uniu a vários pesquisadores, para assinar o manifesto que admite que os animais possuem consciência assim como os humanos. Entre eles, estava presente nada mais nada menos que Stephen Hawking - que em parceria com Low - desenvolvem um projeto para que Hawking se comunique com a mente. Hawking está a 40 anos completamente paralisado por causa de uma doença degenerativa. (Para saber mais sobre o manifesto, clique aqui => "Não é mais possível dizer que não sabíamos")

Mudar de postura sobre tudo não é mesmo fácil. A raça humana está condicionada há séculos com ideias que ainda persistem. Por outro lado, mudar irá tirar o homem atual da situação de dependência em que se encontra. Não poderemos salvar o planeta, nem os seres vivos e nem a nós mesmos sem evoluirmos ao invés de retroceder.


Por isso, se você também é contra o teste realizado em animais, participe desta campanha no AVAAZ.org assinando petição que exige que todo produto NÃO testado em animais tenha em sua embalagem um selo comprovando.


Queremos o selo "NÃO TESTADO EM ANIMAIS" em produtos de higiene pessoal e limpeza !

Assine aqui => Queremos o selo "NÃO TESTADO EM ANIMAIS" 





quarta-feira, 26 de junho de 2013

Salve a Humanidade!

Gostaria de aproveitar este momento único de nossa existência como cidadãos brasileiros mas lembrar que antes disto somos seres humanos!

Percebe este sentimento de indignação que te toma e te leva às ruas para protestar pelos seus direitos que vão além de direitos básicos de cidadãos: como ser humano você merece ser tratado como tal.

Se todos os seres vivos que habitam este planeta antes de nós pudesse fazer o mesmo, quem seria o inimigo a ser derrubado? Contra quem iriam protestar?

O planeta não está morrendo... Ele está entrando em um período de auto reciclágem. Ele sofrerá mudanças extremas que irão alterar todo o meio ambiente! O planeta morreu e reviveu várias vezes... E nós, com nosso modo de vida prático, não seremos capazes de nos adaptarmos a estas mudanças!

A raça humana está morrendo! E quando ainda há em ti de humanidade?
Enquanto protestamos o direito de sermos humanos, como retribuímos a hospitalidade deste planeta?

Os animais e a Natureza estão aqui muito antes de nós! E fazemos com eles o mesmo que fazemos com nossos índios! Para que possamos viver bem, distruímos a terra que é deles!

Somos apenas hóspedes: estamos neste mundo apenas de passagem. O que faria você se um hóspede depredasse sua casa e ainda o expulsasse dela em troca de sua hospitalidade?

Neste momento, somos mais que cidadãos de nosso país: estamos despertando para o resgate da humanidade em nós!

Quando você contribuí para a manutenção do planeta, na verdade, está preservando a continuidade da existência da Raça Humana!



Texto do vídeo:

"Humanos! Que incrível palavra!
Somos considerados a espécie mais inteligente do planeta, porem, somos a pior... 
Que fazemos neste mundo? Quem nos trouxe aqui? Qual é a nossa missão no planeta? Talvez nunca vamos entender. Ainda quando parece que nossa unica missão é acabar lentamente com ele e suas espécies... 

Alguma vez você pensou, que talvez este planeta não nos pertence? Ainda assim nosso cuidado está em nossas mãos. Eles estão aqui muito antes que nós. Apenas somos seus convidados, viemos invadir seu território e estamos destruindo seus lares. Nos suportaram por séculos, nos perdoaram incontáveis vezes, mas seguimos ignorando sua situação. Temos sido seus sequestradores, seus assassinos, no entanto... nos aceita como seus donos. 

Somos a unica espécie que ataca, destrói, aniquila, contamina e estingue por ambição, ou somente para viver um pouco melhor. 

O mundo é seu, é nosso, é de todos nós, no entanto, lembra que também é mundo deles, e temos que entender que não podem fazer nada a respeito para se salvarem, e muito menos para salvar o planeta. 

O planeta terra esta morrendo, estamos destruindo de forma vertiginosa, e ele está faminto de amor, não lhe resta muita força e apesar de tudo, segue nos presenteando generosamente os melhores espetáculos desde que chegamos a ele.

 O planeta tem sido o melhor anfitrião de nossa espécie. Por acaso não merece um reconhecimento? Se nos foi dada a capacidade de falar, pensar, criar, construir e ajudar... Porque só calamos, ignoramos, destruímos e matamos? 

Abra os olhos, você também está morrendo, junto com teu planeta, o único planeta em nosso sistema solar, onde nos foi dado o privilégio de viver. Somos bilhões de pessoas neste planeta, somos uma raça pensante, racional, dominante. Por que não nos damos conta disso? 

Somos capazes de conquistar países, a lua  e inclusive planetas, no entanto, não somos capazes de conquistar nossos próprios corações! Toca seu coração, sente o que ele quer te dizer, escuta o que pede a grito e entendamos que devemos coexistir no mesmo planeta. Comece mudando a si mesmo, proponha-se, faça com que seus filhos saibam e entendam e que lembremos dos mais velhos... 

Para que o dia que a humanidade deixar de existir e alguma outra especie encontre nosso planeta, veja que fomos uma espécie que se equivocou, que caiu, mas se levantou e consertou seus erros!

O planeta já não é o mesmo e já não podemos esperar mais... Todos sabemos o que temos que fazer, o tempo corre, o futuro do planeta esta em suas mãos, ajude-o, ajude-nos, porque o planeta Terra é você."

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Proteja seu peludo no Verão



Cuidados Especiais no Verão ...


    * Não deixe seu cão dentro de carros com os vidros fechados.

    * Não caminhe com o cachorro uma longa distância debaixo de muito sol.

    * Assim como os humanos os animais também estão sujeitos ao câncer de pele: caso note lesões cutâneas no seu animal de pelagem clara, é de extrema importância que ele consulte logo um médico veterinário.

    * Prefira passear com o seu amigo à noite ou pela manhã nos dias muito quentes.

    * Uma esguichada de água para refrescar é uma boa idéia.

    * Não se esqueça de sempre deixar água fresca disponível, e em lugar sombreado.

    * Cuidado para que seu cão não queime as patas no asfalto quente.

    * Para os cães de pêlo longo, é recomendável fazer uma tosa de verão.

    * Pulgas e Carrapatos se proliferam muito nesta estação. Proteja seus animais com produtos específicos, sempre buscando orientação do veterinário.

    * Em algumas áreas do litoral existe um mosquito que transmite um verme que atinge o coração do cachorro, causando a dirofilariose. Somente o veterinário pode receitar um medicamento para prevenir a doença. Evite auto-medicar seu animal.


Fonte: Ajudaa.Org

Vale também lembrar:
Ofereça água aos animais de rua!


Visit Greenpeace.org to help prevent environmental destruction.